A Gruta do Lou

O lugar da mulher

 

Essa semana repercutiu no centro eclesiástico de natureza planeta Terra um artigo escrito pelo Pr. John Piper. Cheguei a esse pastor e professor através das leituras e vídeos de gente como Paul Washer e outros.

Percebi certa unanimidade entre eles no que tange a uma imensa coerência em termos do cuidado necessário para com o testemunho cristão, sobretudo no fazer ministerial com humildade e muito zelo. O Pr. Piper já esteve no Brasil, ao menos duas vezes, e fez boas conferências por aqui.

O caso é o seguinte (se preferir leia o artigo, se não domina a língua oficial do planeta – Inglês, o Chrome traduz pra você) o Piper resolveu opinar sobre algo que o estava incomodando. Trata-se de um problema no âmbito das atribuições dos homens e das atribuições das mulheres, que não são as mesmas, segundo textos bíblicos.

Bom, estou incluindo abaixo onde foi que tudo começou:

Entrevista com

John Piper

Fundador e Professor, desiringGod.org

Transcrição de áudio

Em nossas igrejas locais, acreditamos que Deus levanta alguns homens qualificados para liderar. Nem todos os homens em uma igreja são chamados a pastor, apenas alguns homens. 

Mas apenas os machos servem como anciãos, de acordo com o plano que encontramos nas Epístolas Pastorais do Novo Testamento. Então, leva a uma questão hoje sobre o papel das mulheres que ministram pastores nos seminários. Scott, um ouvinte podcast, escreve para perguntar. “Caro Pastor John, sou estudante de seminário em uma escola ortodoxa, mas interdenominacional nos Estados Unidos. 

Compartilho sua compreensão complementarista do design de Deus para papéis e relacionamentos masculinos e femininos na casa e na igreja. Com base nisso, duvidava recentemente se o meu seminário deveria ou não permitir que as mulheres ensinem pastores no treinamento. 

O que você acha? As mulheres devem ser contratadas como professores de seminário? Qual é o seu melhor caso? ”


“Eu vou responder a esta questão do melhor jeito, supondo que a Bíblia ensina que as igrejas devem ser lideradas por uma equipe de homens espirituais, humildes e biblicamente qualificados ( 1 Timóteo 2:12 ). 

Em outras palavras, vou basear meu argumento sobre o seminário no pressuposto do complementarismo, o que, penso, não é meramente uma suposição, mas uma compreensão histórica bem fundamentada da Escritura”.

Bom, você sabe, daí acontece uma disfunção, ou seja a mensagem vai passando de um para o outro e, como sempre, quem conta aumenta um pouco (ou diminui e/ou muda) e no fim os caras estão brigando sobre um transtorno de comunicação ou algo parecido.

Um amigo meu, norte americano, já estava bem bravo com o Pr. Piper por conta disso. Postou no Facebook, outros comentaram e eu também. Então aí vai o que eu comentei, ainda sem saber a origem do problema.

“Ih! Complicado hein? Ele é muito compenetrado, talvez adepto à interpretação literal e diga que isso faz parte da orientação de Paulo, talvez. A Bíblia tem mesmo essas idiossincrasias.

Particularmente, penso que se as mulheres querem emancipar-se virando homens, estão na direção errada. Os homens se apropriaram melhor de seus “lugares” na Igreja e em outros segmentos.

As mulheres, cansadas de serem “donas” de casa, ainda não se apropriaram dos lugares mais dignos reservados a elas, como ajudadoras (termo que denota segundo plano em nossa interpretação) ou como gerente do lar (e não doméstica ou empregada) são de uma dignidade atroz. Alguns homens têm tentado fazer esse papel mas não convencem, por que não é fácil e não têm as aptidões necessárias. Sem falar no papel principal das mulheres que é a maternidade.

Hoje em dia, muitas delas parem seus filhos e os socam em creches, pré-escolas e escolas, enquanto tentam um lugar ao sol trabalhando no mercado de trabalho, inclusive em Igrejas. Depois se assustam quando descobrem que seus filhos estão bebendo, fumando maconha, crack, cheirando cocaína, etc, fora as outras possibilidades oferecidas nas escolas de hoje.

Elas são vocacionadas por Deus para educar filhos, entre outras atribuições. Problema aí, são os homens querendo meter o bedelho na educação dos filhos. Podem participar, mas elas precisam direcionar a educação. Claro que elas podem quase se igualar em tudo (e vice-versa), mas se você tem o melhor por que insistir no pior.

Nisso há competição, também, fora a intenção dos globalistas em tornar o mundo na tal aldeia global onde, segundo eles, todos serão iguais, menos os donos do negócio. Só gostaria de ver quanto tempo essa agenda duraria, sem a contribuição feminina no “trabalho” de trazer mais gente ao mundo. 🤗”

Atualmente, não faço parte de nenhuma igreja, embora ainda tenha muitos amigos e bom relacionamento com uma boa parte de cristãos engajados em igrejas. Muito menos sou um pastor, embora tenha pastoreado algumas congregações.

Acontece que fui enviado como missionário para uma missão muito importante em países onde não havia liberdade religiosa, devido aos regimes políticos radicais dominantes nesses lugares.

Meu pastor, sabiamente, resolveu me promover a pastor com pompa e circunstância, segundo ele, quando estivesse lá no campo de trabalho e as situações surgissem, precisaria estar pronto para atender as demandas (entregar as boas novas -evangelho- aconselhar, ensinar, dirigir cultos de casamento, fúnebres, apresentação de crianças e vai por aí afora).

Depois disso, quando fui destinado a pastorear congregações, o pastor da nave mãe (outro pastor) também resolveu me ordenar ao pastorado, embora o tenha feito de forma extraordinária e fosse um pastor batista de uma grande e importante igreja batista para uma congregação batista, filha dessa igreja.

Enfim, um deles faleceu e o outro mudou-se para o interior sem deixarem esses fatos documentados e eu acabei pelado com as mãos no bolso, no sentido figurado obviamente.

Entretanto, me vejo obrigado a meter o bedelho nesse tipo de acontecimento. Primeiro porque esse tipo de coisa anda acontecendo muito. Os globalistas precisam igualar homens e mulheres, alias precisam igualar tudo, uniformemente.

Provavelmente, estão fazendo altos estudos para que não haja mais essa distinção entre homens e mulheres, ou seja, transformar os seres humanos em hermafroditas ou algo assim. Legal né?

Embora não seja membro de nenhuma igreja, muito menos um pastor em exercício oficial, resolvi meter a colher nesse angu, digo, desorganização. Os pastores e pastoras atuais andam muito ocupados com as questões “fiscais” de suas igrejas, teologias várias, tipo integral ou desintegradoras, da prosperidade, aberta, fechada, etc., e não estão disponíveis para essas questões menos. Sem falar do meu liberalismo conservador, claro.

Então o Pr. Piper, desavisadamente solta uma de suas pérolas:

Apenas para ser claro, a questão não é se as mulheres devem participar do seminário em um de seus programas e obter o melhor fundamento bíblico possível. 

A questão é se as mulheres devem ser modelos, mentores e professores para aqueles que se preparam para um papel que é projetado biblicamente para homens espirituais. É assim que estou fazendo a pergunta.

 

Pegando o bonde do Piper, e até sendo repetitivo só um pouquinho, pergunto se os homens devem participar nos programas da vida e da vida cristã destinados à mulher, por ninguém menos que Deus, através de Jesus Cristo e seu apóstolos?

Obviamente esses papeis, mulheres preparando homens para o ministério e homens ensinando mulheres a conceber bebes, gerenciar casas e famílias, educar filhos, etc., foram usurpados, menosprezados e desorganizados “in loco”, independentemente de serem ou não gays. Não penso que seja esse o problema. Vejo sim, uma baita confusão, nada casual, denominada por aí com o nome de avanço, modernidade, nova modernidade, etc.

Não será demais lembrar que tanto capitalistas quanto comunistas adoram as mulheres trabalhando em setores próprios para homens. Afinal, elas são mais dóceis, caso saiam para brigas com seus chefes (homens, claro) fica mais fácil para resolver, ganham menos e ainda embelezam os lugares de trabalho, além de encantar a chefia, em muitos casos.

Não tenho intenção alguma de copiar o Pr. Piper e mesmo se quisesse, já seria tarde demais para fazer teologia, mestrado e doutorado no Fuller Seminary. Menos ainda, tentar ser tão espiritual e capaz de viver de forma tão frugal e na simplicidade que ele vive.

Entretanto, gente como o Pr. John Piper me parece em falta em nossos dias. Ah, ele é presbiteriano, calvinista, cessacionista, werevis, pouco importa. Também tenho minhas esquisitices, mas tiro todos os meus chapéus para ele, cheio de inveja santa, óbvio.

Agora quanto as mulheres do seminário em questão, não fiquem tristes. Sei o quanto vocês gostam de dirigir homens e vocês têm mesmo essa função, mas em casa, com seus maridos e filhos. Nós precisamos de vocês onde Deus as escolheu para estar. É horrível ver homens tentando fazer esse papel e vice-versa.

 

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