A Gruta do Lou

Emocionando a todo instante

 Dedé Velloso Mello

Não sei se é conseqüência da idade ou outra razão, mas tudo tem me emocionado mais, nos dias atuais. As pessoas me emocionam com gestos simples, os animais cativos ou em extinção tem me emocionado, cada vez mais, as árvores caindo têm arrancado lágrimas que trato de esconder, até as durezas da vida estão mexendo de modo diferente com o coração forte, mas surrado, que bate em meu peito.

Lí, logo cedo, um post sobre a Amazônia (que estou publicando lá no Lou Cave) e fiquei emocionado, em uma mistura de amor, raiva e medo. Um recado simples, mas importante, da Georgia no Orkut me emocionou, bem como a música que a Carolina colocou lá para me agradar.

Quando penso na semana que terei pela frente, fico apreensivo e, ao mesmo tempo, emocionado só de imaginar as pessoas abrindo seus corações em apoio, ajuda e preocupação. Sei que ficarei emocionado com os duros, também, pois sentirei amor por eles.

Também me emociona muito o Cristo crucificado em meu favor, suprindo a parte que não poderia dar, jamais. Isso caminha comigo e, a todo instante, vejo o olhar meigo e manso dele, em tudo e em todos.

Os momentos difíceis reservados para mim, certamente, trarão suas emoções, muito além de suas asperezas e a vida com todas as suas facetas será encanto e deslumbramento. Afinal, não me emociona o trabalho dos bombeiros na hora do desastre? Tanto quanto as vidas sacrificadas, nesses horrores da vida pós moderna.

Sinto falta da emoção causada pela palavra de Deus exposta, narrada ou pregada. A emoção que sinto quando ouço o pregador, hoje em dia, é de compaixão (esse sentimento calhorda, como ensinou-nos Nietzsche). Falta-lhes sentir, emocionar-se, não na hora da prédica, apenas, mas a todo instante, com tudo e com todos.

Escrever aqui, diariamente, é emocionante. Imaginar as pessoas lendo e reagindo, seja como for. Escrever, pregar e viver é um supremo ato de emocionar e emocionar-se. Se suas palavras não tiverem esse poder, cale-se.

Fui a uma igreja com o Dale Kietzman, na Colombia, muitos anos atrás. Ele pregou, como sempre, com poucas palavras, mas em minutos, centenas de homens e mulheres endurecidos pelas adversidades de suas vidas estavam em prantos, emocionados. Aprendi a lição chorando. E olha que fui educado para não chorar.

Quer uma dica sobre como blogar? Uma dica que não aparece em nenhum dos 10 ou 12 passos sobre como blogar, que lemos na Internet, a todo instante? Emocione ou não escreva.

 

 

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2 thoughts on “Emocionando a todo instante

  1. Oi Lou, eu é que agradeco o seu carinho. Imagina.
    Tenho orado por vocês e muitas das vezes tenho pensado na sua Dedé em como tem vivido todos esses anos de luta.
    Tenho vindo pouco por aqui, exatamente nao só porque tenho trabalhado muito, mas porque resolvi entrar mais no Jardim secreto do Pai.

    Com carinho e oracao Georgia

  2. Quase desisto de blogar…
    Tem emoções e emoções. Algumas é até bom não te-las: ódio, desprezo, essas assim.
    Mas vir à Gruta me sensibiliza. E continuo a blogar. Emocionado.

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