A Gruta do Lou

O fim do mundo (apocalipse) está próximo?

 O fim do mundo


 

“O Sol escurecerá

E a lua não dará a sua luz;

As estrelas cairão do céu

E os poderes celestes

Serão abalados.”

 

Marcos 13: 24 -25

Ligou-me um amigo judeu e, entre outras coisas, falamos sobre escatologia. Ele informou-me que a descendência de Abraão ainda não chegou nem à metade, portanto, ainda há muito arroz com feijão a ser comido nesse planeta, antes que venha o fim.

Nos meus tempos de igreja, os estudos escatológicos eram comuns. Atualmente, quase não se fala nisso e não é de admirar, escatologia é coisa para estudiosos e trabalhadores. Nas igrejas atuais há os cultuadores da teologia da prosperidade de um lado, e do outro, os contrários, mais adeptos da nova moralidade. Essas opções dão menos trabalho e mais dinheiro, sem falar na manutenção do estereótipo adequado.

Nos meus tempos na Faculdade Teológica, vulgarmente conhecida como seminário, frequentei exegese de Apocalipse, ministrada brilhantemente por ninguém menos que o Dr. Russell P. Shedd. Foram meus companheiros de classe dois chatonildos oriundos da Assembleia de Deus, sei lá de qual ministério.

Certamente eles não eram chatos por serem da AD, talvez fosse algo mais de natureza biológica, acho. Um deles chamava-se João Branco e o outro não lembro do nome (*Lembrança tardia, era Natanael o nome da peça rara), só da cara.

Esses caras não sabiam chongas, mas eram completamente arrogantes, infernizaram o mestre, que sabia tudo e era humilde. Teve a paciência de explicar tim tim por tim tim do que o texto dizia e eles a descortesia de não escutá-lo.

Mas aquele debate contínuo teve lá seu lado proveitoso, pois quem ficou de boca fechada e ouvidos atentos foi brindado com puro mel, enquanto os dois paspalhos devem estar boiando no livro até hoje.

Nos últimos dias, assisti vários vídeos dos tais adeptos da teoria da conspiração, já que esse tema me cativa. Eles estão acusando seus principais alvos inimigos (a saber: Illuminatis, Maçons, Ópus Dei, Grupo Bildeberg, Reptilianos, etc.) de praticar várias ações controladoras, cuja finalidade é deixa-los mais ricos e poderosos, enquanto o resto não importa.

Essas pessoas ou seres não estariam sujeitas às mesmas perdas dos demais por serem oriundos de outras dimensões ou coisa do gênero. A última é propagar a história do fim do mundo em dezembro de 2012 e disseminar medo geral.

Desde sempre, aparecem profetas com datas marcadas para o The End of the World. Talvez por isso Jesus Cristo tenha se importado em avisar claramente que os tais viriam, antes do fim do mundo, e que não deveriam ser levados a sério.

De qualquer forma, com ou sem teorias da conspiração, sejam elas verossímeis ou não, o fato é que as populações da terra, desde os tempos em que Adão e Eva ainda eram castos, vivem e viveram sob o domínio do mal e do medo.

Segundo as previsões bíblicas, sejam as do Antigo ou as do Novo Testamento, um período difícil e insustentável virá, com guerras, terremotos, enchentes e alterações no sistema solar. Há um texto que chega a dizer: “Se o Senhor não tivesse abreviado tais dias, ninguém sobreviveria. Mas por causa dos eleitos escolhidos, ele os abreviou” Mc. 13:20

Não há, sem duvida, como não temer esses tempos. Por outro lado, é compreensível a preocupação de vários grupos diante da flagrante deterioração das nossas instituições e sociedades.

Creio ser muito interessante e assustador o fato de Jesus e os escritos Bíblicos não mencionarem em qualquer passagem apocalíptica qualquer participação relevante nesses eventos futuros da igreja, dos governos (sejam de direita ou de esquerda) dos meios de comunicação, da escola e da família. Isso nos leva a imaginar que, de fato, estarão aniquilados naqueles dias.

Mas vale lembrar, neste breve ensaio, que na agenda bíblica dos fatos para o final dos tempos está contida uma nova ordem mundial com um líder detentor de um carisma jamais conhecido, tendo como seu primeiro ministro um líder espiritual de magnitude incomensurável. Essa figura será ferido mortalmente e voltará a viver, para a perplexidade geral e, e esses caras serão do balacubaco, tornando todos os infernos conhecidos como casa de bonecas, perto do inferno que criarão aqui na terra.

Como diria o Dr. Shedd, isso durará cerca de três anos e meio e só então Jesus aparecerá: “Então se verá o Filho do Homem vindo nas nuvens com grande poder e glória. E ele enviará os seus anjos e reunirá os seus eleitos dos quatro ventos, dos confins da Terra até os confins do céu”. Mc 13: 26 – 27 Os que ficarem amargarão mais três anos e meio de infernização, embora pese o fato de que Jesus pisará essa serpente e seu ajudante maligno, destruindo-os.

Se após a retirada do povo ou após os sete anos completos, existem sérias divergências. Mas Ele o fará.

Note bem que, dessa vez, Jesus não desembarcará na Terra. A tarefa de reunir seus seguidores ficará a cargo dos anjos. Karl Barth, o grande teólogo alemão, considerado um neoliberal no sentido da sua crença bíblica, brincava afirmando haver grande possibilidade desse tempo já ter ocorrido. Não esqueçam que ele sobreviveu os tempos e epicentro da Segunda Guerra Mundial.

Dizia mais, nesse caso, estaríamos vivendo outro tempo, com a Terra totalmente dominada pelos senhores do mal, afinal, haveria um inferno pior do que um lugar onde todo mundo acreditasse e esperasse pela volta salvadora de um Jesus que já voltou e já levou todos os salvos consigo?

Então Jesus inaugurará um período de mil anos governado por Ele em pessoa, ocasião em que os seres humanos voltarão a pecar, mesmo sob o governo pessoal de Deus.

Voltando a agenda bíblica do fim do mundo, se esse grand finale começasse hoje, somando-se os sete anos de tributação e grande tributação, mais o milênio que a isso seguirá, estaríamos a mil e sete anos do fim total.

Somos nós todos, dessa geração, candidatos em potencial das tribulações, coisa que todos nossos ancestrais também foram. Sobre o tempo certo desses acontecimentos, a Bíblia nos revela dois itens:

1: Ninguém detém essa informação de forma explícita.

2: Os cristãos saberão identificar quando tudo começar. “Aprendam a lição da figueira: quando seus ramos se renovam e suas folhas começam a brotar, vocês sabem que o verão está próximo. Assim também, quando virem estas coisas acontecendo, saibam que ele está próximo, às portas”. Mc. 13: 28 – 29

Os verdadeiros servos de Jesus estarão prevenindo e preparando o povo de Deus para todos esses eventos e não serão vistos em outros cuidados que se tornarão irrelevantes, nesse caso. Compete-nos não deixar a oração e os estudos bíblicos. Em qualquer situação, a solidariedade generosa será nossa única opção.

Ops: * Acrescentado no dia seguinte à publicação.

O Lou Mello costuma  falar ou conversar sobre esse tema em vários lugares e igrejas. Use a aba “Entre em Contato”, se desejar convidá-lo.

 

 

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