A Gruta do Lou

Fugindo do Inferno

Domingo, Janeiro 08, 2006

“A fuga caracteriza a nossa vida diária. Todos nós fugimos, a todo momento, no silêncio ou na tagarelice, na inércia ou no tédio, nos prazeres da mesa ou nos da biblioteca (não é o caso do presidente), na leitura de um jornal ou no tricô, nos esportes ou na poltrona, nas palavras espirituosas ou nas discussões ociosas (2ª Tm 2:23). Nós nos escondemos atrás de um regulamento oficial para encobrir nossa responsabilidade, quer dizer, proteger-nos contra a culpa, e esta fuga é ainda mais culposa. Nós nos escondemos tanto na cólera, quanto na doçura, na auto-suficiência ou na modéstia, no sentimentalismo ou na agressividade, no conformismo ou na boemia, na crise de nervos ou no autocontrole, na doença ou no estoicismo.
Ser fiel a si próprio é ser integro consigo mesmo em todas as circunstâncias, diante de qualquer interlocutor. Nós nos calamos sobre nossas convicções mais profundas, ou sobre as dúvidas que surgem, inevitavelmente. Nós velamos nossos sentimentos ou os manifestamos mais ardentes do que eles são. Ser fiel a si próprio é ser natural, espontâneo, sem medo do julgamento dos outros”. (Palavras de Paul Tournier em Culpa e Graça)

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