A Gruta do Lou

Nosso primeiro livro

Ontem, durante o almoço com o Nelson Bomilcar (pastor, músico de primeira com uma vasta produção de músicas relevantes, conselheiro, palestrante, expositor bíblico e autor de “Os Sem Igreja”), me peguei declarando, mais uma vez, meu propósito de seguir adiante com o Projeto Coração Valente.

Conversa vai, conversa vem, contei a ele alguns dos insights espirituais subtraídos da história do Thomas e o Nelson recebeu a bola, matou no peito de bateu forte no ângulo perguntando: “Você já escreveu todas essas coisas?”

Hoje, acordei antes da hora. Em momentos de grande preocupação com o que comer e o que vestir, acho interessante acrescentar “e onde morar”, detalhe ao qual o Mestre de Nazaré parece não ter dado muita importância quando fez o sermão na montanha, meus momentos de descanso diminuem contra a minha vontade.

Na falta de outra coisa a fazer, deixei-me levar pelos pensamentos e lembrei da pergunta do Nelson. Então me pus a pensar nesse assunto.

Estou imaginando que o Projeto Coração Valente deve ter um novo começo, ou seja, a partir do livro com a história do Thomas. Ela é riquíssima e um livro contendo-a deverá ser grande contribuição à essa comunidade em especial (cardiopatas congênitos, outros doentes e suas doenças escandalosas, seus parentes, amigos, interessados, pessoal de saúde, governo, etc.) e a todas as pessoas que vierem a conhece-la, certamente.

Comecei um pequeno ensaio em 2012, alguns meses antes da cirurgia desnecessária (nos moldes em que e onde foi realizada) e fatídica, a partir do livro escrito pelo “reacionário direitista” Diogo Mainardi sobre seu filho mais novo e a saga deles.

Achei a proposta interessante, afinal o cara é jornalista e escritor de razoável sucesso e poderia me ensinar muitas coisas, desde que não estejamos falando sobre política, embora ele não faça a menor ideia das minhas intenções malignas.

Sem dúvida temos (o Diogo e eu) muito mais coisas em comum, do que nossa mera diferença sobre temas do aion desse cosmos (aion to kosmos). Por enquanto ele está mais para o método de copiar um livro (artificio muito usado por quem não se sente capaz de gerar o próprio, desde que não se esqueça de dar os créditos devidos) e mudar fatos e nomes.

Mas trabalhando um pouco mais, de forma organizada e sem medo de ser feliz, creio ser capaz de extrair algum sumo dali e desenvolver aquilo para algo bem mais completo, quiçá bem melhor. Importante será ter em mente a necessidade dele vir a contribuir decisivamente para com a imensa comunidade de cardiopatas, em particular os congênitos, toda a comunidade dos doentes desse mundo e o público em geral. O fato é: quem não está doente, cuida dos doentes até estar doente também.

Enfim, pretendo dar meu melhor e fazer o projeto andar. Evidentemente, precisarei de apoio em vários sentidos. A medida que forem aparecendo as necessidades divulgaremos e cada um avaliará se e como poderá participar. Em suma, parto para essa etapa contando com você.

Um beijo nas carecas e perucas



Share this:
Share this page via Email Share this page via Stumble Upon Share this page via Digg this Share this page via Facebook Share this page via Twitter

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.