A Gruta do Lou

Certa Manhã

Jorge Miller

Certa manhã, enquanto tomava o desjejum, ele empurrou pra um lado o café e a bolacha, ajoelhou-se, pôs os cotovelos na poltrona de estudo, apoiando nas mãos seu rosto delgado e ossudo:

    – Deus – disse ele em voz alta – tu sabes exatamente o que tenho feito e o que isso significa. Sabes de minhas necessidades. Dinheiro para pagar o aluguel, alimento, adquirir livros e liquidar meus compromissos com o próximo período escolar. Dependo de ti, Deus, para o conseguir. Em seu próprio nome. A teu próprio modo. Esperarei…

    Ele exitou por um minuto, ouvindo. Então concluiu.

    – Se for da tua vontade, Deus. Amém.

    Jorge Miller

(sec XIX) Em Bristol – Inglaterra

    Eu Lou, faço minhas essas palavras, em Cristo nosso Senhor!

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