Deus, Tsunami e o Surf Terminal.

Tsunami Japão 2011
Tsunami Japão 2011

Como diria Salomão, “há tempo para tudo sob o sol”. Dá para entender porque escreveram tantos “apocalipses” na época em que Nero botou fogo em Roma, basta uma tragédia nova e pimba, lá vem debate pseudo teológico sobre as doutrinas do final dos tempos, novas e velhas teologias e os paradoxos calvinistas.

Os japoneses são budistas, na maioria majoritária e estão enfrentando sua tragédia como sempre fizeram nas anteriores, com comportamento estritamente zen. Aí, nós ocidentais do sul, aqueles que menos contam, saímos a conjecturar sobre Deus e o Tsunami. Largaram na frente os apóstolos do Teísmo Aberto, Teologia Relacional e o cordão dos puxa-sacos do Morumbi e adjacências, de um lado e os ortodoxos calvinistas de Higienópolis, do outro. Claro que então, sobra para todo mundo, tem gente que já lembrou do Brabo, do Sayão, de novo e até eu ganhei uns tirinhos de sal na bunda. Nada mal, duro mesmo é o ostracismo, principalmente nesses tempos de completa penúria. Melhor que falem mal, mas falem de mim ou de nós.

O fato é que o nosso Deus neoliberal ocidental, em quem creio com todas as minhas forças, o que não é muito, não deve estar nem aí com o Japão, mesmo. Se estivesse, essa catástrofe teria outro endereço, talvez lá para os lados da China, onde Deus não intervém, tampouco. Provavelmente, o Divino deve ter feito como fez antes de destruir Sodoma de Gomorra, ou seja, prometer ao profeta que se lá houvesse meia dúzia de adeptos de nossa religião, ele teria poupado o povo todo dessa parte do sol nascente.

Não tenho nada, a rigor, contra Teísmo Aberto e Teologia Relacional, nem poderia. Não estudei esses temas o suficiente para chegar a ter opinião formada sobre tudo. Enquanto, em relação ao Calvinismo, é como diz o Dr. Sedd: “se você começasse a ler o que Calvino escreveu, apenas sobre a predestinação, sua vida terminaria antes de chegar ao fim desses escritos”. Portanto, também não me é possível emitir juízo sobre o Calvinismo, a menos que eu tenha perdido o resto do juízo que me restou, depois de minha experiência recente com o INCOR e os irmãos em Cristo ou em nada, que lá labutam. Apenas acho meio sem nexo levar o sofrimento atual dos brothers que são de fritar bolinho de arroz para o terreno da teologia, salpicados com os palpites psicomaniacos do padre coreano.

Agora é hora de orar, rezar e meditar pelos sofridos, os japoneses, haitianos, os líbios e toda primaiada turca, os cariocas das montanhas e das cidades e nós grutenses. Quando muito, passar na conta bancária pró qualquer um deles e fazer uma fezinha, que nunca será demais. Agora, discutir sexo dos hermafroditas nessa hora é de uma insensibilidade capital. Calem a boca os dois, os teistas abertos som seus colegas relacionais e os calvinistas, por favor. Comigo incluso.

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Author: Lou Mello

Olha só, pessoal assíduo na Gruta (carinhosamente grutenses) já está careca de saber quais são as minhas graduações e tentativas de pós, etc.
Pessoalmente, não ligo muito para isso. Valorizo muito mais os meus mentores, tais como Dr. Russel P. Shedd, Dr. Zenon Lotufo Jr. e Dr. Dale W. Kietzman. Esse blog está repleto das coisas aprendidas ao longo de minha vida e isso fala por si só.
Meu espírito é missionário. Plagiando o Amir Klink, “Um homem precisa viajar… simplesmente ir ver por si mesmo”. Eu viajei bastante e ainda pretendo viajar. Quem sabe não serei portador de boas novas por aí, mais um pouco?
Atualmente, continuo acalentando o Projeto Corações Valentes, embora ele não tenha vingado ainda. Sinto falta do meu filho Thomas que, através de seu sofrimento, me deu essa ideia, antes de partir para a próxima dimensão.
Além de ter lecionado (Ef. Física e Teologia), ensino organizações não lucrativas cristãs a fazer amigos para ter sustento e, também, tento ajudar as pessoas a crescerem através da mudança comportamental. Sonho, ainda, treinar professores em prática de ensino, quem sabe…
A Gruta surgiu como a forma ideal para a prática de algo que sempre gostei muito de fazer, ou seja, escrever e me livrar dessa coisa interior que pressiona meu peito com potencial para me matar.
Também gosto música, literatura em geral, educação e astronomia (minha segunda paixão secreta, Ih falei).

5 thoughts on “Deus, Tsunami e o Surf Terminal.

  1. Como diriam os espíritas kardecistas, este mundo é um plano de sofrimentos e provações. Estamos aqui de passagem…
    As catástrofes sempre aconteceram, sem contar as gueras sangrentas que fizeram a história da humanidade.

    1. Laura

      Importante lembrar que nada disso, nem os sofrimentos inevitáveis na visão kardecista, são vontade divina e Ele ainda tem que amparar e limpar as feridas depois, quando não é obrigado a dispor de algum filho único para limpar a barra da humanidade nada responsável. Sem dúvida, estamos de passagem e curta.

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