A Gruta do Lou

Um cálice nada sagrado


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Albert Schweitzer

 

“Podem vocês beber o cálice que eu beberei?

Podemos.

Certamente vocês beberão do meu cálice…”

Mateus: 20: 22 – 23

Uma das razões pelas quais sou grande admirador da história de vida de Albert Schweitzer é a sua atitude consciente sobre a parte que lhe cabia nas dores de Cristo. Com ele aprendi o significado de muitas passagens dos evangelhos, sobretudo as palavras de Jesus em muitas situações. Ele conhecia sua missão como poucos.

Quem busca servir a Deus precisa aprender logo cedo que sua vida já era. Nada mais acontecerá por acaso e tudo estará interligado com a tarefa de libertar vidas. Schweitzer fazia do sofrimento dos pobres doentes africanos motivo de libertação dos ricos abastados europeus. Fazia isso de uma maneira muito peculiar. Exímio organista interprete maior de Bach, ele tocava nas igrejas da Europa e às vezes ao ar livre, tendo ao lado de seu instrumento um gazofilácio com uma placa, onde se lia: Em favor dos doentes da África.

Jesus, em sua insana cruzada salvacionista, ensinou três práticas libertadoras aos seus discípulos que, em breve, tornar-se-iam missionários: Orar, jejuar e contribuir. Essas três senhoras formam o dogma libertador. Schweitzer aprendeu com o Nazareno que sua missão incluía levar as pessoas a essas práticas para libertá-las de suas prisões e que não eram só os pobres doentes africanos que precisavam trabalho socorrista do missionário, mas na outra ponta, haviam milhares de doentes, cujas doenças escravizantes eram o materialismo, a gula e a cobiça avarenta.

Imprudentemente orei pedindo a Deus a vida de missionário bem feitor. Como disse o Paulo Brabo, tentei desfazer essa maluquice, mas minhas orações nesse sentido caíram todas na Caixa Postal do divino e ele, como a maioria dos brasileiros, não costuma verificar seus recados. Sem poder me livrar da “bênção”, tratei de seguir os passos de gente que fez a coisa direito. Claro que não sou missionário médico na África, onde só estive uma vez e não toco órgão, tão pouco.

Procuro fazer da minha realidade motivo de libertação para o maior número possível de pessoas, utilizando as ferramentas à minha disposição, no caso, o blog (A Gruta) e o Projeto Coração Valente, por enquanto. Imagino que quanto mais pessoas conseguirmos trazer para a oração, jejum e contribuição, mais música faremos tocar no céu.

Agradeço em meu nome, do Thomas e toda a família, as orações e manifestações de apoio motivadas pelo post de ontem. Felizmente houve uma melhora importante capaz de desabilitar a necessidade de irmos ao INCOR, nesse momento. Isso não lhes isenta de continuar a orar por ele e por todos nós. Lembre-se, você é a razão maior, na verdade. Bebam comigo esse cálice pouco sagrado.

Grande beijo com um abraço brabesco (aquele de tão apertado, chega a tirar o fôlego) em cada um de vocês.

lousign

2 thoughts on “Um cálice nada sagrado

  1. Orar por sua família não é uma obrigação ou ônus. Portanto não se enquadra nas isenções oficiais ou oficiosas.

    Abraço

    Certo, muito obrigado, por tudo.

  2. Se o sonho de cada pessoa, contivesse uma gotinha do sonho do Deus… o mundo seria bem melhor!
    Conte comigo Lou!
    (posso sumir às vezes, mas não me esqueço de vc’s!)
    Abraço!

    Valeu! Vamos continuar sonhando, por nós e pelos outros. Abraço.

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