Solidariedade generosa

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Amanhã, quarta-feira 11 de janeiro de 2012 será um dia difícil para mim, pois tenho à minha frente uma montanha e será minha tarefa muda-la de lugar.

As pessoas amigas, de longo tempo ou recentes, que têm acompanhado nossa luta não precisarão de maiores explicações, eu sei.

Diz o ditado popular que “Deus dá o frio conforme o cobertor”. Não sei se há um texto bíblico equivalente ao ditado. Penso que não. Andando pelas madrugadas vi milhares de pessoas passando frio, nas noites úmidas e geladas de São Paulo, com proteção muito aquém do necessário. Quando dirigi a creche da prefeitura, inúmeras foram as manhãs em que recebemos crianças geladas, machucadas, sujas ou com marcas piores, completamente indefesas. Foi o amor generoso das pessoas que mudou essas situações.

A resposta a isso tudo sempre foi a solidariedade generosa. Se tiver algo sobre Deus a compartilhar, é isso: Ele nos quer em amparo mutuo, uns aquecendo os outros, quem tiver mais repartindo com quem tem menos. A esperança divina é que eu e você tiremos nossa blusa extra e a entreguemos a quem tem frio. Na filantropia de Deus, é assim que as coisas devem funcionar.

Em nossa vida familiar, Deus nos deu um desafio e temos aprendido essa verdade. Em meu orgulho e prepotência daria minha vida para jamais ser obrigado a mendigar ajuda de minha mãe e, claro, muito menos de pessoas de fora do circulo familiar. Mas essa opção pode significar a abreviação de uma vida que não quero perder. Qual é a vida que lhe importa mais, além da sua? Então entendi o que Jesus Cristo dizia com aquela frase enigmática: “Melhor coisa é dar do que receber”.

Imensa é a dor de receber. Daria várias vidas para estar na posição de doador benemérito, talvez feito um Bill Gates doando milhões de dólares para as campanhas pró África, para conter a AIDs, para as crianças com câncer ou os cardiopatas congênitos. Mas Deus me escolheu para estar do outro lado, o lado de quem precisa receber a solidariedade e ter a humildade de fazê-lo com gratidão e reconhecimento.

Solicito, aos que me entendem, um gesto especial para me ajudar a superar a barreira deste dia. Vá ao site do Projeto Coração Valente clicando nesse link e faça o que puder, sem se deixar trair por nenhum pensamento contrário, qualquer ajuda será vital. Serão necessários muitos gestos como esse para vencermos, mas não é impossível e acredito com todas as minhas forças no poder existente entre todos nós, quando estamos de mãos dadas ou abraçados com um só pensamento.

Claro, isso não resolverá o problema em definitivo. Será só mais uma batalha vencida, mas valerá a pena derrotar o inimigo, ainda que seja só um pouquinho. Certo?

Essa mensagem deverá calar profundamente em alguns, a ponto de fazê-los sentir grandes arrepios, dores estomacais e/ou lágrimas brotando em profusão. Se esse não for o seu caso, não se perturbe, agradeço a paciência e interesse de ter gasto tempo lendo essa mensagem, mas esse apelo não foi para você. O que as outras pessoas farão a seguir contribuirá para manter uma vida com alguma dignidade, por mínima que seja.

Deus abençoe a todos abundantemente

Um grande beijo

Luiz H. Mello (Lou)

OPS: Para saber mais detalhes leia também Carta a um amigo

Atenção: Esse post, com o apoio de manifestações do pessoal no Facebook e no Twitter, gerou contribuições. Entre os dias 11 e 13 de janeiro de 2012 foi enviado um total de R$ 1.180,05. Os gastos realizados com o pagamento de uma parcela vencida atingiram R$ 835,00, gerando um saldo (já reservado para a outra parcela em atraso) de R$ 195,05. Uma das contribuintes assumiu o desafio de contribuir durante todo o ano. Ainda estamos longe do ideal, que será completar essa etapa e chegar aos outros cardiopatas congênitos com grandes necessidades. Essa amostra serviu para constatarmos que o pessoal é solidário e vale a pena seguir em frente. Só não deixar a peteca cair agora, nem nunca mais.

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Author: Lou Mello

Olha só, pessoal assíduo na Gruta (carinhosamente grutenses) já está careca de saber quais são as minhas graduações e tentativas de pós, etc.

Pessoalmente, dou pouco valor a tudo isso. Escolas e Universidades praticam o monopólio dos diplomas e a ajuda é sempre muito relativa. Estudei a Bíblia e ainda o faço, dei aulas em várias escolas teológicas, até o pessoal encerrar minha carreira, nessa área. Acho que não me achavam adequado, sei lá.

Valorizo muito mais os meus mentores, tais como Dr. Russel P. Shedd, Dr. Zenon Lotufo Jr. e Dr. Dale W. Kietzman.

Meu espírito é missionário. Plagiando o Amir Klink, “Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para desejar estar bem sob o próprio teto.
Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”. Eu viajei e ainda pretendo viajar.

Atualmente, continuo acalentando o Projeto Corações Valentes, embora ele não tenha vingado ainda. Talvez sinta falta do Thomas, tanto quanto eu sinto.

Além de lecionar (Ef. Física e Teologia), ensinei organizações não lucrativas a fazer amigos para ter sustento e, também, tentei ajudar as pessoas a crescerem através da mudança comportamental. Sonho em treinar professores em prática de ensino, quem sabe…

A Gruta surgiu como a forma ideal para a prática de algo que sempre gostei muito de fazer, ou seja, escrever e me livrar dessa coisa interior que pressiona meu peito com potencial para me matar. Tenho alguns projetos de livros em andamento, quem sabe ainda edito um ou alguns deles, antes de fazer a travessia.

Gosto música, literatura em geral, educação, astronomia (minha segunda paixão secreta, Ih falei).

Sou o principal leitor de tudo que escrevo. Ter leitores sempre foi algo inimaginável para mim, e ainda me surpreendo com as pessoas lendo meus escritos, comentando, enfim.

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