A Gruta do Lou

Um ateu pela ausência de Deus

Albert Einstein
Albert Einstein

Edição revista e atualizada

Nos vinte e quatro mil, quatrocentos e oitenta e nove dias de minha vida, nunca me senti pior do que hoje. Esse é o meu pior dia. Claro que poderia piorar mais, mas seria a maldade suprema, aquela, pela qual Adolf Hitler, Stalin e Lúcifer dariam tudo o que tem.

Minha tristeza não se origina em nada que tenha acontecido ou deixado de acontecer. É a agonia do ateu pela ausência de Deus. Eu o queria, mas Ele nunca considerou-me digno. Acusam o Gondim, Kivitz e Brabo de ateísmo, mas eu sou o ateu. Da Gruta eu tiro o desapontamento, a dor e a incredulidade que invadiram minha alma.

Em toda a minha vergonha e capacidade de praticar o mal, não seria capaz de fazer nada tão mordaz quanto esses abutres fazem, simplesmente, por inveja e ciúmes. Ah! Ele tem a Igreja que eu sempre sonhei e nunca fui capaz de fazer. O meu é menor que o dele. Que Deus injusto é esse? Preciso acusá-los de alguma coisa para descobrirem que existo e me convidarem para ser preletor na conferência. Pega o Gondim e o Ed trocando informações sobre teísmo aberto e teologia relacional! Quem contou para eles foi o Brabo. Pronto! Falei.

Mas a grande verdade é uma só: eu sou o grande ateu! Deus não existe em minha vida. Onde ele estava quando eu mais precisava dele? Qual deus daria a um de seus mais devotos crentes, um dia como hoje? Não, em mim Ele não existe. Deixem eles em paz, pois andam com Deus. Eu sinto ódio da igreja, dos pastores e dos crentes. Eles tem aquilo que mais desejei e nunca tive. Agora, sacramentou-se. Então me enforquem ou crucifiquem, pois sou culpado e confesso.

Perdi muitas coisas na vida. Outras, nunca tive. Nada se compara ao aperto em meu coração, neste dia. Minha dor e sofrimento chegaram ao extremo. Ninguém é capaz de suportar tanto desprezo e desdém, muito menos, a mais completa indiferença de Deus. Mas o divino, depois de andar tão pouco comigo, me abandonou à minha própria sorte, de vez. Ele não existe para mim. Posso dizer a mentira que quiser sobre Ele. Isso não mudará nada entre nós.

Estou triste, arrasado e desanimado. Mas o Criador não se move. Muito menos se incomoda. Afinal sou apenas eu, esse lixo, uma espécie repugnante de escória. Ele gosta do Gondim e do Ed. Bobagem tentar diminuir o amor que há entre eles e Deus, mesmo com as mentiras impostas pelos urubus. Entretanto, aqui estou eu. Não tenho nenhum Deus que me defenda. Sou um maldito ponto nesse universo infinito, para o qual ninguém nesse mundo se importa. Sou a mentira e a fraude.

Enganei a muitos, só que hoje não teria a coragem necessária para chegar diante de uma congregação e pregar um ser no qual não acredito, a quem devotei os melhores dias de minha vida e recebi, em troca, essa insustentável carga das minhas inconsistências. Querem pegar alguém para exercerem sua maldadezinha de cada dia? Eis-me aqui. punam a mim.

Nunca me senti pior do que hoje. Com toda certeza, Deus me me abandonou, ou nunca esteve morcego-12comigo.

8 thoughts on “Um ateu pela ausência de Deus

  1. Você acha hoje ruim? Espere até ver amanhã.

    Mas a esperança é uma praga, uma erva daninha: você limpa, devassa, queima, arranca tudo até as raízes, e ela volta a nascer quando você menos espera, quando você menos queria.

    Deus existe para quem quer livrar-se dele.

  2. gosto da frase do C S Lewis:
    ” Cristo conhece a máquina ruim que você tenta dirigir. Prossiga. Faça o que você puder.”
    beijos,
    alê

  3. Tio, desculpe a interferência! Mas meu assunto não diz respeito: Quero saber deste projeto! “Há um projeto legal, em andamento chamado Micah Challenge” Então, meu caro. Por favor, se possível me passe maiores detalhes. Pode usar meu email e cartão grutacard para me contactar. E, quero deixar uma recomendação interessante: Quando chegar no caminho das vibrações… passe o cartão que mando um carrinho (aquele! parecido com tipo globo, te buscar. Te cuida, tio! ) obrigado.

  4. Mereces punição. Punir-te-ia exemplarmente, mas não tenho condições para isso. Quem sou eu pra punir alguém cujo crime é igual ao meu? Ateus, todos nós, não temos moral nem para punir-nos uns aos outros.
    Curte teu feriado em paz!

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