A Gruta do Lou

Memórias

Visitei algumas Casas de Recuperação do Grupo Viva, ontem, um dos mais procurados atualmente, quando o assunto é recuperação de dependentes químicos. Em São Paulo, uma das atividades que deverei exercer será o encaminhamento dessas pessoas ao tratamento e orientação das famílias deles.
Em uma delas, encontrei o Walter, um cara muito legal que conheci nos tempos do Esquadrão Vida. Ele continua firme nessa área e vai me ajudar muito no futuro próximo. Enquanto proseávamos, ele perguntou de minha mãe e, ao responder, não consegui lembrar o bairro onde ela mora, atualmente.

Já sei, sou um crápula. Onde já se viu esquecer o bairro onde a própria mãe mora? Mas aconteceu e não faço idéia da causa exata. Aquele medo de ser Alzheimer ou algo parecido passa na mente todas as vezes que esqueço alguma coisa, mesmo quando não tem a menor importância. Mas não se assuste, provavelmente o estresse deve ser a causa. Tenho um monte de * coisas importantes na cabeça (e no coração). Além dos leões rondando em busca de quem possam tragar, estou com vários planos e ansiedades em andamento. A refeição única de hoje, por exemplo.

Na volta para casa aproveitei para exercitar a memória buscando encontrar em meu HD o raio do nome do bairro da minha mãe. Repassei o nome de todos os bairros da zona leste de São Paulo, depois da zona oeste, zona norte e, por fim, os da zona sul onde minha mãe mora. De repente: Voi La! Pensei na avenida que dá acesso à rua da velhinha, Avenida Santa Catarina e, claro, o nome do bairro que é o mesmo da avenida: Vila Santa Catarina. Então comecei a rir sozinho. Pode um cara lembrar de todos os bairros de uma cidade do tamanho de São Paulo estar preocupado por não lembrar de um deles, apenas? Em que pese o fato de sua genitora morar lá?

Nunca fui um grande citador. Em minhas palestras concorridíssimas, fazia algumas citações, geralmente, incluídas no meu esboço. Citações de memória eram raras. Morria de inveja do Tio Cássio, que era um baita milongueiro, mas um dos maiores citadores que conheci, especialmente da bíblia. Agora pago o preço por não exercitar minha memória ao longo da vida. Tem o lado positivo, no meio dos esquecimentos dei a descarga em credores, inimigos e irmãos. Afinal, perdoar é esquecer.

Ops: * O encontro para uma conversa sobre Desenvolvimento (Relações Públicas e Captação de Recursos) Será na sede da ADVB – R. Treze de Maio, 1413 – Bela Vista – São Paulo – SP Dia 09 de dezembro a partir das 13:30 hs Fica perto da estação Brigadeiro do Metrô. Confirme sua presença me enviando um E-mail.


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1 thought on “Memórias

  1. Lu, há um ano atrás, mais ou menos, eu simplesmente esqueci o nome de uma reles doença de pele que tenho há séculos, dá pra acreditar? Era só pesquisar no google, mas eu disse a mim mesma, não farei isso, tenho de lembrar. Mas passavam os dias e eu não lembrava. Escrevi contando isso ao PB, achei que ele seria uma pessoa com sensibilidade pra entender tal doideira, e foi ele quem me lembrou o nome da maldita. Dá pra acreditar? Louco demais.

    Ultimamente eu me pego entrando num cômodo da casa e esquecendo o que fui fazer ali, preocupante viu.

    Mudando de assunto, eu gostaria de ir a esse evento, mais pra conhecer vocês, parece que o Fábio também vai né? Eu queria muito também conhecer o Fábio, só que é o seguinte: é um encontro de gente grande, eu não teria nada vezes nada para acrescentar, desconheço o tema. Eu poderia ir apenas como presença consciente?

    Respondi por E-mail.

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