A Gruta do Lou

Levado pelo vento

Segundo meus planos, deveria ter saído de casa às 6:15 am, em direção a São Paulo, pilotando meu Land Hoover Defender. Lá, participaria de uma reunião às 8:00 am, na sede da Crianças Pungentes, uma organização cristã voltada ao desenvolvimento holístico de crianças de origem humilde (Projeto concebido por mim para a ONU), onde entregaria o projeto de desenvolvimento com o orçamento incluso. No final da reunião receberia um cheque de R$ 2.400,00, relativos aos honorários pela realização do projeto. Às 10:30 am, em parceria com o Volney, estaria em uma reunião com o presidente da fundação mantenedora do Hospital São Paulo, onde assinaríamos o contrato para a terceira fase do projeto Vida Própria. Na ocasião, um cheque de R$ 22.000,00 nos seria entregue, em pagamento das comissões realizadas nos mês de fevereiro último, mais o valor dos honorários pela consultoria. Às 12:30 pm, almoço grátis no Mássimo para ouvir o diretor executivo da Editora Vida Cristã Autêntica, em mais uma tentativa de me convencer a fazer um projeto de reestruturação da área de marketing e desenvolvimento, voltado às atividades promocionais junto às empresas sem fins lucrativos (Igrejas, Associações, escolas, hospitais , clubes esportivos), o maior filão promocional da editora. Às 14:00, retorno à Sorocaba e fim do expediente comercial. No final da tarde, revisaria o esboço do sermão de domingo que seria exposto na Igreja Batista Central Parque, no culto matinal. Ás, 18:00 pm levaria a Dedé ao Shopping Esplanada para compras, incluindo uma passada básica pelo Carrefour. À noite 21:00 pm, jantar no Buon Gustaio com a família, inclusive os bicões. Fim das atividades no dia.

Mas nada disso ocorreu ou ocorrerá.

O dia começou com a Dedé me acordando, brava comigo, para eu ir até a casa lotérica mais próxima, que não é nada próxima e a pé, sob o sol causticante de Sorocaba. Levanto irritado e me preparo para o martírio. Já pronto, sou informado que não é necessário ir. Agora, depois de escrever e postar no Blog, terei pela frente a missão de comparecer à prefeitura da cidade, uma viagem de cerca de uma hora e meia em dois ônibus (auto-carro) diferentes, para entregar um documento e conseguir um cartão de atendimento médico hospitalar, do serviço público de saúde, para o Thomas. Depois, retornar em mais uma hora e meia de ônibus. Fim do dia. Lanche em casa. Provavelmente cachorro quente e coca cola e depois ver TV. Domingo dormirei até tarde, já que não fui convidado a nada.

Se não piorar, esse será o meu programa, para hoje. Nada que eu tenha escolhido fazer. Tudo determinado pelo vento dessa vida bandida.

2 thoughts on “Levado pelo vento

  1. Olha essa é pra você. É de minha amiga a Ceci, a Ceci Meirelles.
    “Aprendi com a primavera, a deixar-me cortar toda e voltar sempre inteira…”

    A Cecília Meirelles seria uma grutense se estivesse viva, se não me engano.

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