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agradecimentos aposentados na Gruta

Se é para o bem de poucos, digam a eles que fico.

Written by Lou Mello


Então, após cinco dias ponderando sobre a possibilidade de sair das redes sociais, acabei decidindo permanecer por mais um ano. Isso diz respeito mais ao Facebook, pois quase não apareço nas outras. Apenas no caso do Twitter todas as minhas postagens no Facebook são postadas simultaneamente, graças a um mecanismo existente entre as duas redes. No começo achei isso legal, mas depois mostrou-se chateação. Comunistas de última hora aparecem de quando em quando para tirar satisfações comigo. Mas tudo bem, como diria o Caio Fábio, são bundões e posso com eles sem maiores sacrifícios.

Obviamente, não sou de extrema direita. Aliás, não sou quase nada em termos políticos. Analiso as coisas caso a caso, ás vezes elas ficam mais a direita, outras vezes mais a esquerda e noutras, no centro. Não gosto da turma da “Agenda”. Para mim, são gente má, oriunda do inferno, mesmo aqueles com militância em religiões (cristãos, judeus e outras). Tá louco estar na mesma sala com George Soros, Obama, Hillary, Nine, Rockefellers, FHC, Fords, etc.

Mas o negócio de sair do Feicibuki não tinha nada a ver com isso. No meu caso, trata-se da minha neura ser ao contrário da dos demais. Pelo menos é como penso. A maioria não tá nem aí para o tempo de vida. Carinha com sessenta, setenta, oitenta ou mais anos, quando ainda se lembra de por a roupa de baixo e fechar o zíper das calças fala e faz planos como se ainda tivesse mais de duzentos anos pela frente, se não for mais.

A maioria está cheia de badulaques em casa. Prateleiras e prateleiras de coisas inúteis e nem se mexem para colocar tudo isso pra fora. Fora as coisas guardadas no quartinho dos fundos, garagem, sótão e porão. São ratos do porão. Desculpe, viajei agora, mas é isso mesmo. Meu, você chegou aos sessenta, cara vá a igreja mais próxima é faça penitências, agradeça a Deus e a santaiada toda, você é um ser abençoado por Deus e bonita (o) por natureza, mas que beleza. Ih, escorreguei na maionese outra vez. Se não gostar de igreja, faça isso no seu quarto mesmo, e Deus que o vê em secreto de abençoará.

Agora, se a pessoa já está com setenta, pior, com oitentona, faça um favor, prepare seu funeral, se livre de tudo. Guarde umas duas ou três mudas de roupa, meia de lá pros pés, chapéu ou gorro na cabeça, porque véi fica pneumônico facilmente. Além disso, nunca tire o crachá do pescoço, caso se perca pelas ruas a polícia ou alguma alma boa lhe leve de volta para casa. Já deveria ter feito isso aos sessenta e falo isso para mim mesmo. Amanhã mesmo começarei a jogar essas velharias todas pela janela.

Uma outra dica, dada por um pastor norte americano, o pai dele quando se viu nessa etapa final, relativa aos cinco minutos finais do segundo tempo de jogo, tratou de fechar a boca e nunca mais falou. Como isso ele evitava demonstrar que não lembrava mais nada. Passava o dia na cadeira de balanço (outra boa dica, falo da cadeira de balanço), só saia para as refeições e as atividades de banheiro.

Então, no meu caso, sair das redes faria (e acabará fazendo) parte do despojo de final de vida. Não se preocupe. Com sorte, o amor de Deus, a graça de Jesus Cristo e a comunhão e consolações do Espírito Santo, ainda viverei uns vinte anos, ou você pensa que não sou tão brasileiro quanto você é. Apenas sou mais encucado, perfeccionista e um pouco (só um pouco) abilolado.

Agora, se o Divino, em um momento bom e entender ser possível sob todos os pontos de vista, por bem ainda me abençoar com uns e/ou alguns trabalhinhos bem remunerados, não serei orgulhoso e aceitarei, enquanto dona morte não vem. Agora trabalhinhos relacionados à obra de Deus não serão realizados a troco de pagamentos financeiros. De graça recebi, de graça darei. Mas que seja em áreas de meu conhecimento, ao menos.

Sendo assim, me proponho a mais um ano de Feicibuki. Quando chegarmos no final desse tempo com tudo em cima, então nos reuniremos em alguma de nossas padarias e avaliaremos para decidir se continuo ou paro. Certo?

Era isso, quem sabe na próxima escrevo algo melhor, como diria o Thomas nessa hora.

Beijos nas perucas e carecas.

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About the author

Lou Mello

Olha só, pessoal assíduo na Gruta (carinhosamente grutenses) já está careca de saber quais são as minhas graduações e tentativas de pós, etc.
Pessoalmente, não ligo muito para isso. Valorizo muito mais os meus mentores, tais como Dr. Russel P. Shedd, Dr. Zenon Lotufo Jr. e Dr. Dale W. Kietzman. Esse blog está repleto das coisas aprendidas ao longo de minha vida e isso fala por si só.
Meu espírito é missionário. Plagiando o Amir Klink, "Um homem precisa viajar... simplesmente ir ver por si mesmo”. Eu viajei bastante e ainda pretendo viajar. Quem sabe não serei portador de boas novas por aí, mais um pouco?
Atualmente, continuo acalentando o Projeto Corações Valentes, embora ele não tenha vingado ainda. Sinto falta do meu filho Thomas, ele, através de seu sofrimento, me deu essa ideia, antes de partir para a próxima dimensão.
Além de ter lecionado (Ef. Física e Teologia), ensino organizações não lucrativas cristãs a conseguir sustento sem mendigar e, também, tento ajudar as pessoas a crescerem através da mudança comportamental. Sonho, ainda, treinar professores em prática de ensino, quem sabe...
A Gruta surgiu como a forma ideal para a prática de escrever e me livrar dessa coisa interior pressionando meu peito com potencial para me matar.
Também gosto música, literatura em geral, educação e astronomia (minha segunda paixão secreta, Ih falei).
Pena o tempo perdido fazendo falta agora, mas isso não tem remédio.

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