A Gruta do Lou

Stoch 28

Eu e o Lélio em frente à minha casa, nos tempos da banda

Era a nossa banda. Rogério na bateria, Lélio na guitarra solo, Tainha na guitarra base e eu no baixo. Depois o Tainha se mandou e veio o Chico Japonês para o baixo, então mudei para a guitarra base. Algumas músicas, eu fazia base no teclado.

Tocávamos em festas familiares, na maioria das vezes. Minha professora de violão, D. Olga Corsi organizava vários eventos musicais e nos encaixava em todos. Também, fomos a Guaratinguetá algumas vezes, do que posso me lembrar.

Nosso repertório era cem por cento rock. Mesmo as músicas mais lentas vinham dos grupos de rock. Beatles, Doors, Rolling Stones, Bee Gees, etc. Os ensaios aconteciam em minha casa, onde os instrumentos e todo equipamento era guardado. Incrível como conseguimos tantas coisas. Naquela época não havia uma série de recursos que há hoje, especialmente a badulaqueira eletrônica. No último fim de semana, o Pedro veio com uma pedaleira novinha que acabara de adquirir. Tem de tudo na geringonça. Em nosso tempo, importávamos pedal por pedal.

De todos nós, quem seguiu em frente com a música foi o Lélio. Ele formou-se na FAU, mas o seu negócio é a música. De fato, ele era o único que levava jeito. Eu larguei de vez. Acho que fiquei traumatizado. Foi um ato de benevolência para com toda a humanidade e, em especial, para com a música.

Entretanto, foi uma passagem enriquecedora. Admito. A música é uma necessidade do ser humano. Poder tocar, cantar e se apresentar, grandes privilégios. Quem não experimentou, ficou mais pobre.

10 thoughts on “Stoch 28

  1. Você está ficando velho e esquecido. Laila e eu fomos conquistados, definitivamente, quando você subiu ao palco, arrancou a guitarra da mão daquele cabeludo e interpretou Hey Jude, para delírio da platéia. Principalmente, por ter sido em uma festa para crianças judias, em Jerusalém.

  2. Anderson
    De fato, naquela época não era crente e isso era uma certeza. Hoje, não tenho tantas certezas, assim.

    Khalil
    Para de me entregar. O que pensarão de mim? Aquilo foi motivado pelo calor, saudades e o vinho deve ter contribuido, acho. Agora nas outras seicentas vezes que fiz algo parecido, não sei o que aconteceu.

  3. Sem dúvida alguma…
    a música é uma necessidade do ser humano, de tal modo forte, que actualmente já existe musica-terapia com muito sucesso.
    Agora essa do Lou dizer que não levava jeito e blá, blá, blá, cheira-me à costumeira baixa auto-imagem.
    Para mim você é 100% bem, com tudo o que isso implica, coisas boas e coisas menos boas…
    “Cuide de de se cuidar”
    God bless you.
    T.

  4. hum…
    música é tudo de bom… faz uma tremenda diferença na vida…
    eu só ouço… bastante… tocar, não toco nada. Não fui à frente nem no piano nem no violão…era fraquinha mesmo… 🙂
    beijos,
    alê

  5. Pra não ficar sem me gabar de nada, eu digito (ex datilografo) com absurda eficiência e rapidez, usando todos os dedos, sem olhar, falando com alguém ao mesmo tempo em que digito, essa coisa inacreditável e magnífica que…não serve pra nada. É um espanto essa minha proficiência inútil. Nunca conheci ninguém que digitasse como eu… Instrumentos musicais? Tenho um teclado velho, dentro de uma caixa, em cima do guarda roupas…não fui em frente não…

  6. Eu como a Georgia,toco bem é o meu fogão.Isso sei fazer muito bem.E cozinha internacional!Agora a música,gosto mesmo é de ouvir,um deleite…É mesmo uma terapia,principalmente quando é algo de que gosto,alço vôo.Ouço mil vezes a mesma música.
    Agora você Lou,duvido que não tivesse talento,como disse a Tinoca,cheira-me a baixa auto-imagem.Que tal tentar novamente?

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