A contribuição

Terça-feira, Janeiro 17, 2006

Estou muito feliz em blogar. Adoro os comentários, principalmente, quando superam o post.

Aproveito para postar enquanto estou ilhado, aqui. Então lá vai mais um…

Tenho gasto bom tempo de minha vida com as ONGs, particularmente as cristãs, embora o pessoal da GV não as considere como tal. Há longo tempo, quando não se falava disso, fui convidado a trabalhar em uma missão (melhor não citar o nome porque o Douglas não gosta, apesar de ter sido eu a levá-lo p’ra lá) onde aprendi, com os gringos, a usar as ferramentas da Captação de Recursos.
Depois, ao sair de lá, virei consultor e propagador dos mecanismos aprendidos. Para mim, o maior segredo, nesse negócio, é a contribuição. Muitos pensam em buscá-la pelo dinheiro ou pela ambição. Entretanto, há na contribuição um rito sagrado, quase um milagre, pouco conhecido da galera. Quando contribuímos, deflagramos um processo sacro. Por essa razão ensinar a contribuição, solicitar a contribuição ética e envolver-se nesse trabalho torna-se um ministério altamente espiritual.
Mas, as ONGs cristãs tem se distanciado do sagrado na contribuição. Ao invés disso, buscam o mesmo caminho das instituições seculares, ou seja, mamar nas tetas do governo ou dar a sorte de achar uma empresa rica disposta a dar, contrariando os princípios de mercado, ou as duas vias. Esquecem de onde vem o dinheiro distribuído pelo governo, nem sempre de forma ética. Para dar o governo tem que tomar. E o faz, sem pudor, tirando aos montes sob a forma de impostos, do povo que ele jura proteger. A distribuição não obedece, nem de longe, a prodigalidade da captura. E agora, o atual governo do Lula deseja, secretamente, tornar-se a grande ONG ou OG (Organização Governamental) eliminando quem? As ONGs, claro, especialmente as não alinhadas ao PT.
Para merecer a benesse governamental, seja qual nível for, a ONG pleiteadora é obrigada a colocar o cabresto incluso. É uma aliança tácita com o demo.
As empresas, por sua vez, não podem dar ponto sem nó. Para cada centavo saindo, tem que haver dois entrando, então…
Para mim, o pior de tudo, é o desvio da finalidade primeira e essencial de levar as pessoas a contribuir. Não tanto para a causa em questão. Muito mais, para gerar o tal milagre, capaz de tirar o contribuinte da cobiça, da ambição e, principalmente, do amor ao dinheiro, levando-o a experimentar uma liberdade celestial, sem precedentes.
Se você pensa que não tenho muitos clientes, acertou.
Não sei e não quero saber como captar recursos do governo ou de empresas.
# posted by Lou @ 12:05 PM