O jogo do blog ou do post

labirinto.jpgEngraçado o andamento dos posts em nosso blog e imagino não ser diferente nos outros, inclusive no seu. Ontem, postei “Reconhecimento” e, em minha ótica, entendi haver produzido minha obra prima, em termos de posts. Gosto de escrever no estilo labirinto (ou teia), um estilo da minha mente perversa, cujo objetivo é atrair o leitor para dentro de texto e depois fazê-lo andar sem achar a saída. Quando estiver bem cansado…, bem você já sabe o “gran finale”, basta lembrar da mosca presa na teia da aranha. Escritores são assim, possessivos, traiçoeiros e perigosos.

Trabalho com o dado de que a grande maioria de vocês tem bom embasamento da teologia cristã, mesmo que não tenham feito seminário, não tenham suas origens na escola dominical ou no catecismo. Então, minha minhoca (a isca), nesse caso, foi um apetitoso trecho do velho e apreciado Sermão da Montanha, Mateus 7: 21 – 23, no caso.

Comecei minha dança aracnídea buscando levar o leitor a se indignar comigo, mas isso era só um pequeno truque, para desferir o golpe mais letal a seguir. Procurei, através do meu próprio exemplo (exagerado é claro) de vida cristã, conduzir o leitor a pensar que toda essa vida dogmática e igrejeira é, justamente, o caminho errado ou aquele não direcionado por Jesus. Até aí, ainda estava tudo bem, pior veio a seguir, quando resolvi fechar a única saída possível com uma estratégia maquiavélica, usando o nome mais importante da teologia brasileira (é, aqui os principais nomes nas respectivas áreas, dificilmente são oriundos), o Dr. Shedd, como uma alternativa a, ninguém menos, do que o próprio Cristo encarnado.

Assim, quem leu até o fim, e pelo jeito não foram muitos, ficou sem saída, pois se concordasse com Jesus estaria admitindo que todo o seu caminhar cristão seria equivocado e se ficasse com seus dogmas, estaria optando pelo lado contrário ao do nosso Grande Mestre, a saber, Jesus de Nazaré.

Como a história era meio complicada, tratei de suavizar com os dados do Motigo Webstats e meus amigos do peito, para não me mandar catar coquinhos, ativeram-se a comentar esses dados. Só posso agradecer sensibilizado.

Author: Lou

7 thoughts on “O jogo do blog ou do post

  1. Isso me lembra uma vez que você descobriu uma aranha, na cadeira à nossa frente, enquanto rolava o culto. Ela havia capturado uma mosca e estava tratando de enredá-la na teia para depois papa-la. Terminamos aquele culto sentados no chão extasiados com a linda dança da aranha. Claro que as outras pessoas nos acharam muito espirituais, pois ninguém mais havia caido sob poder do espírito. 🙂 Desconfio que você começou a conceber esse seu estilo naquele dia.

  2. hahahahahhah!!!
    Quer dizer que é assim: Você trama e tece a teia?
    Tenho que confessar que nao me acho tao inteligente a ponto de sempre conseguir chegar ao fim do labirinto. Afinal existem tantos caminhos…

    Mas confesso que venho aqui ver se consigo aprender e apreender um pouco da sua inteligência.

    Grande abraco

  3. Meu querido, não me atrevi a comentar por que o meu intelecto é meio paralítico. Como é que eu ia imaginar que o texto se tratava de embuste, de uma pegadinha.
    Já sabendo, agora, depois de ler este texto interessantíssimo e muito bem escrito, explicando o anterior, tenho de te dizer: Sou sua fã!!!

  4. Pingback: Lou Mello
  5. É…tudo certo…leitores são, na sua maioria, masoquistas, vingativos e perigosos.

    É o chamado “ninho de cobras”, no bom sentido é claro

    É nada. Apenas procuro não enganar. Vejo diferença entre usar os meios literários, a chamada arte de escrever, e ludibriar. Preocupa-me verificar falhas de comunicação entre autor e leitor. Ainda bem que o blog possibilita interação e é possível ajeitar esses desentendimentos. No caso, ao me dar conta de ter escrito palavras capazes de induzir os leitores a alguma coisa, como as goiabas apetitosas recebidas, fiquei roxo de vergonha. Sem desmerecer a oferta oportuníssima, claro.

  6. Posso mandar você catar coquinhos? Lou, Vá catar coquinhos! Não tenha tanta certeza de que tenhamos um bom embasamento da teologia cristã. (falo por mim) Estamos aprendendo…
    Seu texto anterior foi muito bom:” Reconhecimento”. Quanto ao Dr. Shedd, conheço bastante sua filha, a Ellen. Quando esteve em Soroca, ficou na casa de meus pais. Você nem imagina o que ela nos contou a respeito do “Cristo encarnado”. Abraços.

    Conheci a Ellen na casa do Zenon, ela estava fazendo terapia. 🙂 Certamente, conhecer ou fazer teologia não é nossa praia. Por isso adotamos as bobagens norte-americanas. Se não me engano.

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