A Gruta do Lou

No fundo, quem sou realmente?

Meu Deus!

Arrancar Máscaras! Abandonar Papéis! Por que Tenho medo de dizer quem sou? Dois livros de John Powell, o primeiro da Edições Loyola e segundo da Editora Crescer. Eles são parte das minhas fontes. Sei que um escritor que se preze não deve ficar divulgando suas fontes por aí. Como esse não é o meu caso, estou livre para compartilhá-las.Esse senhor (aviso logo que o cara é padre) me foi apresentado pelo Zenon Lotufo Jr., como tantos outros. Ele é adepto da Análise Transacional, acho que inspirado em mim. A AT (como costumamos chamá-la) não é nenhum monstro psicológico e não quer dizer Análise Sexual. Seu objeto de estudos diz respeito à Comunicação inter-pessoal. Portanto, os cristãos e muçulmanos xiitas estão liberados para considerá-la.

Desde meu mais tenro envolvimento com a AT, resolvi praticar seus pressupostos e orientações. Nisso, o John Powell tem me ajudado muito. Além de usá-la em meu dia-a-dia, principalmente nas duas formas de comunicação que mais pratico, ou seja, com os incautos que se aproximam de mim e comigo mesmo, tenho usado-a em meus escritos, insistentemente.

Há um psiquiatra que freqüenta as reuniões do Café Filosófico (Programa da Rede Cultura de Televisão aos domingos à noite) chamado Ivan Capelatto, de quem gosto bastante (como profissional, seu idiota!), que prega a chamada cura das Angústias. Enxergo uma tremenda conexão entre as duas coisas. Descobrir quem sou, de verdade, verbalizando as minhas angústias.

Nessa altura, creio que os mais rápidos no gatilho, já mataram onde quero chegar. Quando lhes escrevo as minhas angústias estou tratando de me curar. Não sei se você percebeu, sou meio problemático. Apesar de bom marido, bom pai, bom amigo, bondoso, caridoso, etc, etc… sou um tanto quanto desprovido de senso prático em termos de aquisição de rendas. Em português claro, um perdedor na área financeira.

Quando empregado, tenho o péssimo hábito de dizer ao patrão o que penso e, pior, praticar a honestidade com eles. Não sei por que, isso os irrita a ponto de me despedirem, rapidinho. Como patrão, não fui muito melhor. Minha mãe vivia me dizendo que eu era muito mole com os empregados, pois insistia em tratá-los como gente. Parece que isso foi a minha ruína. Trabalhando sozinho, como consultor, tenho a tendência a desvalorizar meu trabalho. Acabo não cobrando o valor adequado por meu trabalho ou, às vezes, nem cobro. O Zenon via nisso uma auto-imagem ruim, acompanhada da irmã gêmea dela, a auto-estima ruim. Sei lá, não sei posso confiar em tudo o que ele diz. Afinal, ele tem aquela mania de que é um terapeuta – pastor… só porque já ajudou milhares de pessoas…

Sei que algumas das pessoas que me amam não gostam dessa minha postura (altamente orgulhosa), mas não sei se consigo evitá-la. Isso me faz um bem danado. Pouco importa se afasto pessoas com essa atitude. Prefiro estar só a mal acompanhado (essa eu criei agora). Fiquem tranqüilos.

Com isso, exorcizei um monte de demônios de uma única vez. Experimente. Diga para seu cônjuge, de vez em quando, o que você está sentindo: Eu tenho medo de…, tenho vergonha daquilo, estou com ciúmes daquele maldito (a) dentista, tô com raiva da vida, etc…

E o que isso tem a ver com Deus ou Jesus Cristo? Acho que só eu percebi um detalhe tolo: Quando as pessoas se aproximavam do Nazareno iam logo confessando seus pecados (vide Zaqueu, a mulher junto ao poço, etc…). Como vejo Jesus em cada pessoa, vou logo me confessando e isso vai me curando. Não pretendo ter que viver muitas outras vidas mais. Desejo resolver a parada já.

lousign

2 thoughts on “No fundo, quem sou realmente?

  1. Olha, parece que Tiago já tinha aprendido essa, Lou.
    Afinal, não foi ele que disse para confessarmos os nosso pecados uns aos outros, e orarmos, para sermos curados? 🙂
    Tá aí o segredo da cura! 😉
    Bençãos para todos vocês!

  2. Oi Lou !!…Vc é um dos caras mais “curados” que conheço, simplesmente pq vc fala a verdade e a confessa , e viver em Cristo é simplesmente viver a verdade, e a partir dela, todas as coisas.
    Vc me remeteu a mim mesma hoje quando falou sobre Análise Transacional, meu pai ( Peter Stroka Koska)um alemão bravo e enorme, foi professor de AT na UNIMEP e na Getulio Vargas e palestrava muito pelo Brasil sobre isso ( isso nos anos 60-70) e eu cresci dentro deste contexto, e só hoje vejo o resultado dessa influencia em minha vida.
    Pensei que ninguem mais soubesse o que é isso pois nunca mais tinha ouvido falar.
    Bjkas pra vc , pra Dede, e pro querido Thomas que já faz parte de minha vida.

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