A Gruta do Lou

Pela liberdade religiosa,

Mesmo aos adeptos da teologia da prosperidade ou aos calvinistas e os macumbeiros.

Quanto ao pessoal dos trabalhos em esquinas, não tenho muito a dizer. Entendo mais de cozinha do que deles e olha que não sou desses que sai do armário quando o assunto envolve panelas e escumadeiras. Minha única participação com essa gente foi na forma iconoclasta, em ocasiões em que fui convocado a desmanchar os trabalhos deles. Nada contra aquela porcariada na frente da casa dos outros, mais no sentido de evitar que o alvo daqueles, digamos, trabalhos não viessem a ser afetados. Pelo andar da carruagem, se aquilo tinha algum fundamente, a coisa sobrou foi para mim.

Sou um cristão protestante que os caras chamam de “Os Sem Igreja”.

Minha última participação em igreja, de modo “formal”, há mais de quinze anos, foi junto à Igreja Batista do Sumarezinho, já extinta. Se não me engano, o cadastro dela foi absorvido pela IBAB. Se eu desejasse retornar ao seio da Igreja Instituição, precisaria dirigir-me ao Ed Rene Kivitz para solicitar minha reintegração. Realizaram a cena? Pois é, tal nunca se dará.

Por outro lado, acredito em liberdade religiosa, uma das poucas heranças positivas de minha passagem lamentável (por mim, claro) pela Missão Portas Abertas. Acho que os caras da Teologia da Prosperidade tem o mesmo direito religioso que os calvinistas ou os ateístas. Eu mesmo não faço coro com nenhum desses imbecis. Sou um imbecil de outra estirpe, mais esculachado, subversivo e anarquista, mas cristão.

É aquela velha calçada desbotada ou coisa assim, como diria o saudoso Djaniris com quem tive uma oportunidade única de esbanjar meus dotes musicais. Claro que alguns dirão que foi o Roberto Carlos quem disse isso, mas prefiro pensar que foi o Djaniris, por quem poria a mão no fogo. Autorias à parte, o que eles queriam dizer é que Jesus Cristo se parece com algo mais democrático, igualdade, generosidade ou algo assim.

Entristece-me quando vejo alguém querendo subir batendo nos mais fracos. Faça como eu, suba batendo nos mais fortes. Aí sim você provará que é macho ou macha (uma fêmea machona). Claro que há aí algum paradoxo. Pessoal que bate na turma da teologia da prosperidade, geralmente, é oriundo de igrejas calvinistas desejosos de ocupar um lugar ao sol em suas próprias igrejas. No meio evangélico, onde graçam as igrejas institucionais, os calvinistas são infinitamente mais fracos, seja em número, seja em poder aquisitivo ou em PIB. O Problema é que eles (os calvinistas) participam de Redes Sociais muito mais que os adeptos de bispos e Malafaias e usam esses meios para suas lutas por cargos e lugares.

Interpretações bíblicas se equivalem, mesmo que diametralmente diferentes. Ninguém recebeu a chave da caixa de pandora bíblica. Não se iluda.

Essa é outra vantagem de ser um “Sem Igreja”, ou seja, na minha igreja mando eu… Depois de Jesus, claro, se bem que ele mais falta do que comparece.

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