A maior fraude do mundo

 

Sabe, ao longo de minha vida ou vivência, tenho reparado na morte.

Jesus morreu.

Pedro, Paulo e João morreram.

Davi e Salomão morreram.

Moisés morreu.

Abraão morreu.

Albert Einstein morreu.

Galileu e Kepler morreram.

Shakespeare, Dostoievski e Kafka morreram.

S. Lewis, Karl Barth, Dietrich Bonhoeffer e Soren Kierkegaard morreram.

Freud e Jung morreram.

Abraham Lincoln e John F. Kennedy morreram.

Elvis Presley, Maicon Jackson e Whitney Houston morreram.

English: Elvis Presley meeting Richard Nixon. ...
English: Elvis Presley meeting Richard Nixon. On December 21, 1970, at his own request, Presley met then-President Richard Nixon in the Oval Office of The White House. Elvis is on the right. Waggishly, this picture is said to be ‘of the two greatest recording artists of the 20th century’. The Nixon Library & Birthplace sells a number of souvenir items with this photo and the caption, “The President & the King.” (Photo credit: Wikipedia)

 

John Lennon e George Harrison morreram.

Steve Jobs morreu.

Ivo Pitanguy e Christian Barnard  morreram.

Marlon Brando, Rita Hayworth e Ava Gardner morreram.

Mandela, Madre Tereza de Calcutá e Martin Luther King morreram.

Rubem Alves, Ariano Suassuna e João Ubaldo morreram.

Meus pais, minha sogra e meu cunhado morreram.

Meu filho morreu nas mãos do melhor cirurgião disponível.

Poderia passar dias, meses ou anos relacionando a morte de pessoas que habitaram esse planeta, foram caros ao mundo e se foram. No entanto, pasme, o nosso planeta e todos os outros da Via Láctea, bem como todos os outros de todas as incontáveis Galáxias, com suas luas, sois e tudo que há no universo continua funcionando.

Olha só, não sei como podemos estar vivos e vivendo ainda depois que Jesus, Einstein e Freud se foram. E agora? Quem poderá nos salvar?

Salvar? De que? Só se for de nós mesmos.

Então pensei, pensei, pensei e a única conclusão aceitável foi aceitar que o único problema existente no mundo é o ser humano, ou seja, nós (homens, mulheres, crianças e os arremedos). Somos de uma tolice astronômica, soberbos, maldosos, ambiciosos, gananciosos, avarentos, violentos, desprovidos de generosidade, enfim, um monte de ego e só.

Ego não é algo palpável, em outras palavras, é algo inexistente, mais uma invenção maravilhosa do Dr. Freud com a complacência de seus pares. Afinal, ele precisava de um lugar para jogar todo o lixo que está em nós, mas não tem nada a ver conosco. Tanto quanto o inconsciente, id, etc. Pior, não contente, ainda inventou o superego. Abra, disseque um crânio e me mostre essas coisas freudianas nele.

Não consigo ficar sério quando alguém me diz que o dia irá começar as seis horas ou terminar as dezoito horas. O que seria de nós sem o relógio, seja de corda ou digital. Fico imaginando o dono do mundo, talvez Deus, todo enrolado com o supercomputador dele, controlando todos os horários, distâncias, rotações, translações, velocidades, etc. Não é à toa que ele resolveu antecipar a saída do Jobs daqui, pois precisava dele lá. Deve estar sentado à direita dele e com o Einstein e o Marx à esquerda.

English: Albert Einstein Français : Portrait d...
English: Albert Einstein Français : Portrait d’Albert Einstein (Photo credit: Wikipedia)

Como diria o Alan Watts, não há nada mais sarcástico e/ou bizarro do que o ser humano tentando arrumar, pra não dizer arremedar, o planeta. Cara, isso é insano, ou melhor, a prova cabal de que somos todos insanos.

Tudo isso que o Freud com a ajuda do melhor amigo dele, o Jung, jogaram na conta do ego, a quem nós gastamos nossas vidas nos submetendo é uma grande fraude. Nós poderíamos ser algo se, apenas, fôssemos pessoas simples. Na verdade, nós somos a fraude, a maior delas.

Nós somos uma enorme fraude

Se tivéssemos a humildade de um passarinho que Deus alimenta sem que precisem acordar todos os dias às seis da matina sob o som de seus smartphones equipados com o aplicativo despertador, sair pra trabalhar oito horas de seus melhores dias, durante a melhor parte de suas vidas úteis e, após terminado esse período, descobrir que o governo mudou o sistema previdenciário e você não terá direito a uma aposentadoria decente.

Veja a borboleta e aquele balé acasalador ou até mesmo de um cão ou um urso polar que apenas vivem, é isso sim, nascem, dormem, comem, brincam, fazem filhotes, os criam e morrem, mais nada. Vocês não repararam como são belos os lírios do campo? Salomão com todo seu esplendor e toda aquela grana que ele tinha, não conseguiu chegar nem perto da beleza desses lírios ou das flores do campo.

Meu, olhe à sua volta, saia da cidade e vá para o campo e veja um pouco do planeta. Pode ser em uma praia, também. Isso é o que há e tudo isso vive sozinho, não precisa de nenhuma ajuda ou melhor, fará bem se não atrapalhar.

Pois é, nossos ancestrais maiores, Adão e Eva (É o que dizem) preferiram escolher a árvore conhecimento, do bem e do mal, para que ou por que, só saberemos não sei onde. Tomara que os encontremos, embora imagino que Deus não faria essa maldade com eles.

O jogo era só desfrutar. Só isso, mas eles, seres humanos que eram, assim como nós, resolveram complicar. Se podiam complicar, pra que facilitar, né?

Sendo assim, nada, nada mesmo, política, saúde, educação, literatura, música, cinema, teatro, tv, etc., poderá nos salvar, nem o Chapolim Colorado e muito menos algum sapo barbudo qualquer. Tudo isso só nos fará lamentar.

Pra você e pra mim, assim como para todos que já foram ou ainda estão por aqui, é tarde.

Jesus jogou para o ar uma solução: “Digo a verdade: Ninguém pode ver o Reino de Deus, se não nascer de novo“. Quem sabe não é a resposta?

“Morrer… Dormir! … Talvez sonhar! Sim, eis a dificuldade! Porque é forçoso que nos detenhamos a considerar que sonhos possam sobrevir durante o sono da morte, quando nos tenhamos libertado do torvelinho da vida.” 

W. Shakespeare em Hamlet.

 

 

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