A Gruta do Lou

Mulheres nossas de cada dia

Não estou com vontade de escrever nada hoje.

Mesmo sendo dia internacional da mulher, quando eu deveria homenageá-las por serem a metade melhor da existência humana, não vai dar.

Uma série de fatores me colocou no olho do furacão, de novo. Não entrarei em detalhes. Estou proibido de fazê-lo.

A chegada do Bush a São Paulo me incomoda, um pouco. Não gosto desse cara. Se Deus existisse, ele não permitiria a existência de nós dois. Não acredito que o maioral do céu faria a maldade de me deixar viver só para conhecer uma figura tão nociva quanto essa. Pior ainda, viver como um paria à margem dessas aberrações.

Não, hoje não vou escrever nada. Acho que essa será minha melhor homenagem às mulheres. Minha relação com elas foi muito intensa e conturbada. Meu pior inimigo é uma mulher e a pessoa que eu mais amo e prezo é uma mulher. Ambigüidade insuportável. Elas me traem e me amam, me alegram e me fazem sofrer. Bah!

Jesus, que não era cristão, deu um basta logo de saída na tentativa de intromissão e manipulação de sua mãe. Eu não fiz isso, por ser cristão. Ah! A minha mãezinha. E tome. Mulher que tenho eu contigo?

Sempre trabalhei com mulheres. As escolas tinham mais pessoas do sexo feminino. Nas creches, eram quarenta e dois funcionários e só quatro eram homens. Na PUC, em uma classe de quarenta alunos, éramos três homens. No mestrado, ano retrasado, em nove alunos eu era o único homem. Claro que eu achava isso bom. Sentia-me como uma espécie de sultão, se bem que nunca tirei proveito pessoal dessas desigualdades. Sempre respeitei as mulheres muito além da conta. Até mesmo as que me traíram e ofenderam, eu respeitei até o fim. Sou adepto explícito da fidelidade conjugal.

Não. Não quero falar nada hoje. Estou muito enrolado e chocado. Para falar das mulheres é preciso estar feliz e de bem com a vida. Grana no banco, comida na geladeira e contas pagas. Elas são as estrelas. Deus fez o mundo para elas. Nossa missão é manter as coisas assim, em benefício delas. Dan Brown acerta quando elege a maternidade como o cálice a ser preservado. Sem elas não estaríamos aqui, ainda que tenhamos sido paridos por uma vagabunda qualquer.

Não falarei delas hoje. Tomara que os blogs, os jornais e todos, enfim, façam lindas menções a elas. Elas merecem. Peço desculpas por não estar em condições de fazer-lhes uma justa cortesia, em seu dia.

Fiquem em paz.

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