A Gruta do Lou

O Reino de Deus e os tais pobres em espírito, via Mateus e outros

Tendo iniciado minha vida cristã no meio católico, passando pelos rituais necessários (batismo, crisma, primeira comunhão) e isso levou cerca de vinte e cinco anos, acabei me convertendo ao cristianismo protestante, através de uma igreja evangélica pentecostal carismática. Mais tarde, já graduado, resolvi estudar teologia em 1977, aos vinte e seis anos, com o objetivo de conhecer melhor os meandros teológicos.

Foi então como conheci o pastor e professor Dr. Russel P. Shedd, que voltava de um ano sabático e retomara sua cátedra de Novo Testamento lá Faculdade Teológica Batista de São Paulo. Logicamente, esse encontro deu-se em sala de aula. Nunca fui um aluno explosivo ou desses chatos de galocha e suas perguntas desnecessárias, mas fazia alguma pergunta esporadicamente, no máximo. Aos poucos, pudemos nos conhecer um pouco mais. Depois de um tempo, não sei quanto exatamente, ele me convidou para fazer parte de um grupo de pastores que se reunia todas as quartas-feiras pela manhã, para estudar o Novo Testamento enquanto aprendiam o método expositivo de pregação bíblica. Nesse grupo, eu estive por quatro anos.

Resultado, o Dr. Shedd acabou funcionando como um dos meus mentores não ordinários (no bom sentido, claro). Era engraçado, todas as vezes que nos encontrávamos por aí, a segunda pergunta era: O irmão está pastoreando? Isso me faz lembrar quando morava em Sorocaba e ele apareceu lá para fazer uma palestra para os pastores da cidade, via Conselho de Pastores. Fazia mais de vinte anos desde o tempo da Faculdade Teológica, e eu ainda não estava pastoreando, pelo menos não do jeito que ele imaginava.

Em 2001, trabalhei na Sociedade Bíblica Internacional e, entre outras coisas, participei de um evento realizado pela SBI, em Gramado – RS, em comemoração ao lançamento da Bíblia NVI. O Dr. Shedd fez parte do grupo de tradutores dessa bíblia e foi o principal preletor em meio a um seleto grupo de preletores, todos envolvidos com a tradução.

Nesse encontro, tive a oportunidade de conversar calmamente com ele em vários momentos, durante os intervalos das palestras. Adquiri uma bíblia NVI e ele fez a dedicatória da foto. Depois disso, continuamos a nos encontrar aqui e acolá, até quando fui informado que ele havia partido para o outro andar do Reino de Deus.

Interessante isso né? Sim, estou pensando no fato do Reino de Deus estar repleto dos tais “pobres de espírito”. Conforme ele nos ensina nesse vídeo, pobres de espírito são aqueles esvaziados das tais riquezas (principalmente das coisas desse mundo) e tornados completamente com a mente de Cristo (o nosso Rei).

A implicação desse detalhe iniciado com a vinda de Jesus Cristo, do qual os autores dos evangelhos sinóticos e também de Paulo descrevem precisamente, deixam muito claro o fato de estarem mencionando o espirito pobre (vazio, pronto para entrar no Reino de Deus). Jamais passou pela cabeça de qualquer um deles a ideia de estar mencionando os mendigos, andarilhos, etc., hoje conhecidos como pobres.

O problema maior em não entenderem o verdadeiro significado de “pobres de espírito” no novo testamento, é a criação de várias heresias com algumas novas “teologias heréticas” como a teologia da libertação e a mais nova (se bem que seja a TL com roupa nova) Teologia Integral ou na Integra.

Não é de admirar, pois a Igreja católica se propõe a executar a missão de assistência aos mais “pobres” (pessoas abaixo da linha da miséria). Infelizmente, grande parte dos pastores protestantes (evangélicos, etc.) estão envolvidos nesse erro, a meu ver.

Por outro lado, a igreja é quase irrelevante na questão da entrada no Reino de Deus. Basta não atrapalhar os pobres de espírito. O problema aqui é a tendência dos pastores em entender a igreja como mais importante em relação aos cristãos, quando a igreja não terá ingresso no Reino de Deus, se não me engano.

Se você ainda não assistiu essa aula contida no vídeo acima, não perca mais essa oportunidade e ganhe grátis o ensino correto sobre o Reino de Deus e os pobres de espírito.

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