A Gruta do Lou

Honestidade, coisa de pobres.

Honestidade é coisa dos pobres
Honestidade é coisa dos pobres

Não importa qual seja a religião, preferência sexual, time, signo, whatever, do cidadão, todos tem dificuldade em ser honestos. Isso explica porque, muitas vezes, uma pessoa prefere uma desculpa esfarrapada à verdade. Isso acontece nas duas vias, tanto você pode usar a desculpa ou um subterfúgio para explicar algum titubeio a alguém, como você pode levar alguém a cometer esse tipo desvio de conduta.

O pior nem é isso, mas o que fazemos conosco. Particularmente, tenho vivido em altas lutas contra a tendência de abusar dos mecanismos de defesa e dos subterfúgios, comigo mesmo. Que dirá com os outros.

O Manning, em um dos livros evangélicos, mais incrível que já li, “O Evangelho Maltrapilho”, diz a certa altura:

Uma vez que aceitamos o evangelho da graça e buscamos livrarmo-nos dos mecanismos de defesa e dos subterfúgios, a honestidade torna-se ao mesmo tempo mais difícil e mais importante. “

Conversas podem nos dar muitas pistas a respeito de nossa honestidade. Desde que comecei a prestar atenção a esse detalhe, me flagrei milhares de vezes dando desculpas ao invés de lascar a verdade. Em certas ocasiões, mormente quando estou conversando com credores ou seus infelizes prepostos, digo a verdade e descubro que meu antagonista não se dá por satisfeito. Em algumas ocasiões chego a verbalizar algo do tipo: “estou lhe dizendo a verdade, mas se você prefere uma desculpa ou até uma mentira, problema seu.”

Comigo mesmo, a coisa pode ser até pior. Descobri que ao longo dos anos inventara algumas desculpas e elas haviam se tornado verdades, para mim. Só depois de muita autoanálise insistente consegui admitir o quão vão eram essas crenças. Ainda há muitas delas em meu depósito. O Manning me ajudou mais um pouco aqui dizendo:

Significa perseverar conosco e com Deus, discernindo nossos truques mentais pela experiência de como eles nos derrotam, reconhecendo nossas fugas, admitindo nossos lapsos, aprendendo de forma completa que não somos capazes de lidar conosco. Esse resoluto auto confronto requer força e coragem. Não podemos usar o fracasso como desculpa para deixar de tentar.”

Mais à frente um pouco, o Brennan liquida a fatura ao asseverar que quando uma mulher ou um homem são honestos, de fato, é virtualmente impossível insultá-los pessoalmente, simplesmente porque não há brechas para tal. Não sobrou nada ali a ser insultado. Esse é o tipo de coisa que Deus deseja nos ver empenhados em melhorar. Entretanto nem isso poderá servir com motivo de orgulho ou uma nova modalidade de egoísmo. Você e eu só conseguiremos resolver esse tipo de desvio de caráter com a total ajuda divina. Se conseguirmos vencer, o mérito será todo Dele e não nosso.

Interessante, também, é que quase todas as filosofias aludem à necessidade de um espírito forte, rico e vencedor. Mas Jesus foi inoportunamente rebelde ao sentenciar que “Bem aventurados são os pobres de espírito”.

morcego-12

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