A Gruta do Lou

A Igreja insípida

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Recebi um E-mail de uma pessoa muito preocupada com um projeto em tramite no Congresso Nacional sob os auspícios de senadoras vinculadas ao PT (Lídice da Mata, do PSB da Bahia, com o apoio da senadora Ângela Portela, do PT de Roraima, e da senadora Ana Rita, do PT do Espírito Santo). O principal objetivo desse projeto é legalizar o aborto no Brasil. No bojo do texto parece haver um pouco mais, como segue:

 “IMPEDIR QUE ORGANIZAÇÕES RELIGIOSAS PARTICIPEM NA ELABORAÇÃO E CONTROLE SOCIAL DAS POLÍTICAS PÚBLICAS, OU RECEBAM RECURSOS PÚBLICOS PARA AÇÃO SOCIAL QUE SEJA ORIENTADA POR PRINCÍPIOS RELIGIOSOS”, além de “GARANTIR A ORIENTAÇÃO SEXUAL” nas escolas e “IMPEDIR A PRÁTICA DO ENSINO RELIGIOSO NA REDE PÚBLICA DE EDUCAÇÃO”.

 Já manifestei opinião a respeito do tema aborto, em post anterior. Em resumo, penso:

 Primeiro, a igreja institucional só tem um caminho, ou seja, fechar questão em relação a todas essas questões de macro-ética, tais como o aborto, a eutanásia, a pena de morte, etc., sempre em favor da vida e ponto.

 Segundo, pessoalmente, reconheço a realidade incluindo milhares de clínicas de aborto clandestinas realizando mais de um milhão de abortos por ano, não apenas pondo fim às gestações, mas com alto risco à vida das mães e é preciso dar fim a isso.

Não vejo outro caminho nesse caso, a não ser a criação de legislação capaz de conceder e determinar a prática e gerenciamento desses procedimentos pela rede publica de saúde. E aí, nossa missão de cidadão seria pressionar no sentido desses procedimentos acontecerem sempre dentro do menor prejuízo à vida, garantindo um consistente aparato de apoio às mulheres interessadas na prática, capaz de desestimular o maior número possível. Mas evitando, a todo custo, a volta à clínica clandestina.

Terceiro, ainda no papel de cidadãos, pressionar contra, por todos os meios, as campanhas a favor da liberação do sexo fora do casamento sejam praticadas com dinheiro público. Não é preciso ter a metade do QI do Einstein para perceber como o estimulo à pratica sexual fora do casamento é a maior causa desse elevado numero de abortos praticado por clinicas clandestinas. Outros fatores contribuem igualmente, como as campanhas com utilização de crenças duvidosas como a Redução de Danos incluindo a distribuição de preservativos nas escolas e a educação sexual fora do ambiente familiar, entre outras.

Se desejar inteirar-se mais do assunto, o E-mail sugere dois vídeos onde um representante da Igreja Católica, e nesses temas essa Igreja anda bem a frente das demais, informa e tece comentários sobre o problema, clicando nos links abaixo:

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=kQTVPFyuzPM

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=ioCmZTnMx0E

Entretanto, desejo agora reiterar minhas convicções em relação aos outros temas contidos nessas propostas. A primeira diz respeito a elaboração e controle social das tais políticas públicas. Meu, não existe país algum no mundo onde haha um conjunto de leis capaz de regular toda a vida dos seus cidadãos. Nem as piores ditaduras atuais e passadas lograram esse êxito, embora adorariam. Nem Deus ou a igreja se arvoraram nesse intento. Moisés tratou com o divino dez princípios básicos com abrangência intelectual e filosófica capaz de alcançar as atividades do povo e só. Os povos com melhor desempenho em seus conjuntos legais, o fazem amparados em uma educação forte, começando nos lares, passando pela escola, pela igreja e pela mídia.

Sendo assim, tenho peregrinado por aí, a tempo e fora de tempo pregando contra a interferência da igreja e de seus ministros em política partidária e governamental. A instituição e seus representantes, a meu ver, não tem outra opção melhor a fim de manter isenção e credibilidade. Quem vai dar crédito, por exemplo ao Bispo Edir Macedo quando ele vem a publico, na qualidade de ministro de sua igreja, apoiar a prática do aborto objetivo do governo atual para ser implantado no país? Claro, ele o faz de olho em verbas e vantagens governamentais de seu interesse, sabe-se lá por qual razão, embora faça alguma ideia a respeito.

Também tive algumas oportunidades, embora elas estejam cada vez mais escassas, pois os organizadores de congressos e seminários há tempos privilegiam preletores de viés liberal para ocupar seus púlpitos, de repudiar as alianças entre igrejas e organizações, onde se busca praticar ações sociais, fazem com o poder público, não importa a esfera onde isso se dê. Em algumas ocasiões, quase foi preciso providenciar um camburão para garantir a minha saída ilesa do local do evento, só porque demonstrei quanto essa prática era imoral, além de burra. Meu, não há a menor possibilidade de misturar a luz e as trevas. Quanto a isso, qualquer insistência será pura perda de tempo e recursos.

Agora, é preciso os senhores e senhoras ministros manterem suas igrejas e entidades no caminho da luz. Algumas desviaram-se de montão do trilho, sobretudo algumas sob orientação das esquerdas festivas e outras cujo fim único é grana. Bem, quanto a isso vocês devem estar muito melhor informados.

Quanto à ensinar religião nas escolas, estou completamente contra. Na verdade, a escola é uma das instituições condenadas a não existir mais em futuro próximo, graças a Deus. Sofro de montão em ver meus amigos cometendo o mesmo erro cometido por mim, ou seja, enviando seus filhos à escola para serem convertidos aos desejos de Mamom. Não se iludam, nenhuma escola, publica ou privada, escapa a essa profecia. E a lei do país proíbe os pais de fazer escolha diferente dessa (enviar obrigatoriamente os filhos à escola), sob pena de prisão.

Deveríamos aprender com um empresário amigo meu. Ele costumava dizer: “Lá na FIESP temos uma lei, ou seja, se governo vai para a direita, todos nós pegamos a direção contrária. Se ele inverte, nós fazemos o mesmo”.

Em minha opinião, se o governo, com a ajuda dessas senhoras senadoras e seu partido diabólico conseguirem êxito, isso será um grande tiro no pé, pois obrigará a Igreja a ser Igreja, novamente. Tanto melhor. Mesmo com a legalização do aborto, nossos filhos nascerão no seio das famílias e nossas mulheres não serão expostas a essa humilhação.

Continuaremos a ensinar nossos filhos sobre a beleza do sexo dentro do casamento a melhor forma de praticá-lo como expressão do amor genuíno. E para completar, nós nos bastaremos em sustentar nossos projetos sociais sem a grana imunda originária dos tesouros dos Faraós.

A Igreja só tem a perder quando se envolve com o governo, seja lá qual for a orientação dele. Lembrem-se da dica de Jesus: “Nós somos o sal da terra e se o sal se tornar insípido, para mais nada servirá”. Atualmente a Igreja Evangélica, de qualquer orientação (da ortodoxia, da prosperidade, pentecostal, neopentecostal, dos propósitos e outras) é uma igreja insípida.

morcego-12


1 thought on “A Igreja insípida

  1. A igreja, como instituição, é totalmente irrelevante em todos estes assuntos, problemas, dilemas, etc. É perda de tempo discutir seu envolvimento neles.

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