A Gruta do Lou

A Superlua, para o bem ou para o mal?

050712_0014_ASuperluapa1Mesquita de Muhammad Ali, no Cairo (Egito)

Ontem era dia, digo noite de SuperLua. O fenômeno tem grande significado para mim, óbvio. Como você deve se lembrar, eu sou o Lou, originalmente Lu. Isso fez a minha companheira ser, automaticamente, quem? Exato, a Lua. Por isso sempre houve grande disputa entre elas, qual a mulher que não queria ser a Lua.

É nada, estou brincando, quanto a questão da disputa feminina para meu lado, claro. A minha Lua é única e foi amor à primeira vista.

Quando chegamos a Sorocaba, em um final de tarde, início da noite, saímos para passear com a Duda (nossa saudosa cadela Pastor Alemão) e, na volta para casa, demos de frente com a maior lua já vista por nós, em toda a nossa vida. Provavelmente, era dia, o meu Deus!, noite de SuperLua.

O David Icke acredita que a lua não é o tal satélite da terra, como nos ensinaram no primário e nem ensinam mais em tempo algum. Agora só ensinam a molecada a usar camisinha enquanto fazem sexo hétero ou homo, acho. Mas eu tive aulas gloriosas sobre o tema e ainda complementadas com uma visita a um dos lugares mais encantadores que conheci na vida, o Planetário do Ibirapuera. Nem sei se funciona ainda, mas deveria.

Para o Icke a Lua pode ser qualquer coisa, menos o que dizem que ela é. Ele chama a atenção para a presença da Lua nas tragédias acontecidas em nosso planeta e pergunta, se ela fosse algo bom faria essas coisas por aqui?

Tive a sorte e privilégio de viver grande parte da vida em lugares onde era possível ver as constelações. Como qualquer idiota, também prestava muita atenção à Lua. Eu sabia sempre sob qual fase da lua estávamos e quais as implicações, sobretudo ao clima. Quando meu cabelo começou a cair percebi que a excomungada da Lua fazia parte do negócio. Comecei a me preocupar em cortar o cabelo na fase certa da Lua.

Era um grande problema porque às vezes não tinha dinheiro nesses dias e perdia a fase, outras vezes não encontrava o barbeiro, que tinha caso com uma vizinha e vivia sumindo na hora H, digo na fase certa. Vai ver ele também precisava comparecer com a amante na fase certa. Isso é típico das amantes. Mas na maioria das vezes acabava esquecendo da coisa e deu no que deu, como você sabe. Dizem que se você arrancar o dente ferrado na fase certa da Lua, ele crescerá de novo. Mas não há comprovação.

Agora pouco tratei de ver se minha agenda desse ano tem as fases da Lua. Deu até um medo de ter comprado uma que não tivesse. Ufa! Essa tem. Imagine, já estamos no mês de maio e ainda não havia reparado nisso. Anos atrás, eu jamais compraria uma agenda sem ter certeza que ela continha as fases da Lua.

Jesus foi crucificado, morto e sepultado sob a Lua em quarto minguante, segundo dizem.

Quando trabalhei no Instituo Bíblico Jovens da Verdade, na longínqua Arujá, lá pelo décimo quadro do Golgota com a crucificação que vi o Jasiel pintar, não aguentei e fui lá corrigi-lo. Ele costumava pintar o mesmo quadro todas as vezes, enquanto um de nós pregava ou fazia alguma palestra sectária e sempre pintava a Lua Cheia, naqueles quadros. Além do equivoco lunático, não combinava Lua cheia com Jesus todo ferrado naquela cruz ridícula do Jasiel, digo, de Jesus, embora ele não tivesse culpa nenhuma, a não ser da Lua cheia. A cruz original era do Pilatos. Sem falar que Jasiel é nome de anjo e de donos de seminários da periferia.

O Rick acredita que a nossa vida é definida por propósitos. Veja isso:

“Ele também pode fazer coisas maravilhosas com o resto de sua vida. Deus é especialista em dar às pessoas um novo começo. A Bíblia diz: Como é feliz o homem que tem suas desobediências perdoadas e seus pecados cobertos!” Do livro: Uma vida com propósitos – R. Warren

Esse novo começo ele entende como propósito. Sou fã desse negócio de propósitos há séculos, muito antes do Rick nascer, pelo menos para o mercado evangélico. Aprendi com o Dale Kietzman, que sabe tudo sobre os propósitos. Mas nenhum dos dois sabe nada sobre a Lua, das fases e muito menos da SuperLua, que seja do nosso conhecimento.

Se o Icke estiver certo, a Bíblia estará errada. Bem, talvez não a Bíblia, mas a hermenêutica desses senhores. Agora se eles estiverem certos e, a meu ver, estão, nós somos governados por propósitos, mas os propósitos de Deus, não os nossos. Isso é duro para mim, pois sou cheio de propósitos, geralmente bons.

Imagine você que um dos propósitos de Deus para nossas vidas seria nos testar. Isso mesmo que você leu, testar. Estou falando sério. E o que Deus mais testa em nós seria a nossa fé. Pode? Mas creia, eu mesmo vi, há zilhões de textos bíblicos comprovando essa tese. Para você ter uma ideia, o livro que mais recomendo aos caras ferrados que procuram minha ajuda é o do Rick, apesar do John Piper e eu não irmos com a cara dele. Veja os dois conversando aqui. Mais uma cortesia Gruta.

Cariocamente suprimi do vídeo a parte em que eu fazia um chifre com meus dedos por trás da cabeça do Rick, sem ele ver, evidente.

Bom, pelo menos, caso assim for, a Lua estará salva e todos poderemos voltar a namorar sob suas luzes. Agora, falta alguém explicar porque as catástrofes (como a queda do meu cabelo) sempre acontecem em fases determinadas e constantes da Lua ou da SuperLua.

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