O Congregante

 

Palavra do Frequentador da Padaria, Salomão, dono de uma relojoaria.
Vaidade de vaidades, diz o Frequentador; vaidade de vaidades, tudo é vaidade.
Que proveito tem o homem de todo o seu trabalho, com que se afadiga debaixo do sol?
Geração vai e geração vem; mas a terra permanece para sempre.
Levanta-se o sol, e põe-se o sol, e volta ao seu lugar, onde nasce de novo.
O vento vai para o sul e faz o seu giro para o norte; volve-se, e revolve-se, na sua carreira, e retorna aos seus circuitos.
Todos os rios correm para o mar, e o mar não se enche; ao lugar para onde correm os rios, para lá tornam eles a correr.
Todas as coisas são canseiras tais, que ninguém as pode exprimir; os olhos não se fartam de ver, nem se enchem os ouvidos de ouvir.
O que foi é o que há de ser; e o que se fez, isso se tornará a fazer; nada há, pois, novo debaixo do sol.
Há alguma coisa de que se possa dizer: Vê, isto é novo? Não! Já foi nos séculos que foram antes de nós.e se possa dizer: Vê, isto é novo? Não! Já foi nos séculos que foram antes de nós.

Quase tudo o que nos cerca, em nossos dias, são vaidades de vaidades. Não importam os motivos, o que vale é estar na mídia. Como diria o falecido presidente: Falem mal, mas falem de mim.

Apliquei o coração a conhecer a sabedoria e a saber o que é loucura e o que é estultícia; e vim a saber que também isto é correr atrás do vento.
Porque na muita sabedoria há muito enfado; e quem aumenta ciência aumenta tristeza.

Concluiu Salomão, o frequentador da padaria.

 

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