A Gruta do Lou

Notting Hill

Quarta-feira, Agosto 30, 2006



Quando estou me sentindo esquisito, procuro me socorrer em algum filme dentre os meus preferidos. Ler, quando estou assim, vira uma tarefa pesada e desconfortável.

Um dos filmes que costumo ver é o Notting Hill. É uma escolha meio paradoxal, mas ele tem o poder de melhorar meu estado emocional. Já vi muitos filmes com Julia Roberts. Para mim, ela consegue uma nota acima da média em Erin Brockovich. Nesse, ela é a mesma dos outros e até um pouco mais ela mesma, pois o enredo lhe dá essa chance. Quem me conhece, já sabe que a personalidade do Hugh Grant tem semelhanças comigo. Claro que sou muito mais bonito e charmoso que ele. Mas faço humor comigo mesmo e com minhas incoerências há muito mais tempo que ele. É um ator que não muda. É sempre ele mesmo em todos os papeis. Tímido, humor britânico impulsionado por alta dose de ironias e a sátira de si mesmo.

O filme, sem muitas pretensões, prende a atenção e nos faz dar boas risadas. Os outros atores também são muito engraçados. Adoro a cena final ao som de She, especialmente, quando o cara que não namora há muito tempo lasca uma beijoca na bela repórter a seu lado. Os filmes podem ser bálsamos surpreendentes. Sou grato por viver no tempo em que eles existem.
# posted by Lou @ 1:00 PM

6 thoughts on “Notting Hill

  1. É uma das minhas terapias também: ver filmes que me façam sorrir, chorar, gargalhar!
    Este em particular é um dos meus favoritos, assim como a banda sonora. Vejo-o vezes sem conta e rio em cada cena engraçada.
    Boa sessão de terapia então! 😀
    # posted by Vilma : 8/31/2006 6:28 AM

  2. Eu costumo fazer o caminho oposto. Pego filmes “pesados” para lembrar-me de que a realidade não é nada doce e nem sempre há finais felizes.
    Já assitiu “O lenhador”, com Kevin Bacon no papel de um ex-detento condenado por pedofilia?
    # posted by Hernan : 8/30/2006 5:11 PM

  3. Oi, Lou! Tenho acompanhado seu blog aqui, em silêncio, por algum tempo. Mas quando me deparo hoje com sua postagem, resolví sair da “gruta” e fazer um tímido comentário. Também sou aficcionado por filmes curandeiros, como esse de Nothing Hill. Chego a chorar na cena da entrevista coletiva, no final.
    É, coisa de gente sensível demais, não nego.
    No final é gostoso, porque o coração fica leve e a gente sai com vontade de cantar…

    Se você tiver a oportunidade, assista “The bucket list”, ou “Antes de partir”, na versão tupiniquim. É o filme mais crente que já assistí, mesmo sendo secular. E pode ficar tranquilo, é bem melhor do que qualquer coisa que Billy Graham sequer ensaiou em filmar.

    😉

    Um abraço, e parabéns pelo blog, sempre inteligente e de bom gosto!

  4. Thiago

    Vindo de você foi melhor ainda. Não vi o The Bucket list mas tratarei de ver logo e depois te conto a minha impressão. Nos anos anteriores, escrevi sobre vários filmes e uma das coisas que gosto de fazer via blog, claro que relacionando com a proposta da Gruta para não perder o sentido. Agradeço você ter saído um pouco da Gruta e manifestado tão bem sua opinião. Faça isso mais vezes, por todos nós. Abraço

  5. Nossa assisti o filme há algum tempo atrás… mas nem me recordo direito. Meu namorado me mandou o vídeo da cena final da entrevista coeltiva e disse q a música e o filme eram pra mim … era em italiano , entendi um pouco, mas não consegui conter as lágrimas. É mto romântico e verdadeiro… incrivelmente mexeu comigo, quero assistir de novo com meu Morzão lado…
    Adorei o comentário, e tbm me socorro nos filmes , sempre dá certo!
    Até mais

    Obrigado pela visita e comentário. Volte sempre.

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