A Gruta do Lou

A Gruta e Jesus fazem aniversário hoje

Humphrey Bogart outro aniversariante em 25 de dezembro


Ele deve estar completando 2013 ou 2018, dependendo da crença de cada um, e a Gruta, ou Grotta como preferem os nossos grutenses italianos, completa oito (8) anos hoje.

Esse ano, 2013, foi o pior ano de minha vida, pois foi o inesquecível ano em que meu amado filho Thomas nos deixou de foi morar onde Deus lhe designou. Agora vivo com essa saudade imensa e irresolvível.

Antes de mais nada, sempre há essa implicante mania de apresentar as estatísticas ou como prefere o WordPress, os stats.

Na leitura atual temos, segundo o Motigo (que já morreu), um de nossos mecanismos de controle, foram 384.615 visitas (eles estão conosco desde 13/05/2006 e o blog existe desde 2005); os leitores brasileiros são os mais assíduos, seguidos dos portugueses, norte-americanos e alemães, isso porque editamos só em português.

Para o Sitemeter (Outro que já era), outro medidor, entre páginas visitadas e visitantes foram 741.351 visitas. A discrepância deve-se às alterações do sistema de aferição de cada um.

Segundo o WordPress Stats, foram 1.739 posts, 8160 comentários e 18 páginas. Ainda há uma pá de posts guardados nos porões do blog aguardando algum copeiro do rei lembrar o rei de os alforriar de volta ao status de post e, nesse caso, o número ultrapassaria a casa dos dois mil posts, seguramente.

O post campeão de olhadas (views), em sensacional arrancada nas últimas semanas é Solilóquios do Lou – A Oração e o Horácio – com 28.683 views, ultrapassando o eterno campeão Ressurreição? Tô fora! Já estou bem satisfeito. – com 22.131 views e que nem eu conseguia mais reunir algum ânimo para vê-lo no alto do podium, ad eternum.

Não me perguntem o que faz aumentar as olhadas. Minha única sugestão para isso é dizer que isso deve ser coisa de São Google.

Nas “categorias” ou rubricas como nosso mestre Brabo ensinou, estamos com 268 itens. Isso é surreal, se alguém der uma arrumada nisso, não serão mais do que umas vinte ou trinta, se não me engano.

Ao contrário do curso das coisas na Web, a Gruta sobrevive. No nosso caso, isso se deve ao fato de não termos sidos rendidos por ninguém. Nem nosso grande líder saiu daqui para enfrentar nossos grandes inimigos e, tampouco, outro levantou-se para nos render.

No máximo, alguns traidores saíram para dar uma volta e não voltaram nunca mais. A Gruta continua sendo o reduto dos não alinhados, seja lá qual for a subversão de cada um.

Uma pergunta recorrente e sempre presente é a impertinente “Quando a Gruta tornar-se-á alguma espécie de livro?” Bom, conversas aconteceram. Mas nada muito concreto.

Alguns amigos da Gruta e/ou do nosso autor titular fizeram ofertas de intermediar contatos ultimamente. Estamos aguardando. Não estou muito certo da relevância dessa ideia ainda, confesso.

Pelo lado da vaidade, não resta dúvida, mas tenho um pouco de vergonha de fazer qualquer coisa sob esse ou qualquer outro sentimento incluso na lista dos sentimentos baixos ou negativos.

Ultimamente, a Gruta anda sendo citada como um dos poucos blogs ainda em pé. Bom, o outro aniversariante de hoje saiu de uma Gruta e acabou seus dias enterrado em outra, segundo a versão evangélica mais conservadora.

Sem esquecer que esse pessoal acredita na ressurreição. Quem sabe nós possamos ter um epitáfio mais liberal, com passagens pela Índia, Tibete e paragens mais distantes como sugeriu o autor do interessante livro “Jesus viveu na Índia”, senhor Holger Kersten.

Com tanta tecnologia à nossa disposição, muitos mitos estão caindo por terra e dou mais um viva ao meu predileto Rudolf Bultmann e seu famoso sermão sobre a mitologia presente no Novo Testamento.

Sem a tecnologia, ele foi profético. Bom, mas isso nós dificilmente resolveremos por aqui. Nosso negócio está mais para ver sombras nas paredes e nos contentar com isso.

Creio ser necessário enfatizar nossa convicção em escrever sob o trópico (e signo) de Capricórnio, agora mais do que nunca, desde quando voltamos a nos radicar em São Paulo, motivados pelos acontecimentos trágicos ocorridos neste maldito ano, para nós.

O ano 33 (ou 28) também foi maldito para o outro aniversariante, mas foi o melhor ano para todos nós, pois a maldição dele redimiu a todos nós do pecado e da morte. Tomara nosso ano maldito tenha em si alguma coisa do mau ano de Jesus Cristo.

É isso, você poderá deixar seus cumprimentos verbais via comentário ou, se preferir, fazer algo mais corajoso, como um cumprimento em espécie, fique à vontade. Ninguém aqui é orgulhoso, ao contrário, a humildade é nosso privilégio.

Grande beijo em todas as carecas e perucas presentes e ausentes. Amo vocês todos pra caramba.


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *