A Gruta do Lou

A escolha de um representante nada representativo

No post anterior, sobre a série Sagrado que a Rede Globo levará ao ar em breve, o Wander, grutense de carteirinha e com número baixo, levantou algumas questões interessantes e achei que seria legal transformar a réplica em post e jogar um pouco mais de lenha na fogueira.

Sempre que citamos um peso pesado, estamos praticando a ofensa vertical e isso não é privilégio nosso, claro. Dizem que adular esses caras faz o mesmo efeito, não sei se é verdade, ainda não experimentei. 🙂

Você tocou em ponto delicado escondido nesse texto. A Globo é uma empresa de comunicações com uma visão de mundo parcial e, por isso, deturpada. O mundo não cabe na cidade do Rio de Janeiro e eles parecem não notar esse detalhe. Se o Niemayer não colocasse Niterói no mapa construindo aquele enorme museu em forma de taça do outro lado da baia da Guanabara, eles continuariam não divulgando imagens do lado de lá.

Não surpreende que eles façam uma série com esse tema (Sagrado) e só incluam representantes designados por eles próprios e radicados na cidade que um dia já foi maravilhosa e quiçá voltará a ser com as Olimpiadas 2016, acontecendo lá. O Brasil inteiro precisará ajudar a fiscalizar e cobrar para que isso aconteça a bem da cidade. Nada contra os caras, mas o que se questiona é a representatividade deles, especialmente no caso do representante protestante (Israel Belo de Azevedo) e que o fato nos lembra a ausência de um porta voz credenciado do povo protestante e evangélico. O Rubinho deu uma importante contribuição na sequência, descolando o currículo do nosso arauto global. Animado, encontrei um texto dele em um blog que acompanho, com o título A intolerância dos tolerantes.

Nunca é demais lembrar que Deus não fez qualquer eleição democrática quando deu uma de Globo e mandou seu filho para ser nosso representante eterno. Uma escolha autoritária, unilateral e feliz.

O Seminário Batista do Sul, bem como JUERP e a própria FTBSP tiveram alguma importância em décadas passadas. Hoje, como parte do todo da denominação, caminham com pernas trêmulas.

Isso me lembra um discurso do Dr. Shedd em um grande Seminário para Pastores acontecido no Nordeste, cujo tema era “Crescimento de Igreja” e pretendia-se louvar Rick Warren e Bill Hybbels, ele disse: “Eu conheci uma pastor norte americano que viveu no Rio de Janeiro. O nome dele era Roberto Macklyster e seu grande sonho era criar um grande ministério evangélico televisivo. Ele morreu sem conseguir alcançar seu intento, mas deixou-nos dois de seus diáconos que trataram de levar o sonho de Macklyster adiante e criaram as duas igrejas que mais crescem no mundo, via TV. O nome deles, Edir Macedo e R. R. Soares”.

Mas não se iluda, o objetivo Global é detonar o Bispo, que é considerado nos corredores globais como o inimigo a ser batido e nós temos contribuído com a família Marinho, nesse intento, ajudando na demonização desses senhores endiabrados.

Eu, e posso falar por mim, não sou melhor do que eles e, em termos de edificar uma igreja, não sirvo para desatar o cadarço dos sapatos de cromo alemão deles. Como todos sabem, tudo que consegui até aqui foi edificar uma humilde Gruta e ela é virtual. Minha conta bancária é uma vergonha para qualquer evangelho da prosperidade que se preze. O Pr. Israel parace ter um bom currículo, o melhor dentre os indicados pelos amigos grutenses. Mas se fosse feita uma escolha com todos nós como candidatos mais o Bispo Edir Macedo, o grande inimigo da Globo ganharia com mais de cinqüenta por cento dos votos, com margem de erro de 4 % para mais ou para menos e eu seria o último com nenhum ponto percentual para mais ou menos, se não me engano. E eu nem gosto do bispo.

6 thoughts on “A escolha de um representante nada representativo

  1. Pingback: Lou Mello
  2. A questão é: para um programa com esse (?!?) propósito precisamos de um representante da diversidade eclesiástica brasileira ou precisamos de alguém que possa interpretá-la adequadamente para o público não adepto???
    Se é um representante, não o temos. Aliás, nunca tivemos, mesmo nos tempos áureos de Caio. Ele, no máximo, representava uma parcela, mas não o todo. E então, já que ninguém serve, qualquer um serve.
    Se, por outro lado, precisamos de um intérprete adequado, aí, sim, temos alguns muito bons, como o Paul Freston, o Valdir Steuernagel, e alguns outros estudiosos da igreja brasileira. Talvez melhores que o escolhido, talvez não. Mas, com certeza, não seriam nem Ed, nem Gondim, nem Edir!!! Ah, nem eu, nem vc.

    Putz! Valdir, Freston, quanta gente boa pensando a igreja brasileira e ainda lembraremos de muitos mais. Mas era isso, provocar alguma reflexão sobre um tema com alguma importância, acho e a Globo deu o passe (sem querer) e nós chutamos, ora!

  3. Nem Eu ! Só iría ficar cutucando com a vara !

    Cutucando onça com vara curta. Mas isso nós já andamos fazendo. Já viu o tamanho das onças que cutucamos por aqui?

  4. Nem um desses aí, da matéria, serviria pra representar os endividados, tristes e etc.

    O negócio deles é possuir sapatos de cromo alemão, casa em lphaville, Land Rover, etc.

    Pera aí! Esse é o meu plano. Se eles fazem isso, só pode ser para me hostilizar. 🙂

  5. Ei Lou, muito boa essas matérias, show mesmo. Penso que se você tivesse sapatos de cromo alemão, casa em Alphaville, Land Rover e etc., não daria a mínima para os endividados, tristes e etc. Certo ?

    Não sei não, talvez distribuisse livros de auto-ajuda, sobretudo esses sobre prosperidade e propósitos, sempre com aquele ar de superioridade que adoro ver no rosto das pessoas quando conversam comigo, hoje.

  6. puats, mandei o post no dia, não tá aqui…

    bem, agradeço a citação, bem como aproveito-me para questionar até que ponto um representante nos faria bem?

    O cristianismo bíblico atual, muito embora existam ainda boas intenções, tende aos mesmos erros crassos, infelizmente.

    Na verdade, um representante serviria mesmo para alimentar as “entrevistas” globais. Parece que errar faz parte do cristianismo, mas tem cristão que pensa em ser alguém sem erros.

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