A Gruta do Lou

O publicano e o fariseu

Enquanto vocês descansavam, durante o fim de semana, o santo trabalhava, carregando nos ombros os velhos posts empoeirados e escrevendo novos. No mínimo, leiam o que apareceu pela Gruta, desde sexta até hoje, sob pena de serem responsabilizados pelo mau humor do autor. Um comentariozinho também rola. Certo? 

Trazer todos os textos dos porões da Gruta para cá, na unha, (evangelho segundo Brabo) tem sido um trabalho exaustivo. Por outro lado, tenho lido cada um, especialmente os comentários inspirados e experimentado emoções variadas, do sorriso fácil às lagrimas.

Yancey, a certa altura, cita a passagem do fariseu e o publicano orando cada um segundo seu estado. No final, Jesus afirma que o publicano desceu justificado. Por que? Para arrematar, o autor citado usa uma frase de um escritor cético que exalta a disposição perdoadora de Deus. Confira na página  168 do livro “O Jesus que eu nunca conheci”.

Talvez não seja fácil para um norte americano classe média entender Jesus, nesses momentos. Não é o nosso caso. Como estamos muito mais para publicanos e prostitutas (e falo por mim) do que para fariseus, afinal gostamos de carnaval e sexo mais do que de trabalho, levamos certa vantagem. Na verdade, Jesus cita tantas vezes e de tantos modos diferentes a mesma verdade fundamental que acaba ficando enfadonho (ainda que só um pouquinho).

Quando o Sábio Galileu citou esses dois personagens (publicano e fariseu), possivelmente estivessem, em sua mente, os dois irmãos: Caim e Abel. Igualmente, não fica muito claro por que Deus rejeitou a oferta de Caim e aceitou a de Abel, lá em Gênesis. Algum malvado provocador diria que Deus Soberano estivesse com bronca de Abel. Não, não creio nisso. Para mim, uma outra passagem dos evangelhos, capaz de elucidar melhor a questão, é a do jovem rico. Ele fazia tudo certo, mas sua condição abastada o impedia de caminhar com Jesus de Nazaré. O Mestre encerra o papo dizendo: “Dificilmente os ricos entrarão no Reino dos Céus.

Um pouco antes, o Yancey vinha enaltecendo a proposta do evangelista itinerante nascido em Belém, pelo fato dela privilegiar os marginalizados, tais como as prostitutas, os endividados, os publicanos, etc. Ele chega a dizer que estes tinham mais facilidade para reagir prontamente às palavras messiânicas, pois tinham clareza de sua condição pecaminosa e fossem atraídos pelo perdão mais facilmente.

Para mim, tudo isso soa como música nos meus ouvidos. Pecador, canalha, endividado, preterido, sofrido, (melhor parar por aqui, não há espaço para a confissão toda) sinto-me a vontade para sentar aos pés do Rabi e ouvi-lo, enquanto fala. Não tenho nada a dizer de bom a meu favor. Então, recebo o que Ele quiser me dar. Foi assim com Abel, com o publicano, com Maria (irmã de Marta) e comigo, também. Acho que essa é a única hora em que ser um seguidor brasileiro maltrapilho vale a pena.

Não há dúvida que palavras, vestimentas, devocionais, ofertas, práticas, serviços, etc. não façam qualquer diferença para Deus. A diferença somos nós. Nossa inteireza, nosso interior em chamas, ou seja, o conjunto completo da obra, onde o material tem o menor peso ou nenhum.

Continuarei a tarefa de incluir os textos quase sagrados e antigos aqui. Com o mecanismo incluso neste tema que traz um post dos arquivos, todos os dias, essa tarefa tornou-se requerida. Ainda estou buscando solução para o Layout. Sei que os usuários do Explorer estão vendo uma ilustração no topo da página. Não é o caso do pessoal adepto do Mozilla. O pior é que não faço a menor idéia sobre como ela foi parar lá.

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