A Gruta do Lou

Pensadores de impossibilidades

Mal cheguei à super Lan House, a cem metros de minha casa, duas coisas aconteceram simultaneamente: Primeiro o meu celular Sansung – Tim tocou, era a Dedé avisando da chegada de um novo aviso da telefonica solicitando minha ligação para regularizar nossa conexão. Estranho esse fato, já que tenho ligado para a empresa várias vezes por dia, desde o dia 10, sem sucesso quanto à solução. Logo depois, a energia elétrica caiu e ficamos alguns minutos sem poder conectar, também aqui. Na volta para casa, devo tomar meu banho anual de sal grosso, com dente de coelho e pelo de camelo.

Tudo bem, esses acontecimentos me trouxeram de volta aos tempos de mudança comportamental através do pensamento. Aprendi a técnica há uns trinta de cinco anos, lendo Norman Vincent Peale, Joseph Allen e Emmet Fox. Atualmente, há O Segredo, uma proposta mais superficial, mas não menos prática, para pensadores de impossibilidades como eu. Nos EUA há um cara chamado Rober Schuller que criou a Associação dos Pensadores de Possibilidades, mas eles não aceitaram minha matrícula e não entendi por que, até hoje.

Por via das dúvidas, assisti o vídeo “O Segredo” e voltei a pensar que atraio para mim tudo que desejo, a tal lei da atração que eles defendem. Claro que não pretendo importunar a Deus com minhas picuinhas perdedoras, afinal ele tem gente e coisas mais importantes para se preocupar do que eu e minha falta de conexão. Se O Segredo não der certo, sempre tem cana para cortar. Se começar agora, talvez consiga cortar o que preciso para pagar a conta do telefone, antes de minha morte aos noventa anos. Uma decisão muito feliz essa. Também poderia me oferecer com garçon com um currículo falso, apesar que na última tentativa nessa profissão, quase fui linchado quando derrubei sopa quente no colo de uma velhinha adorável de olhos azuis e rosto rosado, se bem que, meio desbocada.

Agradeço ao Senhor do Universo por toda a solução desse embrólio. Inclusive, já estou agradecendo pela solução de outras coisinhas, também.  

12 thoughts on “Pensadores de impossibilidades

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