A Gruta do Lou

Espiritualidade em um mundo humanista

 

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Simbolo de Espiritualidade

Agora falo sobre a importância da espiritualidade em um mundo humanista.

Foi Francis Schaeffer quem escreveu o livro “A Verdadeira Espiritualidade”. Lembro do Bob Hayer construindo a capa brasileira para a edição em português. Mas meu exemplar sumiu, deve estar com dezenas no mesmo destino, ou seja, o pessoal esquecido. Não sei no que o Francis estava pensando quando escreveu esse livro, mas ele tinha razão. Talvez por isso tenha escrito “A Morte da Razão” também, sem falar no “Manifesto Cristão”. Nada mal para um escritor cristão, né? Melhor do que escrever alguma coisa com propósitos, especialmente se eles forem, digamos, materiais.

Nesses dias, assistia um vídeo de um conhecido preletor dito cristão e ele começou falando algo mais ou menos assim: “Deus é pai e deseja dar o melhor para o ser humano viver bem sua vida”.

Cara, uma frase dessas tem a sutileza de um elefante. Em pouquíssimas palavras, ele começa em Deus, ápice da espiritualidade e termina no ser humano e sua vida terrena, ápice do humanismo. Daí para frente não é necessário manter o vídeo ligado, pois só pode vir alguma apologética humanista, sobre como o ser humano deve comportar-se em sua humanidade limitada. Percebeu?

Não há, nunca houve e nunca haverá espiritualidade nas coisas desse mundo, exceto as criaturas humanas em comunhão com Deus, através do Espírito Santo neles. Nós todos viemos para cá equipados para viver aqui e tudo que precisamos está em nós.

Nossas soluções dependem única e exclusivamente de nossa inteligência emocional ou organizacional, ou outra. O ser humano tem utilizado essas capacidades relativamente bem. Infelizmente, há entre nós aqueles destoantes, fazer o que. Mas chega a ser admirável o total conseguido até hoje em todas as áreas. Arrisco certo otimismo em imaginar o Criador todo orgulhoso com nossas conquistas.

De forma alguma estou menosprezando ou tentando sugerir a não intervenção de Deus em nossa vida humana. Há um livro conhecido cujo título é “O Deus que intervém”. Qualquer dúvida, leiam o livro ou entrem em contato com o autor se ele ainda estiver disponível.

A espiritualidade nesse nosso nível, etapa, plano, enfim, seja lá como isso possa ser chamado, resume-se a poucas atividades. Jesus foi muito econômico nesse tema. Orar, jejuar e contribuir, disse ele. Podemos acrescentar, depois de ler o Antigo Testamento e as cartas seguintes aos evangelhos, algumas outras atividades como meditar, esperar, profetizar, ensinar, pastorear, evangelizar e o apostolado. Mas quanto ao real desempenho dessas funções há enormes dificuldades para estabelecermos algum protocolo.

Quando Judas tentou cobrar Jesus sobre a importância da Ação Social, levou um tremendo puxão de orelhas do mestre quanto ao lugar e importância desse tipo de intervenção. Não resta dúvidas sobre o lugar dessas atividades, ou seja, são tarefas humanistas e não espirituais. Não são condenáveis, podem e devem ser feitas, mas não é preciso ir à igreja para tanto. Deveria ser uma prática cotidiana e corriqueira para todos nós.

Gosto demais daquela frase de Jesus depois de limpar o templo chutando a turma do marketing para fora: “A minha casa será chamada Casa de Oração”. That’s it, my friend. A Missão Espiritual Integral da Igreja é fazer discípulos, ensinando as lições dadas a nós por Jesus Cristo, tais como orar, jejuar e contribuir, etc. e ponto.

O resto é humano, humanista e qualquer ser humano pode ocupar-se das tarefas, sem precisar qualquer cacoete espiritual. Quando um paralítico foi a Pedro e João clamando por alguma esmola, o apóstolo lhe disse: “Não tenho grana, mas o que tenho lhe dou, levanta e anda.” Curar os enfermos é uma das atividades espirituais  através de contribuição compartilhada. 

Ler e estudar a bíblia é muito bom, mas ninguém conseguirá decorar toda a Bíblia, exceto o personagem magistralmente vivido pelo ator Denzel Washington no filme “O livro de Eli”. Nem há essa necessidade, quando alguém celebrar a parceria com o Espírito Santo haverá todo o necessário em qualquer circunstância, além de harmonia.

Fora isso, cabe-nos anunciar a chegada do Reino de Deus, o Dia do Senhor e ensinar as mesmas coisas ensinadas pelo mestre. O que passar disso, correrá sério risco de ter procedência maligna.

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