O homem mais rico do mundo

Nicole Kidman maravilhosa no Golden Glob.

Nicole Kidman

Sapeando as notícias por aí, bati meus olhos em um título que dizia: “Mulher mais rica do mundo diz aos invejosos: “parem de beber e trabalhem” No mesmo artigo, havia uma lista fotográfica dos caras mais ricos do mundo. Seria mais uma dessas listas supérfluas tipo Forbes, não fosse por dois detalhes, pelo menos para mim. Em primeiro lugar, minha foto não constava nessa lista e eu nunca havia pensado nisso. Segundo, para fazer parte de uma lista dessas, é necessário ter patrimônio na casa dos bilhões de dólares. Talvez por isso eu não faça parte dessa lista.

A senhora, dita a mulher mais rica do mundo, uma australiana com um visual um tanto diferente da outra australiana famosa, a Nicole Kidman, dá uma receita exótica para alguém fazer parte dessa lista dos mais ricos, se entendi direito: “Não ser invejoso (dela no caso), não beber e trabalhar”. Lendo um pouco mais acuradamente, no mesmo artigo, ela teria melhorado sua receita com coisas como “Transformem-se em uma dessas pessoas que trabalham duro, investem e constroem e, ao mesmo tempo, criam emprego e oportunidades para os demais”, recomenda a rica herdeira”, além de condenar políticas socialistas de governo.

Entretanto, tenho sérias dúvidas se eu conseguiria entrar para a lista dos tais seguindo a bula da rotunda australiana. Numa coisa nós concordamos, arrumar um emprego com salário fixo, carteira assinada, vale transporte, etc., não seria a opção. Alias, isso nem passa na cabecinha feinha dela. Quando ela prescreve trabalho duro, tem em mente gente que investe, constrói, e ao mesmo tempo cria empregos e oportunidades aos demais. Sei muito bem que filosoficamente, ou astutamente, um emprego também deveria ser capaz de produzir todas essas coisas. Entretanto, na prática, nunca acontecerá. Salvo um ou outro arremedo.

Dificilmente um empregado trabalha ou trabalhará duro, mesmo porque seria uma baita burrice. Se trabalhando duro ou mole eu ganharei a mesma coisa no fim do mês, a opção me parece clara, a não ser que o imbecil seja carregador de pianos ou algo tão pesado quanto. Salário capaz de deixar algo para investir, seja lá como for, me parece raro. Só a minha mãe conseguiu poupar ganhando uma merreca, mas as custas do filho passando fome e outras necessidades. Gerar empregos seria uma piada para qualquer empregado, o negócio desse pessoal é fazer de tudo para não arrumar emprego para ninguém, isso também seria idiotice por causa do risco de perder o próprio. Estar empregado é uma competição como qualquer outra e nego vende a mãe se for preciso para não perder a boca. Construir, só se for um puxadinho marreta para alugar a algum enjeitado, nos fundos do terreno onde moram. Oportunidade é coisa que empregado busca, jamais oferece.

Só empresários seguem a receita da manceba amiga dos cangurus. Sendo assim, o caminho para fazer parte da lista é esse, nem que seja em um negócio de compra e venda de chocolates.

Certo dia entrevistei um vendedor de chocolates no Cometa (ônibus que transporta pobres e velhos de S.Paulo para Sorocaba e vice-versa): “E aí meu, vendendo muito? Não muito, precisava vender muito mais. Por que você não expande o negócio, colocando uns caras para vender para você? Bom, eu já sou um vendedor de outro cara. Interessante”

Entendeu a diferença? Ser um vendedor ambulante não torna ninguém empresário. Para isso, você precisa ter uma capital inicial, comprar os chocolates de um atacadista, nem que seja no Makro, sair às ruas e vender tudo com lucro, separar capital do lucro, comprar de novo, etc. Para expandir, nesse negócio, seria gerar emprego, ou seja contratar gente para trabalhar como seus vendedores. Mas oh, nesse caso específico e outros tipos de comércio, seria indispensável uma ascendência judaica, turca, libanesa e/ou desses povos que ensinam as pessoas desde criancinhas na arte do comércio ou semelhante. Se você é como eu, despreparado nessa arte, aconselho não arriscar. Até sou um bom vendedor, o problema é que me enrolo com a contabilidade, sabe, minhas despesas tendem a crescer bem além das receitas, com uma frequência insuportável. O que já vendi de livros, especialmente evangélicos, e depois tive que suar sangue para pagar as editoras, é uma gradeza.

Tenho meu negócio de consultoria, a LHM – 6 Consultoria ¨ele é legal porque não lido muito com fornecedores, pelo menos não do tipo desses que fornecem produtos para revenda. Vendo conselhos, ideias, teorias, planos e sonhos. Consigo essas coisas lendo, pesquisando na Internet, conversando com as pessoas, refletindo e observando, ou seja, com investimento mínimo. Por outro lado, minha dificuldade está em conseguir clientes, ou compradores dos meus serviços. Por exemplo, entre outras, vendo a sabedoria necessária para uma organização angariar recursos para sustentar seus projetos sociais ou outros. Mas os possíveis compradores, gente que não consegue os recursos necessários, não gostam de contratar os serviços de alguém como o papai aqui, pois isso incluiria admitir que eles não sabem, pior, que precisam de alguém mais sabido e ainda pagar pelos meus serviços. Felizmente, nem todos os possíveis clientes são assim, às vezes um ou outro foge a essa regra e estou à procura desses.

Enfim, estou a caminho de fazer parte da lista dos mais ricos do mundo, apesar de ainda estar no passo 1, estar meio velho e desacreditado, inclusive no âmbito familiar e social. Mas isso são só peninhas para atrapalhar o processo de me tornar o homem mais rico do mundo.

 

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Tempo de Reinventar-se

 

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Tempo de Reinventar-se

Nessa semana hiato, entre o Natal e o a chegada do Ano Novo traz consigo uma certa sensação de inutilidade, pelo menos para mim. Então, estou gastando esse tempo corrigindo muitos erros do blog, graças a algumas escaramuças teimosas que andei fazendo, com trocas constantes do tema, das versões do WordPress e alguns defeitos da plataforma e dos provedores, que também deram suas contribuições. O mais comum é abrir um post e notar que a foto original sumiu.

A frente da casa está cheia de detritos à minha espera. Como já informei incansavelmente, aqui em Sorocaba pratica-se o jogo do empurra lixo, que consiste em empurrar o lixo (ou a bosta de algum cãozinho deseducado) para frente da casa do vizinho. Pobre do cara da esquina. Inclusive, aqui ninguém compra a última casa da rua, no caso das decidas. Mas isso não tomará muito tempo, meu vizinho viajou e posso fazer minha parte no jogo a sem me preocupar com ele. Brincadeira, acho que sou um dos poucos otários que pega tudo e joga no container de lixo, quando você consegue encontrar um por aqui.

Entre blog, lixos e cumprimento das ordens da patroa, esse negócio de reinventar-se não me sai da cabeça. Nesse ano, comecei (ou retornei) a carreira de corretor de imóveis, durante uns dois ou três meses. Não consegui realizar nenhum negócio, ou melhor, não atendi um único cliente, embora tenha estado presente persistentemente em vários plantões de uma grande imobiliária (A Abyara). Em tempos passados, até ganhei uns bons dinheirinhos com essa atividade. Embora estejamos atravessando um tempo de mercado aquecido para os imóveis, o número de pessoas que migrou para essa atividade multiplicou-se geometricamente e a concorrência ficou feia. Gastei dinheiro que não tinha me inscrevendo no curso para tirar o CRECI (mais uma dessas aberrações brasileiras monopolizadoras de profissões rentáveis) e tal, mas estou falando sozinho, até agora.

Dia desses assistia um programa de TV sobre esse tema e o exemplo que mais gostei foi de uma senhora que terminou seu tempo de magistratura (imagine uma juíza se reinventando), aposentou-se a abriu um restaurante finíssimo e está com cara de quem viu o tal passarinho vermelho. Bom, eu até dispenso essa parte do passarinho, mas estou aberto a me reinventar a partir de 2012. Pode até ser que venha optar por uma reinvenção mista, ou seja, quando você opta por uma nova atividade incorporando parte (ou tudo) de sua formação e experiência anterior.

De qualquer forma não decidi nada ainda. Só sei que preciso decidir por algo rápido. Tempos atrás, quando veiculava qualquer intenção aqui no blog, logo recebia um monte de sugestões e até propostas. Mas isso mudou, também. Imagine que citei nossa decisão de voltar a morar em São Paulo, outro dia, e, até agora, ninguém ofereceu nem um mísero apartamento em Higienópolis ou um desses bairros plebeus, para nós morarmos, digamos, um ano de graça, até que possamos adquirir nosso próprio imóvel com o dinheiro advindo do trabalho de nossas mãos, como quer a bíblia. Desse jeito vai sobrar para Deus. É Senhor, prepare-se para fazer mais um grande milagre na nossa vida (Ele já fez isso antes, por aqui).

Acho que todo mundo pensa logo em algum tipo de comercio, quando pensa em reinventar-se e não sou diferente. Até poderia ser algo do tipo comestível. Meu problema é me imaginar fazendo alguma coisa que não seja necessário pensar, pelo menos não muito. Isso não daria certo, para mim. Como alguém pode ter um restaurante e, ao mesmo tempo, pensar. Apesar que o cara do “Família Mancini” parece pensar. Agora aquela toquinha ridícula acho que eu não encaro. Vi um filme (Sem Reservas) com a Catherine Zeta Jones, cujo script se relacionava à vida de “chef de cuisine”, e nenhum deles usava essas toquinhas do diabo na cabeça.

Não sei não, São Paulo é a segunda maior cidade do mundo em número de restaurantes e a primeira em numero de pizzas produzidas por dia. Um dado excelente para quem pensa em comer, mas pouco recomendável para quem está pensando em começar um negócio. Tinha a profissão do personagem vivenciado pelo Charles Bronson (o cara assassinava marginais), mas as nossas leis poderiam ser um obstáculo intransponível, se bem que muitos policiais não ligam para isso. Mas eu não sou capaz de assassinar nem insetos, quanto mais um ser humano, nem mesmo quando alguns me fazer sentir alguma vontade a esse respeito.

Enfim, é assim que estou passando esses dias. Nada rentável para fazer, se bem que arrumei o computador de um vizinho no dia do natal e ganhei um trocado. Mas prefiro algo, digamos, mais nobre para fazer e isso não anda aparecendo, ultimamente. Nada contra os caras que consertam computadores, pelo amor de Deus. Amo vocês, principalmente quando mentem sobre o verdadeiro problema das máquinas, geralmente bobagens que qualquer idiota arrumaria, sem custo algum e em minutos.

O que? … Tá bom, já estou indo.

É a patroa me chamando para limpar a frente e depois ir buscar a mistura para o jantar.

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Passos para ensinar Deus a ser Deus.

Em minha caminhada espiritual, há uns trinta e cinco anos evangélicos e mais uns vinte e cinco católicos mezzo a mezzo, tenho me debruçado na tarefa de ajudar a Deus. Algumas vezes mais enfaticamente e outras nem tanto. Você e eu sabemos como Deus é relapso, às vezes beirando a incompetência e em outras, a displicência. Sendo assim, precisamos nos empenhar, assumir compromissos, armar esquemas, bolar todo tipo de planos, projetos e propósitos mirabolantes, manipular as pessoas, geralmente um bando de idiotas e tudo mais, já que o Criador não se mexe.

Agora cansei. O velho que se vire sozinho. No máximo, farei o que ele mandar e só.

Adoro ler programas de encontro de pastores, cursos da família e todas essas porcarias. Bom, é raro, mas até participei de alguns muito bons. Mas geralmente, é pura perda de tempo e dinheiro. Descobri que posso imaginar o valor da coisa olhando para as propostas, sempre recheadas de propósitos, prosperidades ou sucessos. Incrível! Mais de noventa e nove por cento das vezes, os caras se propõem a ensinar Deus a fazer o trabalho dele. Deus é mesmo um bom baiano. Deita na rede ou em berço esplêndido e deixa tudo por conta da pastorada, dos psicólogos e dos marketeiros. Se nada der certo, chamem os teólogos e os advogados.

E as pessoas então, tal como você e eu? Fazemos tudo que dá em nossas telhas ou poucas telhas e ainda oramos: Senhor, abençoe esse negócio que estou fazendo. Grande!

É um tal de quatro passos, nove passos, três passos para não sei que, ou como fazer isso e como fazer aquilo que não acaba mais. Sem falar em regras e mandamentos. Aí a porca torce o rabo para nunca mais distorcer.

Tô fora!

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Panquecas, Lou e El Cid

Sexta-feira é dia para uma boa citação ou propício a postar um bom vídeo, enfim alguma coisa pronta que não dê muito trabalho. Estou em dúvida entre Fernando Pessoa e Dostoievski. Não, melhor ver se o Brabo escreveu alguma coisa boa e replicar aqui. Uma coisa é certa, Gordim aqui, jamé. Por outro lado, me sinto um traidor. Afinal, temos uma proposta bem definida e não precisamos de subterfúgios. Pensei em divulgar a receita da famosa panqueca da Dedé, mas não deu. Sempre que peço, ela desconversa e não abre o bico.

Pelo jeito, não há como escapar de escrever alguma bobagem, seja teológica, psicológica ou pedagógica. Poderia falar mal de alguém, sempre dá bom resultado, também. Infelizmente, estou proibido de citar as minhas feridas. Bom, isso não fica bem a um cavaleiro andante, mesmo que pelo ferimento se lhes saiam as entranhas, como tive a oportunidade de citar antes, várias vezes. Mas preciso me controlar para não fofocar sobre os Hernandes, coitados. Deus os abençoe. Cada saia justa que damos a Deus, nossa! Só faltava pedir para Deus abençoar o Bush.

Jesus deve ter tido muitos problemas com aquele poder todo. Ah seu eu pudesse mandar raios em certas cabecinhas… Sem dúvida, começaria pelo Roberto Jacob. O Douglas Mônaco também não me escaparia, a bispaiada viria bem depois. Xiiiiii, estou falando mal dos caras, outra vez. Alguém irá dizer que sou rancoroso, que não sei perdoar, enfim, exporiam as minhas mais absolutas verdades.

Legal é estar aqui, na tanga, enquanto esses caras estão no bem bom, graças a ingenuidade do papai aqui e dos outros tais. Tudo bem, não falarei mal deles, coitados. Deus os abençoe. Hi, hi… Por que não expor mais alguma das burradas ortodoxas? Sabiam que o protestantismo saiu de encomenda para o capitalismo? É sim. Não fume, não beba, não ria, não faça sexo, vá à igreja, leia muito a bíblia, obedeça ao seu patrão sem questioná-lo, e mais ainda às autoridades (sic), e trabalhe muito, ganhando pouco, claro, pois os empresários não dispõem de tanto dinheiro assim para dividir conosco. Para eles, nossa parte não pode passar de 5%.

Entretanto, qual seria a opção? O socialismo Bolivariano do Chaves? Ridículo. Nem o socialismo neoliberal do Lula estamos agüentando. Estou de olho no cristianismo emergente. Meu medo é a dupla de paspalhos aderir. Nesse caso, estou fora, sem nunca haver entrado. Cristianismo Emergente que se preze não terá portas, nem templos e o melhor, não terá pastores. Vós sois reis! Lembram do Rodrigo Diaz de Bivar, o El Cid? Precisam aprender a pensar como reis. Só Deus pode governar reis.

Ah! Antes que me esqueça, os protetores do Graal, são protegidos dele. Coisa mais Dan Brown. Já sei, to indo. Hora de servir à chefia.

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Natal na Gruta


Parece piada se não fosse paradoxal. O natal começou na Gruta. Ele é nosso, ou melhor, era. Por um acaso, desses que acontecem a todos nós, Jesus nasceu onde foi possível. A cidade estava cheia devido ao senso em andamento e não havia lugar nas hospedarias, pimba! Ele acabou nascendo em uma Gruta, coisa comum naqueles dias, especialmente na agenda dos viajantes. Os magos foram enviados, levaram presentes porque eram educados e não iriam aparecer de mãos vazias. Pronto, isso é natal.

Se a data é essa ou não, algum precipitado ou mal informado acabou adotando como sendo. Muito provável a igreja ter usurpado a festa de Santa Claus para ela, juntando o útil ao agradável. Muitas crianças por aí não sabem diferenciar Papai Noel de Deus. Enfim, os dois servem ao mesmo propósito, arrumar as coisas que não temos competência para conseguir, Noel faz isso uma vez por ano e Deus o ano todo, exceto no natal, quando o céu entra em férias coletivas.

Em nosso caso, habitantes da Gruta, Natal não costuma ser sinônimo de tempo bom. Deveria ser, afinal, mal ou bem, é o dia em que se comemora o nascimento do nosso irmão mais velho, Jesus de Nazaré, nascido na Gruta de Belém. Nasceu na Judéia, mas é chamado de Galileu e Nazareno. Eu nasci em São Paulo e me chamam Lou da Gruta. A vida é assim.

Para nós funciona desse jeito: se, no Natal, fazemos de conta que não temos nada a ver com isso, fica todo mundo com cara de boi. Se metemos os pés pelas mãos e nos endividamos, ainda mais, para proporcionar alguma alegria efêmera em nossas casas, ficamos nós com cara de boi, depois, quando começarem a chegar as cobranças, às quais não teremos grana suficiente para saldar. No meu caso, deixo de pagar contas e gasto o dinheiro na festa, então sento e choro, ou lanço minhas lamentações na Gruta. Coitadinho de mim!

Então os grutenses formam um bando de irresponsáveis? Em certo sentido sim, começando comigo. Minha mãe definiu esse conceito a meu respeito há muito tempo. Acho que foi quando gastei o dinheiro do almoço na escola em Confetes e Ki-bambas. Ela nunca entendeu meu ponto de vista. Os quitutes da Kibon eram infinitamente mais saborosos que o rango da D. Mirthes cheio daquelas bobagens verdes e legumes horrendos. No fim, ela e meu pai pagaram a conta da comida que não comi e achei isso um grande negócio.

Assim é o nosso natal, que era nosso e agora não é, mais um tempo onde nos divertimos aumentando nossa desgraça. Claro que passamos tudo em família, damos beijinhos e abraços para todo mundo e fazemos de conta que tudo vai bem. Alguns até bebem um pouco a mais para esquecer. Meu vizinho passou por aqui, antes de viajar para Botucatu e deixou duas garrafas do vinho promocional dele, com toda delicadeza e bondade. Sendo assim, periga eu não ver o dia terminar.

Bom, depois de tudo isso, se você puder acreditar, aceite meu sinceros votos de um abundante feliz natal. Não faz mal se você não está em seus melhores dias. Faça como ensinou o sábio Harold Jampouski: Prefiro mil vezes estar feliz do que estar certo.

Outro beijo nas carecas e perucas, apesar de vocês insistirem nessa mentira de que não são carecas.

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Memórias

Visitei algumas Casas de Recuperação do Grupo Viva, ontem, um dos mais procurados atualmente, quando o assunto é recuperação de dependentes químicos. Em São Paulo, uma das atividades que deverei exercer será o encaminhamento dessas pessoas ao tratamento e orientação das famílias deles.
Em uma delas, encontrei o Walter, um cara muito legal que conheci nos tempos do Esquadrão Vida. Ele continua firme nessa área e vai me ajudar muito no futuro próximo. Enquanto proseávamos, ele perguntou de minha mãe e, ao responder, não consegui lembrar o bairro onde ela mora, atualmente.

Já sei, sou um crápula. Onde já se viu esquecer o bairro onde a própria mãe mora? Mas aconteceu e não faço idéia da causa exata. Aquele medo de ser Alzheimer ou algo parecido passa na mente todas as vezes que esqueço alguma coisa, mesmo quando não tem a menor importância. Mas não se assuste, provavelmente o estresse deve ser a causa. Tenho um monte de * coisas importantes na cabeça (e no coração). Além dos leões rondando em busca de quem possam tragar, estou com vários planos e ansiedades em andamento. A refeição única de hoje, por exemplo.

Na volta para casa aproveitei para exercitar a memória buscando encontrar em meu HD o raio do nome do bairro da minha mãe. Repassei o nome de todos os bairros da zona leste de São Paulo, depois da zona oeste, zona norte e, por fim, os da zona sul onde minha mãe mora. De repente: Voi La! Pensei na avenida que dá acesso à rua da velhinha, Avenida Santa Catarina e, claro, o nome do bairro que é o mesmo da avenida: Vila Santa Catarina. Então comecei a rir sozinho. Pode um cara lembrar de todos os bairros de uma cidade do tamanho de São Paulo estar preocupado por não lembrar de um deles, apenas? Em que pese o fato de sua genitora morar lá?

Nunca fui um grande citador. Em minhas palestras concorridíssimas, fazia algumas citações, geralmente, incluídas no meu esboço. Citações de memória eram raras. Morria de inveja do Tio Cássio, que era um baita milongueiro, mas um dos maiores citadores que conheci, especialmente da bíblia. Agora pago o preço por não exercitar minha memória ao longo da vida. Tem o lado positivo, no meio dos esquecimentos dei a descarga em credores, inimigos e irmãos. Afinal, perdoar é esquecer.

Ops: * O encontro para uma conversa sobre Desenvolvimento (Relações Públicas e Captação de Recursos) Será na sede da ADVB – R. Treze de Maio, 1413 – Bela Vista – São Paulo – SP Dia 09 de dezembro a partir das 13:30 hs Fica perto da estação Brigadeiro do Metrô. Confirme sua presença me enviando um E-mail.


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Crônica de uma crise gringa

Ashley Judd

Não sei se é pelo fato de estar em uma manhã de segunda-feira, mas meu plano era postar umas linhas sobre hormônios, saúde na meia idade, etc…, dando continuidade a um comentário deixado no blog da Bete. Fiz pesquisas, inclusive, a respeito.

Mas no final da noite de domingo, sentei naquele sofá destroçado, embora relativamente novo, e me deixei assistir o programa preferido do Rubinho “Conection Manhatan”, onde o Mainardi destila seu veneno reacionário todas as semanas, também. Lembrei do texto que o Brabo reproduziu e uma conversa telefônica meio truncada que tive na sexta-feira com o Volney. Claro, todos estão vulneráveis de um jeito ou de outro, se não é via Globo, o míssil entra pelo Conection Manhatan e até by Veja, para quem não vê TV e pensa estar protegido.

Assim, evitei a tentação de escrever um texto muito mais atraente e capaz de impulsionar mais leitores e comentários e escrevi essa porcaria sobre o que não entendo e, ainda, meto-me a fazer ousadas asseverações.

Notei certa discordância entre os participantes, principalmente entre o Ricardo Amorin e o Mainardi. Enquanto o Ricardo afirmava que a atual crise econômica é um fenômeno dos paises do chamado primeiro mundo (acho essa designação extremamente preconceituosa ) o Mainardi se esforçava para convencer a todos que ela é nossa também. Claro está a intenção desse paspalho em jogar areia no governo do atual presidente.

Qualquer um, menos imbecil, deve estar careca de saber que o atual governo pouco fez para a melhora da situação econômica do país. Embora todo mundo faça questão de afirmar o contrário, o FMI insistiu anos a fio para que fossemos mais responsáveis com nossos gastos e ainda botou dinheiro pacas aqui. Aliás, se não fosse a paradoxal presença desse senhor (e seus antecessores) no poder, deveriamos estar bem melhor. A era Bush, tão nefasta para os Estados Unidos, Afeganistão e Iraque, propiciou oportunidades únicas para o desenvolvimento dos chamados países emergentes.

A corretíssima avaliação de que o Obama é um candidato muito melhor em relação ao MacCain, trás consigo a incomoda verdade de que nossa situação econômica irá piorar, com ou sem crise, como foi nos dias do tarado, mas competente, Bill Clinton. Questão relacionada às opções do partido democrata yanquee.

O Stephen Kanitz escreveu em algum lugar que essa crise atual é norte-americana. Quanto a isso não há dúvidas, mas a Europa e o Japão estão bem ferrados também. Quanto ao nosso canto nesse planeta, não fosse a Globo e as outras redes sem qualquer imaginação, estariamos muito bem obrigado. Ocilações nas bolsas (assunto no qual sou completamente ignorante) ocorrem causadas por qualquer ventinho. As notícias catastróficas botam fogo no rabo dos investidores e eles fazem tudo em desacordo com as instruções das melhores cartilhas economicas. Coincidência ou não, estamos vivendo em pleno ano eleitoral na terra do Tio Sam. A crise, além de ser um componente decisivo para o futuro político daquele país imperialista, em franca decadência, elevou a moeda deles (estava em descida desenfreada para o abismo) enquanto todas as outras se desvalorizaram (coisas de países de merda, cujo lastro é a moeda dos gringos). Ainda diminuiu substancialmente o preço do barril de petróleo, coisa chata para as pretenções automobilisicas deles.

E o que isso tem a ver com a Gruta? Sei lá. A rigor, nada. Para os grutenses, com ou sem crise, não faz a menor diferença se o Antonio Ermírio de Moraes perdeu uma graninha dos milhões e milhões de sua riqueza ou se a Sadia e a Aracruz se ferraram tentando ser espertinhas. Muito menos se a GM vai de vez para o buraco, dessa vez. Para nós é aquela velha esperança utópica de Jesus Cristo e suas doutrinas apocalípticas de sucesso e prosperidade que interessa. Dormimos e acordamos torcendo, com todas as nossas forças, para que toda essa panacéia niilista bíblica seja verdade e possamos nos dar bem, ainda. Não dizemos para não ficar mal na fita, mas estamos nos lixando para Obama, MacCain, Bush, Lula, Luís Santos e toda essa corja de políticos profissionais que nós ajudamos a financiar. Eles nunca nos deram nenhum centavo de volta e, se bobear, descobriremos serem eles os responsáveis por nossa atual situação grutal. Queremos mais é que eles se explodam.

Deus deve aparecer qualquer dia desses. Basta haver algum silênciozinho, pois o Barba detesta ruídos, sejam eles quais forem, trovões ou o Diante do Trono. Aí vamos ver quem manda nessa porcaria.

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Rescaldo de Natal

Festa da comilança do bolo – Moóca – São Paulo

Ainda estou em dúvida sobre o que seria esse trem chamado natal. Se fosse mesmo a comemoração do nascimento do menino Jesus e, de quebra, levasse as pessoas a refletir sobre esse fenômeno e, talvez, ao extremo de provocar o nascimento do menino Jesus em cada coração, seria grande.

Poderia até ser aquele negócio que os norte americanos copiaram dos noruegueses, com Santa Claus, trenó, renas e, acima de tudo, presentes, desde que eles fossem dados a todos, no mesmo nível. Acho ridículo, na verdade me constrange, esses papais noeis de ocasião levando presentes aos “pobres”, como são pobres mesmo, então qualquer porcaria serve. É um tal de dar carrinho requenguela e boneca de quinta, acompanhados com refrigerantes de marcas que eu nunca ouvi falar, nem o mineirinho (um supermercado próximo de casa que de super só tem a falta de educação do dono) dispõe para a venda. Esse ano, não mostraram, pelo menos, não que eu tenha visto, aquele “empresário” da Mooca – São Paulo, que todo ano manda fazer um bolo de uns 100 metros de comprimento para “dar aos pobres” o que proporciona um dos espetáculos mais bizarros, jamais visto, só perde para aqueles idiotas que correm na frente dos pobres touros assustados e mutilados, na Espanha.

Do que tenho visto, o natal é uma época onde todos os sortudos e protagonistas saem de férias, afinal só ficam os azarados e os coadjuvantes. Todo mundo entra em plantão e quem os faz é gente de segunda tipo médicos residentes, sub-gerentes, sargentos, vice isso, vice aquilo, esposas, nem o mineirinho estava trabalhando nesse natal, a mulher dele é que estava no comando. A grande novidade é que o Papai Noel decidiu passar a batuta, digo, o saco para o vice Papai Noel e, claro, foi um caos: o dia já havia amanhecido e o saco ainda estava cheio, com todo respeito.

Nós, os grutenses, temos horror a natal. Não tem dia pior que esse para evidenciar o quanto somos medíocres. Neca de presentes, nem para os mais queridos. Ceia só se a mulher for prudente o suficiente e tiver economizado tostões para supri-la. Nesses dias, passamos o tempo todo sofrendo, imaginando o que nos espera nos dias que virão. Pior é que, entre o Natal e o Ano Novo, não acontecerá nada, afinal quem decide está de férias. Então, se nos dias normais é difícil arrumar trabalho, bicos, etc…, nesses dias é impossível.

Engraçado é acompanhar o desespero dos repórteres correndo atrás de notícias. Eu sempre pensei que notícias resultavam de acontecimentos e não algo que fosse necessário produzir, fabricar e até inventar. Uma graça. Ainda bem que houve um incêndio meio mandrake no Hospital das Clínicas, com doentes graves espalhados para todo lado, uma farra, e os coadjuvantes tiveram alguma chance de mostrar serviço.

No mais, é aquela lesma lerda de sempre. Ah! Os pastores também estão em férias e os co-pastores estão de plantão, caso você necessite de alguma oração ou algum sábio conselho, e não quiser serviço de segunda, aguarde até o fim de janeiro. Quem saiu de férias, também, foram os donos dos blogs e sites mais lidos. Um blogueiro menos ilustre, como esse que vos escreve aqui, subiu um texto baseado em um protagonista que usa o pseudônimo de Paulo Brabo. Deixa o Paulo ver essa, apesar de que, ele parece ter saído de férias e deixado os posts programados para irem subindo automaticamente. Um dia eu chego lá, também.

Só me resta aguardar o feriado de ano novo. Negócio é aproveitar esse tempo e escrever, todos os dias textos recheados de sexo e violência, puxados em molho cult e de esquerda. É uma chance boa para ganhar alguns novos leitores que em dias normais, gastam o tempo lendo as bobagens que os protagonistas escrevem e não tem tempo para blogs de segunda como este. E viva o Natal.

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A Bochecha

EL CID [US 1961] SOPHIA LOREN A SAMUEL BRONSTON PRODUCTION Date: 1961

Sophia Loren

13º Dia do Jejum em favor da abertura dos comentários na Bacia das Almas. Pela primeira vez, a pressão sanguínea teve alteração importante.

Caraca! Ninguém me ligou. Sniff, sniff, sniff. Também, se ligasse não ia dar em nada. Passei o dia atrás das coisas do Adalberto e não resolvi muita coisa. Hoje estarei em S. Paulo, de novo. Se todos ligarem para pagar o jantar, poderemos juntar a turma toda e fazer um baita encontro. O Máximo já avisou que estará lotado. Mas podemos escolher qualquer um, Rubaiyat ou qualquer um desses mais simples. O importante será o encontro, o abraço, certo?

Nossa! O PavaBlog é fera mesmo. Foi só dar uma passadinha lá e o Ibope bombou aqui. Alguém viu o anúncio do “Finanças Ok” na divisa de São Paulo com Mato Grosso e ligou para a família do Pr. Neto para saber se eles me conheciam. A Internet é um barato. Tão imprevisível e danadinha.

Perguntaram-me, hoje, porque fazer um seminário sobre finanças. Isso me surpreende. Será que tem algo mais adequado para acertar as finanças do preletor do que falar sobre elas? O Lair Ribeiro disse um monte de vezes que o primeiro livro que escreveu sobre auto-ajuda foi quando estava na pior e precisando de big-ajuda. Então apareçam lá, domingo. Só os visitantes é que me ajudarão a comprar o Land Hoover. O pessoal da Igreja só vai pagar place. Pelo amor de Deus, apareçam, socorro, socorro…

Bom, hoje é isso. Nada muito sofisticado. Estou no pé da cajarana e só pensando nela: a cama. Beijo na bochecha de todos vocês. Não contem para ninguém o que significa bochecha, no Brasil.

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Sábado, Agosto 19, 2006

10 coisas proibidas na hora de estudar a Bíblia



1) Bebida Alcoólica, porque embaça e distorce.
2) Cigarro, cheiro de fumo quando o pastor vier e pedir sua Bíblia para ler, poderá causar saia justa.
3) Irreverência. Por favor vista-se;
4) Chapéu. Deixe a cabeça descoberta ao ler a Bíblia.
5) Fome. Jejue, pelo menos, nessa hora ou pare o estudo e vá comer.
6) Divagação. Concentre-se e não ceda às divagações.
7) Sono. Melhor dormir e deixar a Bíblia para depois.
8) Raiva. Deixe a bíblia e vá entender-se com o maldito (a).
9) Paixão. Motivos óbvios.
10) Dedo no nariz. Para com isso meu.

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