A Gruta do Lou

Liberdade, libertação e libertadores

Vamos falar um pouco sobre Liberdade, Libertação e Libertadores.

No final da década de setenta eu estava estudando teologia na Faculdade Batista em São Paulo e falava-se muito em Teologia da Libertação, conhecida na época como teologia dos oprimidos e hoje como teologia dos excluídos. O Professor Sturz, norte-americano, era um perseguidor atroz do tema e demonstrava grande preocupação com os rumos que isso poderia tomar. Não percebia que, naquela altura, o movimento já estava na descendente.
Um dia, conversando com ele sobre o assunto, indaguei se não era o caso de dar tempo ao tempo e esperar o movimento esvaziar-se sozinho. Não que eu, naquela época, estivesse em total desacordo com os pressupostos defendidos, mas pressentia seu enfraquecimento.

Na verdade meu propósito aqui é examinar o uso dessa palavra “liberdade”. Jesus Cristo disse “E conhecerão a verdade e a verdade os libertará.” (João 8:32). Só a leitura dessa frase já me libertou de um monte de prisões geradas por falsas crenças. Só a verdade liberta.

Como disse John Stott, aqui em São Paulo naquela época: “Precisamos ouvir o que os teólogos da libertação estão dizendo e aprender com eles. Nem tudo é desprezível. Eles podem estar certos em muitos pontos.” E essa colocação estava correta. Eles acertavam no varejo. Entretanto, erravam no atacado. O problema era tentar fazer teologia a partir da ótica Marxista. Como disse o economista Galbraith: “O capitalismo é a exploração do homem pelo homem e o socialismo marxista é exatamente o contrário.”

Quando li Confissões de Agostinho (um livro que pretendo ler o resto da vida) descobri a importância de buscar a verdade de forma linear. Ele sabia o caminho das pedras e deixou escrito para nós.

A liberdade não está no fato de eu ter nascido no bairro da Liberdade. Não está em uma nova Teologia e muito menos em ganhar a Copa Libertadores da América. Aliás, voltou à moda esse negócio de libertar. O Bush está “libertando” (sic) o Iraque. O Chaves, o Morales e o coitadinho do Lula (sic) querem libertar a América Latina.O Papa quer libertar os pobres.

Todos usam a palavra Liberdade e suas declinações de forma vã e irresponsável. Quando estive na Albânia Marxista (1979) essas foram as palavras que eu mais ouvi por lá. No entanto, eu nunca mais vi um povo tão escravizado, tão enganado e menos livre do que aquele. Nem na Rússia daqueles tempos, ou na África e muito menos na América Latina.

As propostas políticas de direita (capitalismo) e as de esquerda (comunismo, socialismo, etc.) são escravizantes. Estou careca de saber disso. As propostas teológicas de direita e de esquerda não libertam, igualmente. Nem a Copa Libertadores da América liberta.

A liberdade chama-se Jesus Cristo. Sem condições prévias. Sem dogmas. O Evangelho, as boas novas de Jesus, é: Graça, perdão incondicional e liberdade verdadeira, real e irrestrita.

Capricornio PB

Share this:
Share this page via Email Share this page via Stumble Upon Share this page via Digg this Share this page via Facebook Share this page via Twitter

3 thoughts on “Liberdade, libertação e libertadores

  1. Pingback: Lou Mello

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.