A Gruta do Lou

Lou Mello

 

 

Ficha Técnica:

As minhas professoras de português no ginásio vocacional foram também as minhas iniciadoras na arte de escrever redações. Algumas delas elogiaram minhas escritas e isso me levou a concluir por escrever, muitos anos depois, quando o meio blog surgiu, azar delas.

Meu nome é Luiz Henrique Mello, mas pode me chamar de Lou, como todo mundo faz. Meu e-mail é louhmello arroba gmail ponto com e, evidentemente, tenho tuiti, feice e outros desses brinquedos da internet. Maiores informações, veja no meu site/blog missionário do LouhMello

Não cobro nada, afinal sou um cara de humanas e gente como eu não liga para dinheiro. Segundo uma amiga desconhecida.

Basta guglar e boa, você me acha. Ah, o modelo de escrita é da Camila Pavanelli de Lorenzi, mas não a conheço pessoalmente. Apenas simpatizei com o estilo de escrever dela e colei, coisa minha. Muito original.:

Se você for como eu e a maioria dos brasileiros, ou seja, um baita preguiçoso, veja meu perfil Feicibooqui aqui Tem tudo lá e não dá trabalho.

Sinópse

(da próxima novela das nove)

Esse texto foi escrito antes do advento reptiliano das Redes Sociais e seu intento diabólico de abafar o poder dos blogs. Vou avisando, logo: estou falido.

Olhando o Programa Zona da Reforma, notei alguém dizer algo sobre dificuldade em se expor no blog.

Na medida do possivel, dou uma boa lida nos blogs por aí. Nem sempre consigo deixar comentários em todos. Penso ser melhor não comentar do que escrever milonga na tonga do caburetê. Isso não significa, necessariamente, uma reprovação a quem deixa milongas na Gruta. Estou falando das minhas preferências. Tenho reparado, com grande incidência, na superficialidade, ou melhor, no cuidado com dos autores blogais no sentido de evitarem a exposição.

Algumas vezes, consigo, mesmo sendo meio patso, pegar alguma coisa nas entrelinhas ou em meio a textos complicados, especialmente nas tais poesias. Adoro poesia, onde tive minha iniciação escriptográfica.

Foi uma inesquecível palestra de Guilherme de Almeida, conhecido como o príncipe da poesia, e depois o descortinar de Cecília Meireles, Fernando Pessoa, Machado de Assis e Casemiro de Abreu, dentre outros, os responsáveis por esse desastre das letras de minha parte.

Já arrisquei aqui algumas mal traçadas linhas meu amor, poéticas, também. Sei entender quem prefere fazê-lo, mas eles hão de concordar com o fato de, muitas vezes, o fazerem para não revelarem-se, plenamente, salvo engano.

Outros caras falam através de Dostoievski, até aparecem junto com eles no catálogo de imagens do Google, mas tenho dificuldade em relacionar a realidade do blogueiro com a crise existencial crônica do escritor russo. Claro, outros são utilizados para esse serviço de despistamento. A lista é grande. Aparecem todos os grandes autores seculares e cristãos, nessa farsa.

Isso quando o cara, sendo um artista, não nos fala via desenhos, ilustrações, cantorias, vídeos, fotos e todo o arsenal blogal e cibernético. Vale tudo e não estou acusando, julgando e, muito menos, incriminado ninguém. Não estou com essa bola toda.

Nem me convidaram para esse encontro de feras da Zona da Reforma. Se fizessem um para os teens ou para os seniores, talvez lembrassem de mim. De qualquer forma, não teria ido mesmo, declinando com alguma desculpa esfarrapada.

Comigo e a Gruta tem se dado, exatamente, o contrário. Mando ver na exposição. Falo das minhas falácias, exponho as minhas feridas sangrentas, de tal forma recebi conselhos, ajuda material, críticas leves e pesadas e outras não mencionáveis. Confesso a minha dificuldade em manter o padrão transparência.

Embora meu propósito nem seja esse. Em minhas loucuras (perceberam a semelhança com o Lou?) pensei em ser o primeiro a pular na água gelada da descida aos níveis mais profundos da comunicação. Como ensina o John Powell, em seu excelente “Por que tenho medo de dizer quem sou?” (Ed. Vozes), a grande maioria das pessoas tem medo de sair do nível um da superficialidade ou dos estereótipos. Talvez se sintam encorajados depois de mim ou desistam de vez.

Já repararam como há blogs falando a mesma coisa, todos os dias? Hoje mesmo, se você for aos blogs da superfície os verá tratando sobre o caso da menina assassinada na zona norte de São Paulo (A rede Globo adora enfatizar tragédias paulistas para desviar a atenção da sodomização carioca, lembram da dengue, pior, da epidêmica violência carioca ? Continuam na mesma.) Se tiver alguma dúvida, visite o blog da Rosana Hermann, o mais superficial e estereotipado do Brasil ou o do Marcelo Tas, na mesma linha.

São jornalistas ligados à TV de segunda e se acham, mas não passam nunca ao nível dois. Alguns novos blogs cristãos também começaram imitando-os e caminhando nessa direção e, aos poucos, vão engolindo e monopolizando à atenção, enquanto blogs mais densos caminham para o esquecimento da rapaziada e da moçada da hora.

Mas o lance aqui é outro, quero falar alguma coisa a meu respeito, mas não estou conseguindo, pensamos às vezes. Não depende só de mim. Para se expor é preciso pensar e pesar. Temos laços, família, amigos, igreja, trabalho, etc. Sabe, certas situações da vida requerem solidariedade indulgente.

Se você não se abrir, dificilmente receberá apoio dos outros. Mas o outro lado e é verdadeiro. Abrir-se e expor-se pode não ser nada confortável. Saiba: tenho sido alvo dos mais variados tipos de impropérios. Teve até insinuações colocando em dúvida minhas misérias, em especial a situação de meu filho. Isso doeu pacas.

Tudo bem. Mas eu queria ver e ler as pessoas sendo pessoas, simplesmente. Claro, não sou o único a tirar a camisa e, pateticamente, revelar as cicatrizes todas da vida ou da morte eminente.

Sinto por aqueles escondidos atrás de crenças do tipo “Mais que vencedor”. Meu, a vida do “Super Man” não foi fácil e todo mundo sabe como acabou, depois que ele caiu do cavalo, literalmente. Nunca vi, nem ouvi, nada igual aquilo. A vida não é fácil para ninguém, nem o Bill Gates está feliz, aliás, ele tem bons motivos para não estar, muito além de nós dois.

Então vamos deixar assim mesmo. Continuarei falando das minhas mazelas e você vem ler, faça de conta que não veio, diga amém e tudo bem. Deus saberá ser bondoso com nós dois.

Depois você vai em algum dos blogs tops, como do Ed e/ou Gondim , e faz um lindo comentário citando o Nouwen, Ruben Alves, Pessoa, mas é o Lou quem estará em sua mente, seguramente.

Tem alguns desses caras usando até minhas expressões chulas em seus textos e neca de citar a fonte. Eles mesmos fazem isso ou usam meus temas. Comigo é pouco, precisa ver quanto usam do Brabo, por aí, sem ele saber, até em prova do maldito vestibular ele é clonado sem referências e/ou permissão.

É isso, a exposição tem um preço muito alto e são poucos com saco…la roxa para pagar. Agora vou pegar a agenda telefônica e mendigar um pouco. Afinal também precisamos comer, pagar a luz, água e essas insignificâncias.

Trabalho seria bom, but no have ou se have me negam ou sonegam. Se você ler essa porcaria antes de eu te ligar, avise o pessoal para me dizer alguma desculpa justificando sua ausência, caso você seja uma das minhas vítimas escolhidas.

 

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