A Gruta do Lou

O caminho da morte: finanças pessoais

O Caminho
O Caminho


Lendo e relendo os evangelhos, salta aos olhos um detalhe com cara de importante. Como nós, as tais multidões de seguidores do Mestre e seus ensinamentos nada ortodoxos, bem como os mais chegados, conhecidos como discípulos, tinham preocupações triviais, como moradia, alimentação, vestuário, pagamento das contas e todas essas insignificâncias, como dizia Ronald Golias com seu personagem Bronco Dinossauro.

Embora preocupado com a ansiedade do povo em relação a essas picuinhas (no entender dele) Jesus, em nenhum momento pareceu dar maior importância a isso tudo. Mesmo tendo se referido ao problema diversas vezes, de várias formas, inclusive com milagres estrondosos, o foco principal dele sempre era outro. Ora ele estava falando sobre o que era mais importante no Reino dos céus, ora sobre o fermento (ensino perigoso dos fariseus e saduceus), a relevância da palavra em relação ao trabalho ou a menor importância relacionada ao pagamento de impostos, chegando a escandalosa afirmação ao dizer à sua turma para pagar os impostos apenas como forma de não escandalizar os outros.

Tenho a impressão, embora tenha passado pelo planeta a mais de dois mil anos, Jesus já identificava o quanto o povo era escravo das preocupações materiais. Naquele tempo, o poder dominante já chantageava as pessoas em cima disso. Tanto o governo quanto a igreja levavam os cidadãos a dar importância, muito além da devida, ao que comer, vestir, etc. Com isso logravam a preocupação e nesse estado psicológico submetiam as pessoas a servir-lhes por ninharias.

Jesus parece ter sido um dos poucos personagens a andar sobre o solo da Terra sem dar maior atenção a esses aspectos, ao contrário, mesmo ocupando o maior destaque na vida de todos nós hoje, no passado e, provavelmente, no futuro. Já escrevi e falei muitas vezes sobre ter passado mais de vinte anos de minha vida na escola. De fato aprendi muitas coisas interessantes, como ciências, onde tive aulas até de Astronomia e Climatologia, inclusive, mas sobre finanças nos ensinaram muito pouco.

Se os jovens de hoje tivessem essas aulas não estariam tão encantados e enganados com essas bobagens ambientais, as quais andam por ai esquentando-lhes a moringa. Sei, desde muito jovem, que o clima da Terra é determinado pelo Sol. Todo o sistema solar está em movimento e, a cada fase dessa movimentação, podem haver alterações capazes de alterar o funcionamento do sistema solar, como aquecer e esfriar os planetas.

Infelizmente, os jovens de hoje pagam o maior mico por não serem instruídos como deveriam, pois são filhos da escola criada pela revolução industrial, onde o interesse é a formação de mão de obra (os preocupados de Jesus) necessária para suprir suas linhas de produção. A falta de aulas de ciências ainda não é o maior problema na escola de nossos dias. Há outro probleminha muito maior, na visão de Jesus e na minha, também.

Nossas vidas são ocupadas, em termos de tempo e preocupação, com finanças. Choro toda vez que os repórteres dos jornais televisivos entrevistam os jovens, mormente em épocas de vestibular, e um a um ouço-lhes dizendo precisarem estudar para terem melhores oportunidades na vida.

Em minha opinião. Jesus, mesmo sem ter frequentado escolas, lhes faria só uma pergunta: “De que adianta fazer todos esses cursos escolares, se o mais importante a aprender, nenhuma escola lhes ensinará?” Elas servem a Mamon.

Estamos equivocados quanto ao valor dado a essas coisas. Somos todos consumidores compulsivos. Capazes de vender a mãe por um desses aparelhos inventados pela turma do Jobs e do Gates, ou trocar nossa primogenitura por um prato de lentilhas. Isso jamais aconteceria comigo, pois odeio lentilhas. Mas não se iludam, nem chegaria a tanto por uma primogeniturazinha mixuruca qualquer, um prato de abacate com açúcar e limão bastaria.

Cara, pastores, padres, políticos, psicólogos, professores, proprietários, patrões, policiais, todos os Ps inventados por Satanás, e eu tenho sido um deles grande parte da minha existência, deitam e rolam sobre nossas cabeças. Nem um de nós faz nada sem o consentimento deles. Somos ovelhas a caminho do matadouro. A menos que tenhamos fé nas palavras de Jesus, palavras rebeldes e subversivas, óbvio, jamais seremos livres. Isso implica, como ele disse e fez, em morrer, geralmente.

Os senhores desse mundo, a turma dos Ps mais os advogados, médicos e tantos outros, não gostam muito de rebeldes, gente como eu incapaz de aceitar suas imposições, pelo menos, em certas ocasiões. Lembrem como o diabo também ofereceu tudo a Jesus em troca de prostrar e adorá-lo. Temos feito isso com nossas vidas e nem é por tudo, apenas por um punhado de coisas que só desfrutaremos por pouco tempo. A tentação não ocorre uma única vez na vida. Somos tentados incessantemente a adorar o demo em troca de bugigangas.

Pior de tudo é ninguém lhe dar ouvidos quando você fala do Senhor Jesus e as subversivas ideias dele, especialmente às pessoas das igrejas. Basta um pinguinho fora do penico e o cara já estará rotulado de pária (não confundir com herege, um deles, também).

“Mas o Pai celeste, que vocês têm, já sabe muito bem que vocês precisam dessas coisas e Ele as dará a vocês, se O colocarem no primeiro lugar em suas vidas. Portanto não fiquem preocupados com o dia de amanhã. Deus cuidará do dia de amanhã para vocês também. Já é suficiente a preocupação de cada dia”. Mateus 6: 32 a 34 A Bíblia Viva.

Um calice pouco sagrado

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