A Gruta do Lou

Eu sou…


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..um presunçoso. Portanto, não caia em minhas conversas.

Quem você pensa ser?

Há lugares (como cinema, teatro, novela) com protagonistas, coadjuvantes e os figurantes.

Assim é a vida, também. Falo por mim, estou absolutamente convencido do meu papel nesta vida, ou seja, sou apenas um figurante.

Cem por cento dos meus problemas estão ligados às tentativas em tentar ser um coadjuvante ou até um protagonista. É quando o cara perde a mulher, filhos, casa, carro, Totó, papagaio e, claro, o emprego ou pior, a empresa da família. Bom para os psicólogos, né?

O amigo da foto é o Luiz Omar, desde os tempos do Clube Indiano até os dias atuais, mas não o conheci. Ao lado, o Lou, não parece eu sei. Naquele tempo, ele ainda comia três refeições por dia e se achava algo mais além de um figurante, também. Figurantes vivem de sanduíche de mortadela e uma vez por dia.

Larguei mão do Lou, atualmente é só um reles monte de nada, pensando em virar um Uber. Vai morrer igual ao James Franciscus no melhor papel dele, aquele em que ele morre assassinado dentro do taxi dele, por um ladrão assassino. Na vida real, morreu de Enfisema, em 1991. Dá no mesmo.

Gente de classe morre nos Estados Unidos ao tentar trocar o filtro do ar condicionado.

Palavras do Khalil desde Jerusalém, ditas quando éramos amigos. Não nos falamos mais, depois de 2013.

 

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