A Gruta do Lou

Por esta razão

Segunda-feira, Janeiro 30, 2006


Por esta razão, o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher e os dois se tornarão uma só carne. Este é um mistério profundo. Ef. 5:31 – 32 cf. Gn. 2:24

Muitos dos novos riscos e incertezas nos afetam onde quer que vivamos, não importa quão privilegiados ou carentes sejamos. Eles estão inextrincavelmente ligados à globalização. (…) Ela põe em jogo muitas formas de riscos e incertezas, especialmente aquelas envolvidas na economia eletrônica global.
Na maior parte do mundo, as mulheres estão reivindicando mais autonomia que no passado e ingressando na força de trabalho em grandes números. Esses aspectos da globalização são, pelo menos, tão importantes quanto os que têm lugar no mercado global. Eles contribuem para o estresse e as tensões que afetam os modos de vida e as culturas tradicionais na maior parte das regiões do mundo. A família tradicional está ameaçada, está mudando e vai mudar muito mais. A. Giddens em “O Mundo em descontrole: o que a globalização está fazendo de nós”. Ed. Record 2000

Antes de mais nada, o líder cristão de nossa era (ou aquele que supõe sê-lo) deveria dar-se conta do processo de globalização em que estamos vivendo, afetando todas as áreas da vida humana, inclusive, a Igreja, a família, a escola, a economia, etc… Para prever as conseqüências e planejar ações de combate, inclusive uma nova evangelização, é essencial conhecer a origem dos problemas. O que você acha?

Sua opinião é essencial para mim. clique em comments e faça seu comentário. Obrigado.
# posted by Lou @ 1:32 PM

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9 thoughts on “Por esta razão

  1. O que é absurdo é que o processo de globalização acaba com muitas coisas que são legais, vai desfazendo a cabaça das pessoas, cada dia temos mais pessoas midiotizadas, pessoas que têm seus cérebros triturados por realmente acreditar que nossa forma de entretenimento (para muita gente a televisão) vende imagens boas, do que é ser bom, ter coisas boas. E muitas vezes isso é o abandono do lar, ter muito dinheiro, ter muitos amores, viver intensa e irresponsavelmente, coisas que não levam a lugar algum.
    Mas nessa competição doida, na venda desses falsos valores que ouvimos e vivemos em tudo hoje temos que ser cada vez mais capazes, mais preparados, e em vez dos nossos veículos de informação proporcionar um ambiente de preparação e de relevância, inicia-se também um outro processo na cabeça das pessoas que eu apelidei carinhosamente de Bobalização. É isso aí… estamos sendo bobalizados dia a dia por onde nem podemos imaginar. A inteligência, a sabedoria, os valores, estão fadados a irrelevância, não é importante ser, o importante é ter.
    Eu pretendo um dia ser mãe, e não quero que meus filhos cresçam sendo midiotizados e bobalizados por um mundo que vende valores tão absurdos.
    # posted by Camila : 2/02/2006 1:48 PM

  2. Conforme deixo claro em documentos antigos e futuros da Bacia, acho lamentáveis todas essas transições. Sinto falta do tempo em que nossas escolhas eram mais restritas e éramos, paradoxalmente, mais felizes. Todas as minhas fotografias, por exemplo, refletem essa nostalgia – agora que penso nisso.

    Se eu pudesse escolheria, como Tolkien, que nada mudasse e permanecessemos abraçados a um passado mais simples e mais seguro. Nunca, jamais, absolutamente nada depois de 1945.

    Mas não posso dar ouvidos a todos os profetas do apocalipse (e não estou me referindo a você, Lou) porque, também paradoxalmente, eles sempre existiram e em todas as épocas. Todas as eras foram sempre tão iníquas e todos os valores tão violentamente deturpados que sempre foi fácil diagnosticar-se (erradamente, como se provou) a proximidade do fim e (acertadamente, talvez) a implacável extinção de tudo que é bom e virtuoso.

    A família tradicional está ameaçada desde os tempos de Esparta e provavelmente antes. Sendo idéia tão singular e inerentemente exigente, que a família sobreviva em tempos conturbados e descompromissados como o nosso já deveria nos bastar ou pelo menos surpreender, mesmo que não sobreviva nos moldes que consideramos ou sabemos ideais.

    Como cristãos, não creio que deveria ser nossa missão amarrar os ponteiros do relógio ou forçá-los para trás – (a única direção sã!) – embora poucas coisas me agradariam pessoalmente mais.

    “Não peço que pares o mundo porque eles querem descer, mas que os livres do mal”.

    Devemos necessariamente crer que nossa mensagem possa trazer soluções e desafios relevantes para todas as épocas, mesmo as mais constrangedoras e desvirtuadas. Em retrospecto, a época que testemunhou os primeiros passos do cristianismo era conturbada e desesperançosa como a nossa.

    Mas nasceu uma criança, e encontrou aqui uma família.
    # posted by Paulo Brabo : 2/02/2006 5:45 PM

  3. A primeira pergunta a se fazer é: porque manter a estrutura da família tradicional?!?! Talvez repensar o modelo não seja tão ruim assim. Alias, não é primeira vez que a família tem que rever sua estrutura, como bem atestam as famílias matriarcais primavas…
    # posted by rafael : 1/31/2006 1:59 AM

  4. E não são poucas as propostas Rafael. Por enquanto as mudanças trazidas pelas águas da globalização mostram-se desastrosas. A mulher no mercado de trabalho abandonando os filhos com estranhos ou pelas ruas. Os homens desempregados entregues à deliquência, bebida, drogas, etc…, os jovens pouco amados e desvalorizados por uma sociedade cada vez mais competitiva, o povo deseducado, alienado, desinteressado, promíscuo, etc…
    É talvez mudar a estrutura familiar seja a grande prioridade.
    # posted by Luiz Henrique Mello : 1/31/2006 2:23 AM

  5. Luiz Henrique,

    concordo com o senhor. Alguém negaria os prejuízos que os valores atuais têm trazido às famílias? Basta olharmos para dois fatores: 1) a ausência dos pais (mais especificamente da mãe) na educação dos filhos; 2) as complicações psicológicas que o divórcio proporciona às crianças que vivenciam a experiência dos pais.

    Todos nós conhecemos pessoas, mulheres, nessas circunstâncias. E facilmente observamos os malefícios de ambos.

    Penso que deveria haver certo planejamento familiar que proporcionasse a possibilidade do estudo, da especialização da mulher, de sua capacitação, de suae entrada no mercado de trabalho, mas que, ao mesmo tempo, houvesse prioridade na família e nos filhos.

    Abraços.
    # posted by Gustavo Nagel : 1/31/2006 4:26 PM

  6. Pingback: Lou Mello
  7. É chocante como a mulher é subjetivamente, responsabilizada pelos male-
    fícios à sociedade, principalmente à estrutura familiar.
    Embora a mulher tenha conseguido andar rumo à igualdade de condições,
    na maioria das sociedades ela é ainda menos,mas muito menos, que o ho-
    mem…nem vamos detalhar as condições de submisão,respeito,que muitas
    são confinadas.

    Como o mundo pode ser um lugar bom e justo, com tanta desigualdade???

    Se não bastasse as diferenças sociais,raciais, ideológicas,etc.etc.,
    seus habitantes ( homem e mulher ) são colocados como diferentes,quan-
    do deveriam ser iguais,com os mesmos direitos e deveres.

    Seria meio caminho andado, na reconstrução de uma estrutura familiar
    mais equilibrada e justa, se houvesse direitos iguais e compartilha-
    mento nas responsabilidades.

    Bom,ainda bem que conseguimos alguns direitos, pois em outros tempos,
    eu não poderia escrever algo semelhante…iria para o calabouço,seria
    apedrejada,cortariam a minha língua ou na melhor das hipóteses, quei-
    maria numa fogueira…

    As mulheres precisariam ser livres tanto quanto os homens. Trocar a escravidão do lar pela escravidão do trabalho fora do lar não as libertará jamais. O capitalismo busca, incansavelmente, formas para aumentar a mais valia. Curioso é lembrar que isso nunca ajudou a melhorar os lucros. Quanto menos ganham os trabalhadores, maior é a queda do consumo e, consequentemente, a diminuição dos lucros. Talvez a Adélia Prado tenha conseguido se libertar, sendo mãe, esposa e uma escritora fantástica.

  8. O sistema capitalista também dá a sua “contribuição” para as diferenças
    homem/mulher.A mais-valia, leva 30% sobre os salários pagos a mulher.

    Chega…isso dá manga pra colete…

    Era a isso que eu me referia.

  9. Raquel,fecho com você.Aliás,temos fechado algumas coisas juntas aqui na Gruta.Se cuida Lou!
    Gente, é horrível pensar no que é feito com as mulheres no mundo! Onde na Terra a mulher tem algum valor?
    Para o hinhu a mulher vale menos que o homem.Meninas hindus de algumas castas são deitadas ao lixo.
    A mesma coisa acontece a meninas chinesas porque as famílias preferem ficar com os filhos homens, pelo fato de poderem ter um filho só.
    Os árabes,entuxam em suas mulheres aquelas horríveis burcas, ou os menos ortodoxos obrigam-nas a cobrir o corpo e uma parte do rosto. Muitas nem podem exprimir o prazer sexual.(foram feitas pra procriar)
    O judeu também não confere a mulher um lugar digno.
    As mulheres muçulmanas,principalmente as africanas quando chegam a adolescência têm seus clitóris cortados para NUNCA sentirem prazer.Algumas morrem nesse ritual macabro.
    As nipônicas,são criadas para serem capachos dos homens,também viverem para seu prazer e serviço.
    No ocidente,em muitos lugares as coisas não são muito diferentes.Os latinos,machões por excelência.A “mulher é minha e ninguém tasca”.Coisificam a mulher.
    Gente,Deus tirou a mulher da costela do homem,tirou de seu lado,para ser sua companheira,estar lado a lado.(mesmo que simbolicamente).
    Então a mulher não teria o direito de frequentar os bancos de uma universidade?Não teria o direito e acesso ao saber?Ou o faria só por hobbie?Não teria ela o direito de ver realizado o seu sonho como profissional?
    Se juntos,a mulher e o homem assumirem o papel de provedores do lar,cuidadores dos filhos,cuidadores da casa,dividindo as tarefas de igual maneira por que não fazê-lo?Não é o tempo com os filhos que faz a diferença em suas vidas,mas sim a qualidade de tempo com eles.
    Conheço também algumas profissionais hoje, que se graduam, fazem pós, mestrado e depois engravidam,escolhendo ficar sem trabalhar nos primeiros anos do filho.Mas isso é pra quem pode…
    Agora botar a culpa na mulher pelos problemas no mercado de trabalho e dizer que ela ameaça a família tradicional?Os tempos mudaram realmente e com eles muitas coisas também.Muitas passagens bíblicas têm de ser vistas a luz de nossos dias.Pensar sim,radicalizar,não!

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