A Gruta do Lou

Um Deus presente na ausência.

Sempre volta a idéia do Deus presente e totalmente ausente. Que é capaz de não intervir e nunca perder o controle. Dar toda a liberdade com absoluto domínio. Um não Deus divino.

Fico com a sensação de não vê-lo sentado me escutando com toda a paciência celeste quando estou mal, por baixo, sem nenhuma vontade de orar, sem esperança e sem fé, mas, com uma suspeita enorme de que ele não perdeu nenhum lance de meu calvário.

Por outro lado, quando andava por cima, com tudo em dia, dízimos e ofertas, leituras bíblicas, orações, jejuns, presença na igreja, ele se ausentava de mim e minha suspeita é que ele não me ligava a mínima, nesse tempo, sem nunca se ausentar de mim.

Um Deus pleno na solidão. Uma presença marcante no deserto.

7 thoughts on “Um Deus presente na ausência.

  1. Como tu bem sabes, religiosidade não é a mesma coisa que espiritualidade. Os desertos fazem-nos bem, mas cuidado para não morrermos no deserto…

  2. Jorge
    Tomei a liberdade de deletar o comentário que chegou duplicado. Ok?

    A rosa vermelha é um símbolo de esperança, como você sabe. Escolhi um botão com a intenção de completar minha esperança nesse Deus tão presente, embora pareça ausente.
    Claro que se fosse representar o deserto, seria ideal algum tipo de cactus. Abraço.

  3. Voce certamente já leu Kushner. O rabino fala dessa ausência presente no sofrimento e o domínio total que repeita a liberdade do outro.
    Aprender isso é extraordinário

  4. O silêncio e o deserto andam de mãos dadas, mas até no deserto podem brotar rosas e mananciais de água viva! Sem ser as da foto, conhece as rosas do deserto?
    são belíssimas!recebi uma recentemente e acho que vou postar sobre ela;)

  5. Raquel

    Eu procurei a rosa do deserto e não encontrei (nos dois sentidos). Se puder, escreva sobre ela sim. Será bem legal.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *