A Gruta do Lou

A Missão

“Sairei pelo mundo em busca de aventuras em favor dos necessitados, pois isso é o que compete a um cavaleiro andante”.

D. Quijote de La Mancha – Cervantes

Seguir essa direção ao longo da vida. Nada a reclamar.

OPS: Gravura de Pablo Picasso

4 thoughts on “A Missão

  1. Lindão!

    Não se esquecendo que ele também lutava pelo amor de sua Dulcinéia.

    Para azar, a Dulcinéia dele era imaginária. Ao contrário, encontro a minha todos os dias, assim que acordo e ela é real. 🙂

  2. Lou

    Não querendo te desanimar…mas essa frase é do Quijote delirante que ataca soldados, que vê dragões e que não percebe que a Dulcinéia não existe.

    No fim do livro ele cai na real….

    A missão não deixa de ser nobre, de qualquer forma

    Isso mesmo, ele e eu somos duas fraudes, honestos, mas insanos. Além dessas crenças e visões, ele cria na virtude dos cavaleiros. Como ele, creio na virtude do meu cavaleiro que voltará montado em seu cavalo branco para nos resgatar. Dois loucos. Ainda bem que a minha Dulcinéia é real…

  3. “Carregai as cargas uns dos outros” – a vida cristã é isto. E, sim, tenho-te bem presente, tu e tua família. Nas provas desportivas, cada prova é individual, a vitória ou derrota é individual, ainda que se esteja a competir em situações de equipa. E geralmente existe uma torcida. Quanto maior a torcida e mais presente, quanto mais gente grita pelo nome do atleta, mais fácil, mais leve se torna a carga do competidor. De quando em quando venho aqui como que dizer-te: “Lou, Lou!”, “sai dessa, tu és capaz!”, “Não te vitimizes, não te faças de coitadinho a ti mesmo!” “luta!”, “corre, és capaz de chegar ao fim”, “aconteça o que acontecer, Deus te vai dar recursos para superar”.
    E oro. Simplesmente penso na tua história e oro. Não te conheço pessoalmente, portanto, não sei se és real ou ficção, se és verdade ou um impostor. E sempre tive isso bem presente. Mas conheço a tua representação e isso basta-me. Real ou imaginário, a história é real, e é essa história que levo até Deus. E sei que Deus ouve.
    Estou feliz sim. Estou feliz porque pela primeira vez ouço a tua história caminhar novamente. E sei que sei que não precisas ter medo de te esqueceres dos aflitos, dos grutenses. Porque deixas a tua gruta aberta. E mais, carregas cicatrizes, marcas, na tua história, que são reais (Thomas). E todos os dias olhas para ela.
    Eu também carrego marcas.
    as histórias são diferentes mas as marcas que deixam são semelhantes. A bíblia diz que não há nada de novo aqui.
    E eu creio nessa Verdade.
    E creio que Deus deseja ansiosamente que sejamos felizes no meio das provas, que nos consolemos e que nos adaptemos. Porque as provas aperfeiçoam o nosso carácter se assim o deixarmos.
    Já escrevi demais, fico por aqui.
    God bless you,
    T.

    O ser humano é assim, gosta de catastrofizar e obter socorro. Dizem por aí, que todo lamento é um pedido de ajuda, na verdade. Nós, os grutenses, somos como as carpideiras, sofredores profissionais. Queria mesmo o Deus de Jesus que curava milagrosamente e não cobrava pelo serviço. Mas, fazer o que!

  4. Durante mais de dez anos orei todos os dias “pelo privilégio de dar a minha vida pelos outros”. Deus demorou a ouvir essa minha oração kamikaze, mas faz um bom tempo que começou a responder – e agora minhas orações “retiro o que disse” caem invariavelmente na sua secretária eletrônica.

    Na mesma onde estão gravadas as minhas.

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