A Gruta do Lou

José do Egito, o irmão perdido

José do Egito
José do Egito

“Vejam só, Sonhei que nós estávamos colhendo trigo. Quando amarrávamos os feixes, o meu ficou parado em pé. E não foi só isso. Os seus rodearam o meu e se inclinaram diante dele”.
Gênesis 37: 7 A Bíblia Viva – Edição Especial para o Exército de Salvação

Creio que a história de José constitui um livro inteiro, anexado a outros sob o título Gênesis. Provavelmente, trata-se de uma parábola lindíssima e mais uma copiada das tantas histórias veiculadas pela tradição oral, em algum século perdido. Isso pouco importa.Esse livro fala por si e contém ensinamentos complexos e belos.

Com ele consegui ler e decifrar muitas pessoas de minha época e, acima de tudo, decifrei a mim mesmo. Todos nós reunimos nossas capacidades,  talentos  e  habilidades. Mesmo quem pensa não as ter, será talentoso por isso. Esses periféricos, somados ao sistema operacional “Bênçãos”, fazem de quem os têm salvadores da humanidade.

Não foram poucas as vezes em que o Criador precisou intervir para impedir a desagregação e morte da raça que criara. Dinheiro e sexo sempre estiveram na raiz dessas épocas sinistras, mas isso não nos interessa agora, tão pouco.

Em meus tempos de fome na terra, tenho encontrado muitos hábeis negociantes abastados, entretanto, desprovidos do software “Bênçãos”. Isso os cega, impedindo-os de enxergar além de seus umbigos. Alegam terem sofrido muito para conquistar suas fortunas e se encastelam nelas. Quando seus irmãos e pais se aproximam, vindos da seca e da fome, eles se esquivam e se locupletam em suas avarezas. De nada lhes adianta suas habilidades agora. Estão mortos no pecado.José foi abençoado pelo Senhor e seus talentos ganharam viço. Quando viu seus irmãos, os mesmos que foram capazes de abandoná-lo, de vendê-lo como escravo a povos nômades, por pura inveja e despeito, os amou e não perdeu de vista sua missão salvadora. Sabia que seu sucesso e abundância, sua capacidade de fazer multiplicar e prosperar tudo onde tocava suas mãos, não vinha dele, mas de Deus; assim como tinha consciência de estar vivendo uma missão salvadora.

Foi necessário haver um povo mau e um homem bom para a plena manifestação da glória majestosa de Deus. Ele se fez conhecer e um povo outrora perdido na lama pecaminosa voltou a seio do Pai. Saciaram a fome de alimento e ganharam suas vidas de volta. Então Jacó abençoou todas as tribos, na pessoa de cada um de seus filhos, entendendo a vontade soberana do Criador.

Se você tiver qualquer informação sobre o mano José, por favor, entre em contato, urgente, com a central de informações desse blog. Obrigado.

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4 thoughts on “José do Egito, o irmão perdido

  1. Pingback: Lou Mello
  2. Oi Lou, seu texto é o exemplo literal do que comentei com Rubinho na minha última postagem.

    O Greenhaw que era meu co-pastor na majestosa congregação batista em Morro Grande – SP, acredite, foi meu professor de Hermenêutica, também, lá na Faculdade Batista. Apaixonadamente sectário, me dizia a todo instante que o segredo era a interpretação. Infelizmente, minhas tentativas nessa área não resultaram em nada muito pacífico. Minha última palestra nesse tema deu bolo e quase precisaram chamar o camburão para me tirar do Vale da Benção, local do desastre. Os fundamentalistas só querem saber de interpretação literal, mas quando chega na hora de arrancar um olho ou cortar uma mão, fingem que não é com eles, como de resto.

  3. Dinheiro e sexo estão na raiz da nossa época, também sinistra…

    Pois é, para todo lado que olhamos só se vê isso. Menos aqui em casa, claro. 🙂

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