A Gruta do Lou

Para não falar de jogos

O manual do blogueiro diz, na página 03, capítulo IV que não devemos mencionar as notícias populares sob risco de sermos tachados de blog populacho. Como não sou tatu, pretendo não cometer equívoco tão primário.

Prefiro falar mal de pastores. Adquiri um ódio deles… Não falarei sobre as Olimpíadas e o Dunga, então. Não, não se trata daquele anãozinho simpático amigo da Branca de Neve que vivia com mais sete pequenos grandes homens. Não direi o quanto o Dunga técnico da seleção brasileira de futebol se parece com um pastor conhecido contrário à construção da igreja. No fim da vida construiu e logo depois morreu. Pouco tempo depois a igreja construída escafedeu-se em um incêndio. Cara era o maior pé frio clerical da parada.

Tão pouco mencionarei a singela contribuição chinesa para medalhar a saltadora norte americana em detrimento de quem? Da saltadora brasileira, claro. Afinal nosso presidente quer organizar Olimpíadas na calma e serena Baia da Guanabara e não reclamará disso, desde que os chinas peçam desculpas formais. Como fez aquele líder evangélico famoso, os chineses surrupiaram a vara da nossa saltadora. Coitadinha ficou sem a vara. Sem a vara e sem a medalha, dada como barbada. O líder evangélico em questão surripiou a mulher do diácono e arrumou o maior angu na paróquia e disse para ela: Ou dá ou desce! Vocês conhecem o final da história.

Claro que a rede Globo esqueceu-se de colocar a entrevista coletiva do Dunga, pós derrota para a endiabrada seleção Argentina, no Jornal Nacional. Talvez ele tenha falado demais, ou de menos. Mas não mencionarei isso. Também evitarei falar daquele excomungado jamaicano que corre mais do que pastor quando é chamado a apresentar-se na Receita Federal. Na direção oposta óbvio. E mais, não citarei o feito daquele alemão chucrute que levantou 258 kg, no arranque. Cara, não consigo mais carregar a sacola do supermercado. Mas ele e eu não seriamos páreo para os pastores da Universal encarregados das sacolas de oferta em dia de culto no Maracanã, ali onde o Lula quer fazer as Olimpíadas dele, abraçado ao Bispo Crivella, pintor de barracos em favelas e cunhado do Bispo Edir Macedo.

Outro detalhe que não vale a pena citar, embora já o tenha feito em outro post, é o Zé das Medalhas, conhecido vulgarmente por Phelps. Caraca, só ele quer ganhar medalhas. Nosso Cesar ganhou só uma e deram a ele o direito a um passeio grátis de carro de bombeiros pelas ruas de São Paulo. Daí a Cesar o que é de Cesar. É bíblico. Se fizessem o mesmo com o Zé da medalhas ficariam o resto do ano passeando com o cara em cima do carro vermelho. Quanto que o pastor Jonathan sonhou com um passeio desses. Fez de tudo e nunca conseguiu. Estava disposto a pagar a despesa do próprio bolso, mas o capitão Sonembergue disse não, aquele filho do capeta. Garanto que nas próximas Olimpíadas a pastorada fará de tudo para ganhar medalhas de ouro nas Olimpíadas só para poder passear de carro de bombeiros dando tchauzinhos para as madames dos carros e passarelas. Pastores adoram as senhoras dos outros.

Agora, nem que me joguem na solitária direi que o nosso desempenho nos jogos é pífio. Não tô nem aí para tombos, mancadas, boxeadores de vento, Nhas Bentas jogando basquete, cavaleiros e amazonas que não param sobre suas montarias, cavalos que não conseguem se manter em pé, ginastas que voam trave abaixo, varas autônomas, dardos curtos, sapatilhas sem prego, mulheres sem sexo e essas minúcias. Manterei minha boca fechada, um verdadeiro túmulo. Como faria qualquer pastor, não importa a denominação. Como diria Nietzsche, esse bando de niilistas.

Ops: Atenção! Ainda estamos operando precariamente por conexão discada. Em outras palavras, sem banda larga.  Não consigo comentar na maioria dos blogs porque as janelas pop ups não chegam a abrir. Aguardamos a solução da Cia. Telefonica, essa maravilha com a qual nosso governo nos brindou.

9 thoughts on “Para não falar de jogos

  1. Então, acho que o Trivella é sobrinho do bispo. Alías, cara de pau eu né, só comento quando é pra questionar né heheh….

    Lou, estou sempre nas leituras dos textos via rss aqui no serviço. Big abraço e tô na torcida pela banda larga.

  2. Alex

    A palavra por aqui está aberta às opiniões a favor e contrárias, desde que concordem comigo. 🙂 Nesse caso, a concordância é total. Meu conhecimento sobre a família do Bispo é igual ao meu conhecimento culinário, ou seja zero. Prefiro ficar com sua informação.

  3. Georgia

    Confesso, os jogos foram só uma desculpa do momento para eu pecar contra os santos homens de Deus, os pastores, outra vez. Não sei explicar… mas sofro dessa compulsão incontrolável. Claro que o malvado sou eu. Imagino haver algum pastor bom, honrado e justo, talvez até temende a Deus, em algum lugar desse planeta imenso. Prometo tentar melhorar, de verdade. Abraços para você e sua família. Estou acompanhando seu blog, embora não consiga postar comentários lá.

  4. Pingback: Lou Mello

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *