Pobres, humildes, simples, ricos, soberbos, etc

favela

Pobres, humildes, simples, ricos, soberbos, etc., quem são?

Há dois mil anos, certamente, as populações não se dividiam em classes (baixa, média e alta). Nem mesmo em pobres e as elites. Em Israel, mais exatamente em Jerusalém, lá estavam os romanos com vice-reis, governadores e um exército. De outro lado os judeus, criadores de ovelhas em sua maioria.

Em nossa sociedade, particularmente nas cidades brasileiras, há três classes distintas, a saber pobres ou pessoas que vivem em favelas sustentados por empregos ou meeiros de onde conseguem um ou dois salários mínimos, fora benefícios governamentais eleitoreiros e assistencialistas; a tal classe média formada por funcionários públicos, pequenos comerciantes, profissionais liberais, autônomos; e os mais ricos formados por proprietários de terras, industriais, banqueiros, comerciantes de grande porte e políticos. Enfim, apenas um resumo para facilitar o entendimento de minha tese.

Certamente, a comparação entre os “pobres” do contexto bíblico e os “pobres” de nossos dias é, na maioria das vezes, se não na totalidade, equivocada e temerária. Melhor seria não fazer comparações, a meu ver. Muito provável que as traduções tenham torcido os textos reduzindo-os ao que se vê hoje em nossas bíblias.

Há grande chance de estarmos interpretando o texto original de forma equivocada. Cito como exemplo o fato de que, muito provavelmente, palavras originais cujo significado pobre, humilde de coração, simples estejam reduzidas a uma única tradução: pobres.

Mas não estamos identificando os criadores de ovelhas, gente sábia, de moral elevada, temente a Deus e extremamente patriótica, como os pobres da bíblia. Pensamos logo nos favelados, nos moradores dos morros cariocas, sambistas de escolas de samba, anotadores de jogo do bicho, vivendo em meio a traficantes e serviçais das casas da classe média na orla das praias ou dos grandes rios que cruzam nossas cidades.Em São Paulo, pobres são os favelados que vivem esmolando e se locupletando com as ninharias dos maus políticos, cujo único interesse é obter votos deles.

Esse considerável equivoco de hermenêutica (interpretação) é capaz de fazer com que pessoas cristãs de boa índole e criação de boa linhagem tomem atalhos perigosos e passem a defender ideologias forjadas junto aos mineradores das minas de carvão da Europa ou dos trabalhadores das indústrias do final do século XIX e/ou XX, tais como o comunismo e o fascismo.

Nunca é demais lembrar que Jesus Cristo disse: Buscai o Reino de Deus e sua justiça e as outras coisas (dinheiro, propriedade, casamento, filhos, etc.) lhes serão acrescentadas.

Parece que temos enorme dificuldade em acreditar que o Reino de Deus é mais importante do que salário mínimo, bolsa família, minha casa minha vida e cota na universidade dos brancos. Não acreditar na proposta implica em não acreditar no autor da proposta.

Quem vive lutando por coisas em favor dos pobres não é missionário coisa nenhuma. Missionários estão empenhados em angariar sócios para o Reino Divino. São pessoas absolutamente convencidas de que aos membros do Reino serão acrescentadas as outras coisas, aqui e/ou no porvir (outra possibilidade pouco crível).

Os Pobres, humildes, simples, ricos, soberbos, etc sempre os tereis convosco, disse Jesus e eles se contentam com esmolas, espelhos e facas…

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