Tripalium (Trabalho)


Um comentário de Cristina Willians em uma postagem que fiz no Facebook resumida a uma interrogação (?), sim só isso, me fez voar pelo mundo do faz de conta, novamente. Primeiro, meu comentário ao dá Cristina:

Semana passada, um dos maiores acionistas da Mercedes Benz escreveu um artigo sobre o nosso futuro. Resumindo, seremos tragados pelos aplicativos e isso afetará e transformará completamente o emprego, como hoje se vê. O paradoxo aí, é que Deus, após a queda lá no Gênesis, condenou o homem a “trabalhar todos os dias com sol sobre seu rosto”, ou seja, o trabalho é uma condenação, assim como a dor no parto também é. Seguindo esse raciocínio, Jesus teria nos redimido dessa condenação nos livrando do trabalho (no caso dos homens} e das dores do parto (no caso das mulheres). Não há condenação para os gêneros recém-criados, por enquanto, talvez por isso, muitos estariam aderindo. Sendo assim, todo esse contingente de pessoas aguardando por um emprego, é também o contingente de pessoas ainda vivendo segundo a Lei e sob o manto da condenação adâmica. Pior é ver as mulheres aderindo ou chamando a condenação dos homens para elas, fora a que elas próprias são obrigadas a suportar, se bem que a tendência é a mulher fugir de seu papel materno, comprometendo a espécie. Esse risco já aconteceu antes e foi preciso uma revolução machista para re-equilibrar as coisas (resultado de uma pesquisa realizada por alunos da Faculdade Teológica na época em que estudei por lá). Melhor parar por aqui, isso pode ir longe.

Em seguida, José Grillo comentou meu comentário:

Tripalium revisto e traduzido!

Certissimo! Esse é o planeta em que vivemos como escravos pelo trabalho. Confiram:

Origem da palavra trabalho

A palavra trabalho vem do latim tripalium, termo formado pela junção dos elementos tri, que significa “três”, e palum, que quer dizer “madeira”.

Tripalium era o nome de um instrumento de tortura constituído de três estacas de madeira bastante afiadas e que era comum em tempos remotos na região europeia.

Desse modo, originalmente, “trabalhar” significava “ser torturado”.

No sentido original, os escravos e os pobres que não podiam pagar os impostos eram os que sofriam as torturas no tripalium. Assim, quem “trabalhava”, naquele tempo, eram as pessoas destituídas de posses.

A ideia de trabalhar como ser torturado passou a dar entendimento não só ao fato de tortura em si, mas também, por extensão, às atividades físicas produtivas realizadas pelos trabalhadores em geral: camponeses, artesãos, agricultores, pedreiros etc.

A partir do latim, o termo passou para o francês travailler, que significa “sentir dor” ou “sofrer”. Com o passar do tempo, o sentido da palavra passou a significar “fazer uma atividade exaustiva” ou “fazer uma atividade difícil, dura”.

Só no século XIV começou a ter o sentido genérico que hoje lhe atribuímos, qual seja, o de “aplicação das forças e faculdades (talentos, habilidades) humanas para alcançar um determinado fim”.

Com a especialização das atividades humanas, imposta pela evolução cultural (especialmente a Revolução Industrial) da humanidade, a palavra trabalho tem hoje uma série de diferentes significados, de tal modo que o verbete, no Dicionário do “Aurélio”, lhe dedica vinte acepções básicas e diversas expressões idiomáticas.

Legal né? Mas não vá parar de trabalhar, por minha causa. O resto do que fazemos nesse mundo está atrelado ao Tripalium, digo, trabalho e sem ele você está frito, como eu no momento.

Se esse não está bom, o próximo há de ser melhor, como diria o Thomas.

 

Author: Lou Mello

Olha só, pessoal assíduo na Gruta (carinhosamente grutenses) já está careca de saber quais são as minhas graduações e tentativas de pós, etc.

Pessoalmente, dou pouco valor a tudo isso. Escolas e Universidades praticam o monopólio dos diplomas e a ajuda é sempre muito relativa. Estudei a Bíblia e ainda o faço, dei aulas em várias escolas teológicas, até o pessoal encerrar minha carreira, nessa área. Acho que não me achavam adequado, sei lá.

Valorizo muito mais os meus mentores, tais como Dr. Russel P. Shedd, Dr. Zenon Lotufo Jr. e Dr. Dale W. Kietzman.

Meu espírito é missionário. Plagiando o Amir Klink, “Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para desejar estar bem sob o próprio teto.
Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”. Eu viajei e ainda pretendo viajar.

Atualmente, continuo acalentando o Projeto Corações Valentes, embora ele não tenha vingado ainda. Talvez sinta falta do Thomas, tanto quanto eu sinto.

Além de lecionar (Ef. Física e Teologia), ensinei organizações não lucrativas a fazer amigos para ter sustento e, também, tentei ajudar as pessoas a crescerem através da mudança comportamental. Sonho em treinar professores em prática de ensino, quem sabe…

A Gruta surgiu como a forma ideal para a prática de algo que sempre gostei muito de fazer, ou seja, escrever e me livrar dessa coisa interior que pressiona meu peito com potencial para me matar. Tenho alguns projetos de livros em andamento, quem sabe ainda edito um ou alguns deles, antes de fazer a travessia.

Gosto música, literatura em geral, educação, astronomia (minha segunda paixão secreta, Ih falei).

Sou o principal leitor de tudo que escrevo. Ter leitores sempre foi algo inimaginável para mim, e ainda me surpreendo com as pessoas lendo meus escritos, comentando, enfim.

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