A Gruta do Lou

Presente, passado e futuro

Reflexões sobre o presente, passado e futuro podem nos situar ou embaralhar ainda mais nossas vidas.

Fui ao correio, ontem à tarde. Enquanto aguardava minha vez na fila, pensei na capacidade e alcance desse serviço.

Segundo um cosmólogo que ouvi outro dia, a dificuldade em relação ao tempo tem a ver com a gravidade. Teoricamente é possível andar para fora do tempo presente.

Não me surpreendo com isso. Quando viajamos grandes distâncias, andamos para trás ou para frente no tempo. O cientista deixou claro que com a nossa gravidade atual isso seria impossível. Espero que o Bush não tenha ouvido. Já pensou esse cara querendo mudar a gravidade de nosso planetinha legal.

Do jeito que está não podemos ir além do presente e nem aquém. Assim toda a história, real ou não, se preserva bem como suas controvérsias e o futuro continua sendo um enorme desconhecido. Se bem que podemos prever, com alguma exatidão, algumas catástrofes e tendências do porvir. Tento prever algo legal para o tempo futuro, mas sinto enorme dificuldade, começando de minha própria realidade.

Se o correio pudesse levar correspondências para o passado ou para o futuro seria algo muito apropriado. O Bush poderia mudar a gravidade só para o pessoal do serviço de correspondências, no futuro. A minha primeira carta (ou E-mail) obviamente iria para Jesus de Nazaré, no passado, cumprimentando-o pelo ato salvador que ele viria a cometer, no futuro.

Quanto ao futuro, pensei em enviar correspondência ao próprio Bush, no futuro, agradecendo o alívio sentido após sua saída do governo americano, dando lugar a um democrata (ih! Fiz uma previsão), no passado.

Pensei em enviar algo para mim, no passado, para me poupar de um monte de asneiras, no futuro. Se bem que, dificilmente eu acreditaria em mim, ainda mais em uma correspondência do futuro. Pensaria logo: eu estou (estarei) de sacanagem comigo, se não sou confiável agora, imagine no futuro.

Pior se Jesus, lá do passado, respondesse algo muito diferente do que acreditamos em nossos dias, do tipo: “Eu não quero fazer nada disso. Queria apenas ficar em paz e ser esquecido, no futuro.” E o Bush, dizendo: “Olha, eu fiz minha parte, no passado e depois de mim veio meu irmão (aquele da Flórida) para bagunçar ainda mais o coreto, no futuro”. E eu do passado respondendo para mim no presente : “Não acredito em você, seu cara de pau, em tempo algum.”

Próximo! Gritou a moça do correio, no presente. Lá fui eu. “Para onde”? “Futuro”, respondi. Ela ficou me olhando e depois riu. “Ninguém me leva a sério mesmo, no presente, no passado e quiçá no futuro.”

Capricornio PB

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