A Gruta do Lou

A religião verdadeira e a nova semana

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Gwyneth Paltrow

Com minha experiência atual, em relação a Deus, construída através da leitura e do aprendizado bíblico, das vivências de pessoas que as compartilharam comigo e de tantas leituras acerca do criador, seu filho salvador e seus ministros, gostaria de adotar certas medidas durante a semana iniciada hoje.

Em primeiro lugar, gostaria de amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo da mesma forma que amo a mim mesmo. Ou melhor, gostaria de amá-los mais e melhorar o amor próprio, também. Não de um jeito egoísta, mas de forma agradável, intensa, bondosa, longânime e paciente.

Depois, adotaria uma atitude controlada e prudente, ouvindo muito, falando só o necessário, evitando cobiçar e assim não matar, roubar, adulterar, ou mentir.

Melhoraria as minhas atitudes devocionais, sobretudo, implementado qualidade e quantidade às minhas orações. Perdoaria mais, esperaria mais, jejuaria mais e pensaria mais.

Buscaria descobrir a vontade de Deus para a minha vida e dos meus queridos. Se pudesse ajudaria a todos que buscassem socorro em mim. Faria, de cada pessoa que se acercasse, um mestre e deles aprenderia as lições necessárias.

Seria mais destemido e andaria, preferencialmente, pela fé, na certeza das coisas que se esperam e, nem tanto, nas que se veem.

Daria graças ao Senhor no início, na metade e no final do dia, aceitando os meus desígnios com alegria e confiança.

– E você Norberto Elias, que acha?

– Bom, na aflição e dureza que eu estou, morrendo de medo dos verdugos, sem nenhuma perspectiva, nem ao menos um plano para sair dessa, acho tudo isso lindo, mas não tenho condições espirituais ou emocionais para tanto desprendimento. Estou mais para irado com Deus do que para uma relação amistosa.

Fico vendo as pessoas por aí e invejo os abençoados. Isso me deixa com raiva do Chefe. Por outro lado, olho os que estão piores do que eu, se isso é possível, e sinto mais bronca ainda do Divino. Pior é a culpa por sentir essa bronca dele.

Tem que haver um limite para tanta desgraça, enquanto não há parâmetros para a felicidade de outros. Tudo bem, aceito a ideia de vida eterna numa boa, mas meu saco está cheio de tanto sofrimento e privações, no tempo presente.

Talvez haja, ou alguém invente uma religião melhor, com um Deus mais justo e presente. Ultimamente, a ausência dele é a pior realidade para nós grutenses. Mais culpa, ainda.

Nós não somos um bando de apáticos e derrotados. Somos lutadores. Foi com gente como nós que Davi saiu e derrotou Saul. Por enquanto, nossas saídas têm sido em vão. Nossos pastores têm nos traído por muito pouco. Bastou um rabo de saia ou algum dinheiro e eles nos largaram a mercê do inimigo. E, todos eles, falam em nome de Deus. Enquanto Ele, Deus, parece ter sangue de barata, e não liga para o que esses caras estão fazendo, ao que parece.

Aqueles que poderiam nos resgatar a dignidade estão deslumbrados com os microfones e holofotes, sem falar nos carrões, celulares, notebooks, etc…

Esta semana, é tudo que eu não queria ver ou experimentar. Né Deus?

Capricornio PB

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