A Gruta do Lou

A Bacia das Almas, o livro

Por gentileza inesperada da Locaweb, a Gruta ficou desativada desde a meia noite de ontem, até perto do meio dia de hoje, mas eles cobrarão a mesma quantia de sempre no final do mês e, nem mesmo, se dignarão a um tradicional: desculpe pelo transtorno, estamos trabalhando para melhor servi-lo.

A intenção era divulgar o lançamento do livro A Bacia das Almas, Confissões de um ex-dependente de igrejas, de autoria do Paulo Brabo, no dia seguinte ao acontecimento. Como o autor é um sensível e raro amigo, praticou generosa e incomum ação de caridade para comigo, enviando-me um exemplar do livro, devidamente autografado (Lou, você está dentro), bem antes do evento de lançamento. Ele sabia (ou queria) que eu, dificilmente, estaria presente na cerimônia.

Então aguardei o acontecimento como manda a boa ética, pois não ficaria bem atropelar o cronograma da editora e do autor. Coincidência foi constatar a esperada presença do meu professor de Ética Cristã, Lourenço Stélio Rega, entre os debatedores convidados para o evento. Nem adianta vir com a piadinha sem graça e dizer que não aprendi muita coisa com ele.

Bom, dizer que li o livro e gostei, bla, bla, bla, é bobagem, pois ele é uma reprodução gráfica de textos publicados no blog com o mesmo nome, do qual sou leitor com cadeira cativa. Edição muito bem acabada, até a foto da capa com água cobrindo a bundinha do autor reflete o capricho da produção (a minha foto está sem água por inadimplência junto ao SAAE local), sob o olhar competente do autor. Aproveito para parabenizar a Editora Mundo Cristão, que subiu muito em meu conceito com esse corajoso lançamento. Se bem que minha opinião pouco importa.

Mas, como quer o Brabo, o texto é subversivo, detalhe que mais me agrada na obra, e pode ser, já que fala dele próprio. Sabiamente, o Brabo conduz o leitor à profunda reflexão teológica, especialmente, na auto-avaliação de nossa postura como cristãos.

Desde que o Julio Zabatiero chamou a minha atenção para a necessidade de uma teologia latina (idos dos anos oitenta), comprei a ideia e fui além, desejando uma teologia ao som do chorinho, regado a caipirinha e acompanhado de mandioca frita em óleo de soja. Em outras palavras, uma teologia brasileira. Creio que o Paulo Brabo responde às minhas orações dando inicio a uma nova era para os cristãos brasileiros. Como ele propõe no livro, chegou a hora de todos nós praticarmos a “desconversão”. A decisão de como crer em Deus, em seu filho pródigo e seu espírito intrometido cabe a nós, também, como fizeram os alemães e foram copiados pelos norte-americanos, via ingleses.

Se eu fosse você, não deixaria de ver as fotos belíssimas da cerimônia, clicando no link: o lançamento

Pena não termos o áudio (ou vídeo com áudio) para podermos espinafrar os caras: Ed, Sung, Lourenço e o autor, os debatedores.  Mais democrático seria um debate aberto a todos os presentes, enfim…

2 thoughts on “A Bacia das Almas, o livro

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