A Gruta do Lou

Deus seria uma Bolsa de Valores

“Temos indicações muito claras de que, na vida cristã, o dinheiro é ganho a fim de ser dado.”

Jacques Ellul em “Dinheiro e Poder”,
citado por Richard Foster em “Dinheiro Sexo e Poder”

Estou em Sao Paulo, nossa Meca do dinheiro, enquanto escrevo esse post. Minha sensação, enquanto espero ser atendido por um amigo e irmão cristão, e meio pessimista quanto ao número de pessoas que concordam com o Ellul. Talvez seja melhor fazer alguma coisa a respeito.

Tempos atrás, era a igreja o lugar onde as pessoas eram discipuladas para a contribuição. Agora elas investem em Deus. Isso pode ser uma tragédia para um povo que nunca chegou a assimilar, em sua cultura, o valor da contribuição ou alguma insanidade feito essa do Ellul.

Uma vez um taxista me levou até à minha Igreja. No trajeto ele me narrou a história de sua família, especialmente como seus filhos formaram-se na faculdade, graças ao seu taxi.  Na porta,  enquanto separava o dinheiro para pagar a corrida, ele perguntou:

– O Senhor dá dinheiro para essa igreja?

Respondi que sim. Então ele emendou:

– Eu não daria um centavo a essa gente.

Share this:
Share this page via Email Share this page via Stumble Upon Share this page via Digg this Share this page via Facebook Share this page via Twitter

7 thoughts on “Deus seria uma Bolsa de Valores

  1. Essa Bolsa tem andado com os índices em queda…
    os fatores de risco tem aumentado muito, quem já fez
    algum investimento, está sempre na corda bamba, não
    consegue resgatar nem o valor aplicado, é muita
    frustação.
    O taxista parece entende sobre aplicações.

    Problema é supor isso e aquilo. Deus não dá a mínima para suposições.

  2. Verdade se diga, que tem muito corretor aí vendendo títulos de alto risco, verdadeiros junk bonds.

    Isso costuma acabar em crise de crédito.

    Como estamos vendo agora. Aliás, a Igreja já estava em crise devido a esses falsos investimentos, sobretudo.

  3. Desde a primeira vez que entrei em seu blog fiquei com uma dúvida, sua intenção ao escrever de forma tão “agressiva”, as vezes, é pra fazer seus visitantes pensarem ou realmente existe uma certa rebeldia humana, em relação ao Divino, infiltrada em seu coração?

    O Lou, personagem a quem você se refere, foi criado para sintetizar o sentimento das pessoas (grutenses) engrutadas. Elas estão assim, frequentemente, magoadas, cansadas, desanimadas, desesperançadas, sem fé e achando que Deus é o maior culpado, por omissão, desinteresse, menosprezo, etc. Realmente o coração do Lou está cheio de rebeldia.

  4. Tô com o taxista. A gente não deve dar dinheiro pra igreja nenhuma. Deve dar é pra Deus. Como ele não quer ter o trabalho de usá-lo, delega a nós, pobres humanos, a autoridade de usar o dinheiro dEle da forma que acharmos melhor. E seremos cobrados!!!
    Te digo, NÃO É FÁCIL!!!

    Essa delegação ainda não chegou por aqui. Estamos esperando. 🙂

  5. Bem, prefiro destribuir esse diheiro que é necessário ser dado a Deus, entre as pessoas, os últimos gastos que minha congregação fez, com as tais ofertas a Deus, foram surprendentes demais p/ mim.
    De 10 milhões de dóares doados, 1 foi para pessoas, 9 p/ o prédio(que por acaso é novo).
    Sinceramente nao sei o que comentar sobre dízimos e ofertas.

    A Igreja é uma associação, como qualquer outra. Você pode fazer parte dela, inclusive contribuindo com a manutenção da coisa toda. Problema é quando a organização vira um monstro descontrolado ou algo parecido. Quanto a expectativa divina, ela está na direção seguida por você, sem dúvida.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.