A Gruta do Lou

Outra mensagem

 

A Message from Obama
A Message from Obama

“Por muitos anos tenho andado à procura de algo. Podem chamar isso de busca espiritual ou talvez até de obsessão pessoal.

O objetivo da minha exploração é o de compreender Jesus — e especialmente sua mensagem. Não, de modo algum acho que ela poderia caber por inteiro em minha mente limitada.

Não se trata de tentar fazer com que sua grandiosa mensagem caiba por completo dentro de mim, mas de tentar me colocar por inteiro dentro da mensagem de Jesus”.

Brian D. McLaren

Também li Mateus 6:33 e decidi buscar o Reino de Deus, mesmo sem saber o que e onde. De repente, me toquei e comecei a perguntar se estava na direção certa. Já fiz coro contra muitos, os quais julgava estarem em rota equivocada, mas há uma grande possibilidade de eu mesmo estar caminhando na direção contrária a Nínive. Trabalhei como professor de Educação Física, fui diretor de creches, tive empresa, dei aulas de teologia e fui pastor de congregações batistas, além de missionário em missões internacionais e virei consultor, e no meio de tudo isso devo ter anunciado o evangelho errado, pois não tinha captado o sentido completo da mensagem do Mestre.

Sempre desconfiei haver algo mais por trás dos atos e palavras descritos nos evangelhos em relação a Jesus de Nazaré. Entendo que o Brian está certíssimo quando concluí ser necessário inverter o processo e buscar colocar-se por inteiro dentro da mensagem de Jesus. Não é um processo de adaptar a mensagem a mim, seguramente. Requer mudança, e bem lá no âmago de cada um.

Nisso, só posso falar por mim. O Alex Fajardo citou o tema das palestras de carnaval do Pr. Ricardo Barbosa na igreja do Ed : “Hábitos que Transformam“, onde ele cita uma entrevista feita com o John Stott por ocasião de sua segunda vinda ao Brasil, em 1989 e algo marcante que o velhinho teria dito: “Leio a Bíblia e oro todos os dias, vou a igreja todos os domingos e nunca falto à celebração da Eucaristia.” No mesmo texto, ainda, cita Tozer: “Deus fala com o homem que mostra interesse’. Isso me fez lembrar o C. S. Lewis frequentando persistentemente uma pequena capela durante anos, onde se postava atrás de uma coluna para não ser notado. Nestes anos todos de rebeldia contra a igreja organizada, nunca me faltou vontade de fazer minha devoção anonimamente, e acho que fiz, não com a constância de um Stott ou de Lewis, claro, mas pretendo melhorar nesse ponto.

Talvez tenha chegado a hora de incluir mais dessas práticas em minha agenda e deixar claro ao divino qual seja o meu propósito, quem sabe Deus não resolve dirigir-me algumas palavras, sobretudo, deixar claro minha disposição de adaptar-me à mensagem, especialmente, encontrar a mensagem real em meio a todas aquelas palavras, aparentemente, desencontradas. Creio firmemente que a tarefa não seja tão complicada, mas torna-se impossível se não me disponho a aceitar novos paradigmas e ideias, para posterior reflexão e conhecimento. Jesus foi absolutamente inovador e mexeu nas bases do templo, e não falo só do templo de pedras, mas do templo do novo testamento, construído com pedras vivas, principalmente.

Essa mensagem está presente nos evangelhos e preciso da ajuda divina para enxergá-la e coragem cheia de fé para divulgá-la. O mundo costuma rejeitar a mensagem verdadeira.

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8 thoughts on “Outra mensagem

  1. Pingback: Nelson Costa
  2. YHWH não quer se identificar ? Quem é Ele ? A teologia autorizada impede as pessoas de enxergarem a mensagem verdadeira.

    A interpretação também dá uma boa ajuda nisso.

  3. Parece que gostamos de mensagens em “códigos”,quando está tudo muito “claro”,logo perdemos o interesse.

    E os escritores da Bíblia sabiam bem disso.

  4. Uma vez lhe falei dessa saudade da igreja e do medo dela e você me respondeu que às vezes não queremos encontrar Deus onde ele mais provavelmente estaria. Depois, li o McLaren e complementei a sua idéia genial: o cristianismo originário não tem nada a ver com religiões institucionais, e isso significa que participar (ou não) de cultos não é o mais importante. Portanto, pode-se freqüentá-los sem obsessão, de um lado, e por outro, sem temor de pecar.

    Talvez haja em cada um de nós algo que não goste do menos importante e por isso nos é caro andar sem obsessão e sem temor de pecar.

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