Opinião sobre o livro Interrompidos da Alê Motta


Oi Alê, agora vai minha opinião sobre seu livro. Na verdade, essa tarefa pode ser uma bela fria, não fosse o fato de já ter feito isso várias vezes. Não sei se você apostou todas as suas fichas no estilo Kanashiro.

Calma, eu explico. O Kanashiro foi um japonês maluco que apareceu na minha vida lá pros idos dos anos oitenta. Ele vendi um videocassete pra ele. Conversa vai, conversa vem, ele começou a falar sobre o Vitalgrafo.

Certamente, você sabe que método é esse.

No domingo, lá no evento do livro, tentei te contar essa história, mas você estava a mil e percebi que não era a hora certa. Imagino que você não lembra que raios venha a ser o Vitalgrafo.

Ora, todo mundo sabe, inclusive quem é o Kanashiro, não é mesmo? Se você está pensando agora: “Não estou entendendo nada”, muito bem, sinal que ainda está sã.

Então explico, o Kanashiro é ou era, um filósofo japonês. Eu também achava que japoneses eram os pasteleiros, peixeiros e sobreviventes de Hiroshima e Nagasaki, ah, e uns loucos por artes marciais (judô, karatê, espada, bastão, origami e bonsai). Mas havia o Kanashiro para desmistificar ou desfazer meu preconceito em relação aos japoneses, que me saiu um filósofo. Enfim, ele inventou o Vitalgrafo.

Pelo que entendi, ele o fez sozinho e eu fui o primeiro ocidental (talvez o primeiro dentre os orientais também) a conhecer o Vitalgrafo.

Então, trata-se de uma Nova Dialética, isso em fins dos anos oitenta, século passado, ou seja, a evolução da Dialética. Como você bem sabe, a Dialética é a parte da Filosofia que trata do raciocínio, das suas leis e dos seus modos de expressão. Opa, agora estamos chegando a algum lugar.

Preste bem a atenção então: Vital é vida, ou seja, o essencial, principal, enfim, o que interessa. Grafo é graph ou seja, escrever. Agora o grand finale: Vitalgrafo é a arte (outra arte marcial japonesa novinha em folha, hoje nem tanto) de expressar o (ou um) pensamento em uma única folha. Será permissível acrescentar algumas (poucas) folhas para detalhes complementares.

A palavra expressa a dimensão de um ponto. As conversas e as sentenças expressam o pensamento na dimensão de uma linha. O Vitalgrafo expressa o pensamento na Dimensão de uma Arca.

Em suma, o Kanashiro com seu Vitalgrafo antecipou o blog que contempla o invento dele. Não contei pra ele que o Dostoiévski, fez isso uns duzentos anos antes, também.

Agora vem você e me escreve um livro legal usando o Vitalgrafo sem nunca tê-lo conhecido, nem ele, nem o Dostoiévski e muito menos o Kanashiro.

Alê, com esse seu primeiro segundo livro “Interrompidos”, embora não tenha interrompido nem um nem outro, a não ser algumas vidas, revelou-se uma genia (feminino de gênio) sensitiva capaz de receber de espíritos antigos e seus métodos malucos, mas geniais.

Enfim, o método de escrita ou a dialética, geralmente, surge após a ideia ou as ideias e seu professor parece ter lhe transmitido isso, principalmente, quando reparou que você queria muito escrever um livro, mas não pretendia, em hipótese alguma, gastar muito tempo nisso.

English: Frankfurt/M., Germany: Monument with ...
English: Frankfurt/M., Germany: Monument with bust of German philosopher Arthur Schopenhauer (1788–1860) in the city’s Wallanlagen park Deutsch: Frankfurt am Main: Denkmal mit Büste des Philosophen Arthur Schopenhauer (1788–1860) in den Frankfurter Wallanlagen (Photo credit: Wikipedia)

E agora a cereja do bolo e quem nos dá é ninguém menos do que o velhinho Schopenhauer, sim ele mesmo, o Arthur, veja lá:

“Assim como as atividades de ler e aprender, quando em excesso, são prejudiciais ao pensamento próprio, as de escrever e ensinar em demasia também desacostumam os homens da clareza e profundidade do saber e da compreensão, uma vez que não lhes sobra tempo para obte-los”. (do livro “A Arte de Escrever”)

Como você já deve ter concluído, não aprendi nada com esses meus mestres, a menos que isso tudo possa caber em uma página.

Você tem o Vitalgrafo em si, portanto não tem mais nenhuma desculpa para não escrever muito mais. Agora foi a morte, a perplexidade e o inesperado, amanhã você questionará a psicologia, pedagogia e por fim, a teologia herética.

Alb, Alê e Lou

Espero não a ter decepcionado, com algo tão simplório

Author: Lou Mello

Olha só, pessoal assíduo na Gruta (carinhosamente grutenses) já está careca de saber quais são as minhas graduações e tentativas de pós, etc.
Pessoalmente, não ligo muito para isso. Valorizo muito mais os meus mentores, tais como Dr. Russel P. Shedd, Dr. Zenon Lotufo Jr. e Dr. Dale W. Kietzman. Esse blog está repleto das coisas aprendidas ao longo de minha vida e isso fala por si só.
Meu espírito é missionário. Plagiando o Amir Klink, “Um homem precisa viajar… simplesmente ir ver por si mesmo”. Eu viajei bastante e ainda pretendo viajar. Quem sabe não serei portador de boas novas por aí, mais um pouco?
Atualmente, continuo acalentando o Projeto Corações Valentes, embora ele não tenha vingado ainda. Sinto falta do meu filho Thomas, ele, através de seu sofrimento, me deu essa ideia, antes de partir para a próxima dimensão.
Além de ter lecionado (Ef. Física e Teologia), ensino organizações não lucrativas cristãs a conseguir sustento sem mendigar e, também, tento ajudar as pessoas a crescerem através da mudança comportamental. Sonho, ainda, treinar professores em prática de ensino, quem sabe…
A Gruta surgiu como a forma ideal para a prática de escrever e me livrar dessa coisa interior pressionando meu peito com potencial para me matar.
Também gosto música, literatura em geral, educação e astronomia (minha segunda paixão secreta, Ih falei).
Pena o tempo perdido fazendo falta agora, mas isso não tem remédio.

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Olha só, pessoal assíduo na Gruta (carinhosamente grutenses) já está careca de saber quais são as minhas graduações e tentativas de pós, etc.
Pessoalmente, não ligo muito para isso. Valorizo muito mais os meus mentores, tais como Dr. Russel P. Shedd, Dr. Zenon Lotufo Jr. e Dr. Dale W. Kietzman. Esse blog está repleto das coisas aprendidas ao longo de minha vida e isso fala por si só.
Meu espírito é missionário. Plagiando o Amir Klink, “Um homem precisa viajar… simplesmente ir ver por si mesmo”. Eu viajei bastante e ainda pretendo viajar. Quem sabe não serei portador de boas novas por aí, mais um pouco?
Atualmente, continuo acalentando o Projeto Corações Valentes, embora ele não tenha vingado ainda. Sinto falta do meu filho Thomas, ele, através de seu sofrimento, me deu essa ideia, antes de partir para a próxima dimensão.
Além de ter lecionado (Ef. Física e Teologia), ensino organizações não lucrativas cristãs a conseguir sustento sem mendigar e, também, tento ajudar as pessoas a crescerem através da mudança comportamental. Sonho, ainda, treinar professores em prática de ensino, quem sabe…
A Gruta surgiu como a forma ideal para a prática de escrever e me livrar dessa coisa interior pressionando meu peito com potencial para me matar.
Também gosto música, literatura em geral, educação e astronomia (minha segunda paixão secreta, Ih falei).
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