O que você faz para acabar com o analfabetismo no Brasil?

O que você faz para acabar com o analfabetismo no Brasil?

“Um país se faz com homens e livros”

Monteiro Lobato

Ao ler sobre o assunto aqui, tão bem escrito por Ataíde Lemos, fiquei assustada que ainda possa existir no Brasil um número de analfabetos tão expressivo.

“O Brasil foi reprovado em: Ciências, Matemática e Leitura. Ocupando o 53º lugar dentre os 55 países que foram submetidos à pesquisa, que foi feita pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Ele lança a pergunta: Qual será o futuro de um país onde a educação está relegada ao segundo ou terceiro plano? “

Devo confessar a vocês que esta pergunta me incomodou muito nos últimos dias. Assim, desejei fazer algo, como uma blogagem, onde pudéssemos discutir o assunto e propor soluções. Parece-me uma boa idéia, agora..

Quando eu vivia no Brasil, durante dez anos trabalhei alfabetizando as crianças de rua ali na Praça Tiradentes, no Rio de Janeiro. Os adultos em algumas escolas à noite e na Favela da Rocinha, durante dois anos. Fiz isso voluntariamente nos meus horários livres. Nunca recebi um centavo. Mas a satisfação veio por ter levado a leitura a quem não sabia ler e escrever.

O Brasil se ilude imaginando que o analfabetismo diminuiu, mas sabemos que não e as estatísticas provam isso.

Fora isso, a qualidade de ensino caiu muito e feio. Mesmo não vivendo mais no Brasil tenho acompanhado as estatísticas. São tantas coisas que envolvem o ensino, que não dá para separá-los. Os problemas são sérios e grandes. No fundo, eles acabam afetando sempre a classe mais pobre e aí, a criança, o adolescente e os jovens não querem ir à escola porque precisam ajudar a mãe ou o pai nas despesas da casa.

Dói-me o coração quando alguém me diz que não sabe ler nem escrever. Imagine, num tempo desses, onde tudo está ligado através de internet, onde podemos fazer tantas coisas. Mas tudo pára exatamente na escrita.

Mais grave ainda é a situação do Nordeste, que tem o mais elevado índice de analfabetismo entre as cinco regiões do país.

“Na média, um em cada cinco nordestinos declarou que não sabe ler nem escrever um bilhete simples.”

Leia daqui.

Os dados sobre o analfabetismo são alarmantes.

A intenção da Blogagem Coletiva não é promover blog algum, mas tem por finalidade trazer novas idéias para combater o analfabetismo.

Não gostaria que ficássemos só nas críticas, reclamando que o Brasil é assim, que não tem jeito, que os políticos não ajudam. Disso, todos nós já sabemos.

Mas eu gostaria que apresentássemos soluções viáveis.

Por exemplo:

A) Como poderíamos ajudar?

B) Como a escola do meu filho, do meu neto, poderia ajudar? Poderia fazer o quê?,

C) Como eu poderia me integrar num plano desses, junto a uma escola, e ajudar voluntariamente? Talvez à noite alfabetizando…

Talvez você possa levar essa idéia para a escola mais próxima a você.

D) A própria escola poderia oferecer um curso de 3 meses noturno para a família. O próprio aluno levaria o convite para os pais e outros familiares. A escola dele estaria empenhada em termos de alfabetização dos adultos.

E) Talvez você pertença a uma igreja. Quem sabe os membros da sua igreja possam ajudar a própria membresia a aprender a ler, escrever e oferecer ao bairro essa possibilidade?

Enfim, a Blogagem Coletiva contra o Analfabetismo tem essas finalidades: ,

Pensarmos em soluções e apresentá-las no bairro em que vivemos.

Quem sabe até, apresentá-la ao Prefeito da sua cidade?

Fica aqui o meu apelo e minha convocação para esta blogagem, que tem o apoio total da Meire . Foi ela quem fez estes selos lindos para a nossa blogagem.

Dia 18 de abril, dia Nacional do Livro. Dia da nossa Blogagem Coletiva contra o Analfabetismo. Pegue o selinho, ajude a divulgar. Participe.

Muito obrigada e um grande abraço.

Georgia Aegerter

Quem já confirmou:

Georgia; Meire, Luma, Grace, Lys, Lou, Richie, Celia, Frodo

Aqui os selos: Versao maior

10 thoughts on “O que você faz para acabar com o analfabetismo no Brasil?

  1. Oi Lou, muito obrigada pelo apoio, pelo incentivo, pelas palavras e idéias. Pelo texto revisado.

    Sei que você trará muitas idéias a discutirmos sobre este tema, pois sei que dessa vez te peguei em algo que você vai gostar de falar.

    Valeu.

  2. Georgia

    O apoio em uma causa como essa tem que ser compulsório. Não dá para ficar pensando. De fato esse assunto me interessa muito e vamos abordá-lo com muito carinho, sim. Agradeço e renovo minha disposição em oferecer o espaço da Gruta para causas dessa importância.

  3. Lou

    O mais assustador nem é inépcia das gestões de educação.

    Uma pesquisa realizada no ano passado (não sei se foi o Ibope ou Datafolha) mostrou que educação é a 6a ou 7a prioridade da população…

    Ou seja, se quem precisa de uma educação de qualidade não está preocupado com ela vai ser difícil mudar alguma coisa.

  4. Fábio
    Você tem razão. É necessário educar o povo para desejar a educação mais que o BBB. Esse trabalho, como você sabe, chama-se prontidão. Assim como a evangelização. Talvez essa tem sido a razão do Wesley e o seu metodismo.

  5. Não conheço a Georgia mas, com uma ideia destas… só pode ser uma grande mulher!
    Os meus parabens para ela!

    Parabens tambem ao Lou,
    porque por aquilo que vejo, se está já a envolver de alma e coração.

    Força! Vamos em frente!
    A causa merece.

  6. Interessante a matéria, mas com estou fazendo uma monografia precisaria de mais materias e conteúdos. “Se possível envie mais”. Obrigada!

  7. Parabéns pela iniciativa Georgia! Estava eu buscando uma materia sobre analfabestimo no Brasil, quando tive a feliz surpresa de achar o seu blog que conseguiu expor de maneira concisa e completa a problematica e a solução de um problema que eu considero ser a raiz de todos os problemas do país. Vou me engajar a esta iniciativa. Parabens!

  8. OLha,é o seguinte.A UNISO(Universidade de Sorocaba) iniciou um projeto para acabar com o analfabetismo em Sorocaba.O nome na época era:”Sorocaba Cem Analfabetos”.Esse Cem,é uma figura de linguagem, porisso é escrito com C,e não com S.A Universidade nos fornecia o programa de ensino e uma vez por mês éramos visitados por uma coordenadora.A coisa cresceu tanto,que além de alfabetizar,os alunos alfabetizados,acabavam passando para supletivos criados no próprio local.Paróquias,igrejas,escolas até casebres serviram de locais de aula.O primeiro núcleo criado foi na paróquia São Benedito,ali na Av.São Paulo,o segundo núcleo foi criado nas dependências da igreja Presbiteriana Filadélfia de Sorocaba,no qual trabalhei como coordenadora.Pusemos uma faixa na frente da igreja,convocamos irmãos que eram professores ou que tinham o dom de ensinar e a coisa cresceu de uma forma muito bonita.Tínhamos classes de pessoas que não sabiam nem pegar num lápis,classes mais adiantadas,enfim,quando terminavam uma etapa,prestavam uma prova numa escola do Estado.
    Então vinha a segunda etapa,o supletivo do 1º grau,novamente a prova e quem passasse começaria o supletivo 2º grau.Interagíamos com os alunos.Sempre havia a merenda e um dia no mês um bolão pros aniversariantes,mas sem pretensões de trocar o ensino escolar pelo ensino do evangelho.Ah! Para os alunos mais carentes dávamos passe de ônibus.
    Um trabalho difícil e extenuante,pois para a coisa acontecer nos conformes, tínhamos que nos desdobrar.Mas valia a pena,e como valia!!
    Hoje,não sei como as coisas andam por lá,pois por motivos de FORÇA MAIOR,tive de abandonar o trabalho.Tomara que tudo tenha continuado,pois foi um projeto de vida escolar…

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